quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Viriato, o pastor lusitano


É uma cidade que acompanhou o progresso,sendo feita de contrastes,com a antiguidade e memórias. Espaços verdes e moderrnidade e por isso sentimos o gosto da uma visita com prazer,sendo o Museu Grão Vasco e a Sé de Viseu,entre outros monumentos,a oportunidade de nos sensibilizarmos com a sua imensa história,que não cabe neste breve apontamento. A cidade adoptou Viriato como seu heroi,de lendas e história deste pastor lusitano a justificar o monumento erigido em 1940. Se acontecerem férias cá dentro e visitar Viseu,caro leitor,é certo que voltará,já que a sua gastronomia está ao nivel da moderna cidade.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Cabo Espichel



Claro que só por brincadeira poderia preocupar-me ou pedir aos portugueses
para fazerem férias em Portugal. Os exemplos vêm de cima, dos que vivem do sistema político e preocupados agora com a tão falada crise. Conversa para encher, discursos de ocasião, à boa maneira de fantasiosa mensagem de patriotismo.Cá em casa nunca precisamos
de lições de economia,pois temos uma”Ministra das Finanças”,a minha mulher que sabe muito bem que viajar cá dentro do país tem seguros resultados no quadro económico familiar.Por isso e até hoje qual défice? A senhora”Ministra”sabe das suas limitações e não vai em cantigas de orçamentos ruinosos,isso é que era bom.Gastaram à doida e ainda por cima comeram tudo e não deixaram nada.Agora vêm pedir batatinhas a quem numa vida não só passou férias cá dentro,como pagou as suas contas a tempo e horas. Esses senhores, julgados primeiro e cadeia depois,cumpria-se a justiça e melhorava-se a auto-estima dos portugueses... Sem esquecer e lamentar os que não podem ter férias e nada posso fazer para que as tenham,venho recordar-vos o Santuário de Nossa Senhora do Cabo,também conhecido por Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua.O culto e a veneração do antiquissímo espaço perde-se no tempo e as obras das hospedarias iniciaram-se em 1715.A Igreja actual é de 1701 e foi iniciativa real de D. Pedro II.Partindo de Setúbal e com a chegada a Cacilhas,fica ao longo desse percurso,a certeza que merece a pena fazer férias cá dentro.
Nota.Depois de ter escrito esta opinião,eis que a mensagam dos líderes europeus
é para fazer férias nos destinos de proximidade para dar o exemplo.O povo é que sabe,quando diz que vale mais tarde do que nunca.

sábado, 31 de julho de 2010

As pessoas simples quando morrem deixam-me um estranho vazio



Se a foto referencia o prazer da vida e do mar límpido da praia da Cova Gala
hoje não vou por ai. Subitamente,a morte de Luis Cardoso,70 anos de idade,o popular Luis “Mau”, que fez da vida uma festa de pacífica convivência,deixou a Freguesia de S.Pedro
a justificar que não foi em vão a solidariedade que espahou em redor da sua terra
de sempre.No Bar Beira Rio,entre um café e um cálice de vinho do porto,segredava-lhe ao ouvido, de vez em quando, que não vou partir desta vida sem lhe dar uns valentes sopapos, homem” mau”.E ele respondia;- Ó,Ó,e esta arma!?Então o bom do nosso amigo enfiava o dedo indicador num dos cantos da boca e brandia uma serie de estalos que só ele sabia sonorizar,enchendo de boa disposição o espaço por todos frequentado.
Se modesto viveu com a sua família,ganhando a vida entre o rio e o mar,já a manifestação de pesar revelou a sua dimensão social e humana,pois teve o privilégio de ter sabido conviver em paz consigo e com os outros,uma virtude tão rica e exemplar.Os serviços funebres foram da responsabilidade da Funerária Mondego LD,sediada na Cova Gala.
A técnica aplicada pelo sócio gerente(Sargento),formado em tanatopraxia e tanaoestéria,transmitiu ao saudoso Luis “Mau”,o visual tão proximo daquele que nos
habituamos a ver em vida,formalidades que a lei exige na preparação dos corpos.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Vá a Monsanto nas férias


Fico “sensibilizado”com os pedidos de apoio aos portugueses para fazerem férias no país para dessa forma a economia poder funcionar a bem de todos. São as pedradas no charco dos homens que chefiam esta República de filhos e enteados, não estou a ver que a classe dominante e protegida pelo sistema esteja preocupada com a sorte dos que nem sequer cá dentro fazem as suas férias. É qe a casa e o café da esquina podem ser o "paraíso" de muitos cidadãos de Portugal. De qualquer modo sempre fiz as férias por cá com a família.Por isso o Sr. Presidente pode contar com o meu apoio, não esteja preocupado!Já agora Sr.Presidente, e com elevado respeito por aqueles que nem por cá ,nem por lado nenhum fazem férias, aqui fica uma fotografia da bela aldeia de Monsanto. Foi escolhida em 1938 como a aldeia mais portuguesa de Portugal.Para os que não sabem fica situada no concelho de Idanha-a-Nova.Foi esculpida num basto cabeço rochoso.Foi sede de concelho entre 1174 e o início do século XIX.Em 1801,tinha 2139 habitantes. É uma boa sugestão de passeio que aqui deixo.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Idealismo,pois, pois.

Sem pretender ser dono da razão,julgo que entre a solidariedade,um sentimento generoso direccionado para os outros, e o idealismo político,há uma enorme distância. A solidariedade é acção, o idealismo é, na prática, negação de acção.No idealismo político vive-se da fantasia e de emoções desviadas da própria solidariedade,os grupos e os partidos tentam enganar os tolos com papas e bolos.Claro que em democracia sou pelos partidos.Mas foi para isto que os portugueses se alegraram com a derrota do fascismo?Julgo que temos outro tipo de fascismo,mas este legalizado com o voto livre dos portugueses,que continuam a votar nestes senhores do idealismo,gente de compreensão lenta para com os mais humildes económicamente.Vejam se eu não tenho a minha razão, o leitor terá a sua, isto a propósito da sugestão da Comissão Episcopal,em Lisboa,que propunha que os políticos pagassem para um fundo social 20% dos seus vencimentos e reformas,enquanto a pobreza aumenta todos os dias. Foi um fiasco esta proposta e alguns políticos,entre eles o Sr .Manuel Alegre,pois claro, idealista quanto baste,mas de solidariedade só na sua família, afirmou de imediato que já desconta muito nos impostos.Eu, cidadão da rua, pretendia dizer-vos que esta rapaziada não me apanha desprevenido,inclusive os cristãos políticos.Alguns fazem da Igreja o seu santuário da hiprocrisia,beijando-se nos cultos,mas depois fora dele são o diabo em figura de gente.É esta falta de humildade e de carácter que devemos combater.Nos espaços por nós frequentados devemos dar exemplos de frontalidade com as palavras e os consequentes actos,pois a máxima “olha para o que eu digo e não olhes para o que eu faço”,só serve aqueles que nos querem vender gato por lebre.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O poeta popular


Estamos numa fase de poesia popular,porque a entendemos e a sentimos,de palavras soltas que por vezes magoam e outras são a risonha alvorada,de promessas e desenganos.Mas é com estes conteudos que os poetas populares
e os eruditos me fazem acordar e” beber a água” que nos refresca interiorrmente,debaixo das frias ondas da sensibilidade,compreendendo os poetas
e o valor das suas palavras.A minha porta de entrada no meu salão,pode não ter os apoios pretendidos,mas teve sempre o devido acolhimento e boa vontade,dai que Fradique Pinto,natural de S,Pedro do Sul,que fica na região de Lafões,no distrito de Viseu,venha todos os anos com a sacola e com os seus livros de poesia. Conversamos sobre esta aventura na estrada da vida,e o poeta propõe a venda dos seus livros. Compro e ele parte com os seus sonhos de poeta,ganhando uns euros
com a simplicidade da sua escrita,porque só assim de porta a porta a sua” editora” pode atingir os objectivos.E como o povo é quem mais ordena,aqui fica o prometido,porque o sol quando nasce é para todos e o Fradique Pinto tem alma de poeta e justifica esta minha admiração.

CHUVA FRIA.

A chuva cai fria e de mansinho...
Ao longe,a trovoada ribomba...
Perto,fustiga o vento fresquinho...
Eu,só,a tempestade subtil tomba...

Contudo.
Eu amo os elementos,
Que em muitos momentos,
Sobretudo.
São companhia,passatempos,
Para quem vive em tormentos,
Neste Mundo.

A natureza é sempre carinhosa,
Para quem amar e compreender...
Só é bravia,viril e tumultuosa,
Para quem vive sem o saber...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Manuel Maria Teixeira e versos de políticos


Recordo Manuel Maria Teixeira, quando com ele conversava nos programas da Rádio Beira Litoral,em Arazede. Um dia destes e no meio de papéis e recordações,lá estava o livro do poeta popular publicado em 2002 e patrocinado pela Câmara de Montemor e pela Junta de Freguesia de Arazede.Recuei uns anos a bem das cidadanias associativas e populares das terras de Montemor,mas a verdade é que este homem do povo fez da sua poesia a sua lição de vida intensamente manifestada onde quer que estivesse, mesmo que fosse no Ribatejo ou no Alentejo, por onde terá comido o pão que o diabo lhe propôs em tempos dificéis da sua vida.
Desconfiado com a solidariedade dos políticos e da sua simpatia pelo povo,o nosso poeta num dos programas na Rádio Beira Litoral,disse para quem escutou que os políticos são habilidosos e dão beijos em casa e na rua.

VÊM AÍ AS ELEIÇÕES

Vamos ter eleições
Temos de nos preparar
Já surgem as confusões
Todos querem ganhar

Falam muito bem ao povo
Habilidosos e com jeitinho
Querem o voto de novo
Mas ficam pelo caminho

Eles até nos dão coisas
Porta-chaves,canetas e que tais
Eles falam na televisão
E dão entrevistas nos jornais.

Eles são melhores que todos
Prometem o sol e a lua
Prometem tudo o que não é deles
E dão beijos em casa e na rua

Teimosos até mais não
Não desistem de qualquer jeito
Pedem-nos o nosso voto
Dizem que são amigos do peito

Depois de já no poder
Só atendem por marcação
Não dá para entender
Acabou-se a ilusão

Tenho muita desilusão
Isto dói mas é verdade
Vamos votar com atenção
Temos muita necessidade

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Memórias do meu Casal Novo do Rio

Ali juntinho ao Mondego
Há um recanto em sossego
Um pequeno casario,
Ao qual a mão de Deus deu
Tudo o quanto lhe merceu
O casal Novo do Rio.


Nessas sombras da paisagem
Seca a roupa junto á margem
Em frente,á casas caiadas,
Á noite há gente a rezar
Na eira o milho a secar
Há cheiro a terras lavradas..

Lembrando as suas memórias
A avó conta histórias
De tempos que já passaram
Na bilha á água da fonte
Alí no sopé do monte
As nascentes não secaram
O calor duma fogueira
Aquece o caldo da ceia
Onde não se sente o frio
Na arca não falta o pão
E na grelha assando vão
Os peixes que vem do
Rio.

Com as mãos entrelaçadas
Há beijos nas namoradas
Junto ás cinzas do borralho
Lá pela ponte velhinha
Chiam carros á noitinha
Que regressam do trabalho.

Nos currais dormita o gado
O seu sono sossegado
Na palha dos arrosais
Lá fora a noite escurece
E todos rezam uma prece
Os filhos beijam os pais.
Almas sãs em corpo são
Segredos do coração
De gente humilde maior!
São a vida,a Natureza
São quadros de beleza
Das terras de Montemor.


Nasci em 1940 no Casal Novo Rio,onde não havia luz nem água canalizada,mas existia o Mondego,um rio de águas límpidas, que hoje já não existe.As minhas gentes trabalhavam nas terras do nascer ao pôr do sol,havia só um rádio na mercearia e taberna do Ti-João.Foi ali que ouvi pela primeira vez um relato de futebol entre o Benfica e o Braga.O Benfica perdeu por um zero,e mesmo assim fiquei vermelho até hoje.Tudo isto por volta de 1947/48?Bom...volvidos vários anos encontrei o Santiago Pinto e com ele "caminhei" na rádio (local) e nos jornais de Montemor,e até fundámos o Correio da Figueira. Este trabalho em verso,li-o várias vezes nos meus programas de rádio, com musica de fundo; eu adorava,porque sentia naquelas rimas,em pormenor, a vida das minhas gentes;sempre fui um sentimental! Mesmo hoje,lembro a panela do caldo, que era de ferro,a fogueira,a cinza no borralho,enfim a vida na aldeia naquele tempo.Uma Hora à Beira do Mondego,foi o primeiro programa na rádio local de Montemor,com o Santiago que me levou para lá;também a Dilia,que gostava muito de poesia,e temas de Montemor.O Henrique Pardal estava na direcção de programas,havia interajuda,o programa cresceu,passou a ser Três Horas à Beira do Mondego.O Santiago deixou a rádio,mas continuou a escrever sobre Montemor,rimando como ele gostava,e nós semanalmente divulgávamos.Guardo alguns desses escritos,e decidi colocá-los no blogue. Guardo também a recordação dessas horas na cabine,nervos à flor da pele,risos,censuras mutuas,o Henrique apaziguador,era saudável aquele convívio.A vida tem um limite e estes amigos já partiram na viagem sem regresso,porém jamais os esqueceremos.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Recordações de Montemor e do Casal Novo do Rio

Sempre que me é possível regresso às minhas origens:sinto ali com prazer a realidade donde venho, onde estou e quem sou,um ser modesto e simples.
Neste último fim de semana estive na minha terra no Casal Novo do Rio,mais própriamente na Barca,pois assim se chama também; por ali andei, encontrei amizades antigas,e também a Zézinha (que actualmente ali reside) um conhecimento mais recente dos tempos em que estive estabelecido em Montemor.Ela também tinha uma loja nas imediações.
Agora mostou-me fotografias dessa altura,recordámos as actividades,e os magros lucros...Numa delas está ela com a mãe a D.Lisete,junto da sua loja de artesanato,noutra estou eu,a Zézinha, e a”endiabrada” Zeca,que sempre brincalhona nos fazia rir muitas vezes.
Estamos vestidos com as camisolas da Comissão das Festas de Sto.António, realizadas na praça da Républica de Montemor;foi um convivio muito agradável que ainda não esquecemos,apezar dos anos que já passaram sôbre ele,daí recordármos até com alguma saudade.
Não me perdoava se não falásse da minha Barca, pois como atrás referi ali estive, mas também para uma saudável confraternisação (na festa da Barca) com as minhas gentes,já poucas do meu tempo, a vida tem um limite de existência,e grande parte daqueles que me viram crescer, já partiram para o além.
Fazer comparação,de como era o Casal Novo do Rio,a Barca da minha infância e juventude com o que é hoje, é irrisório,tudo mudou (para melhor).Os seus habitantes são outros e diferentes, naturalmente;esqueceram-se as suprestições,os mêdos e até em parte as crenças... O ambiente foi alterado,as pessoas vivem bem melhor,há comodidade,gostei de ver!
Mas perdôem-me o desabafo: deixem-me recordar também a singela beleza da Barca de há muitos anos atrás,com esta fotografia guardada “religiosamente” por quem a fez... era linda não era a minha terra? Com a água a murmurar ali tão perto do modesto casario...
Mas,não há rosa sem espinhos; nessa altura os meus conterrâneos,e também os meus pais e irmãos trabalhavam na agricultura,era o modo de trabalho que permitia uma vida digna mas sem comodidades nem luxo,havia milho na arca,e feijão para a sopa a que chamavam caldo, isto na minha casa,mas nem todos tinham êsse bem. Também o Mondego pregava as suas partidas, por vezes as cheias chegavam mais cêdo e estragavam parte da colheita,era prejuíso,e não havia subsídios.Poucas pessoas andavam calçadas,surgiu então uma lei que proibía o pé descalço: esta lei com risco de multa foi recebida com desagrado,até pela despesa a que obrigava a compra duns sapatos,e então a imaginação funcionou; calçavam apenas um sapato,e no outro pé enrolavam uma ligadura simulando um ferimento; quando o sapato acabásse repetiam a operação com o outro que tinha estado guardado (mas este procedimento,até nas cidades funcionou) vivia-se mal em Portugal...
Hoje o Casal é um pequeno paraíso.Tem moradias bonitas,prédios de andares aonde existe comodidade,os caminhos enlameados d’outrora deram lugar a estradas, o ar é limpo,há arvorêdo,emfim está um bom lugar para viver,e como atrás disse esteve em festa no passado fim de semana,festa a que não faltou também o cunho religioso com uma Missa no Domingo,e depois a actuação dos grupos de danças e cantares,sempre tão do agrado de todos nós.
Fica a esperança da repetição no próximo ano.Até lá...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O Popó e o rádio do seu contentamento

Fotografias de Pedro Cruz, Cova Gala, Figueira da Foz

As cidades e as vilas, porque não as aldeias deste país, e se entendermos o problema na sua universalidade,cria e alimenta no seu seio, humildes cidadãos de existencia desequilibrada.São várias as razões sociais; o álcool,alguns divorciados,o desemprego,nos ultimos tempos a maldita droga, podem ser os motivos de destruição da auto-estima e o resvalar para a valeta da vida e de hábitos anormais de cidadania e que nos atinge de algum modo.
Os movimentos de solidariedade procuram-nos nas ruas,trazendo-os á realidade social e humana,como gentes de ninguem e olhada de lado por uma sociedade que sente vergonha de assistir á degradação da sua especie, julgando-os leprosos e pouco lavados fisicamente. Tudo isto, porque o Popó, caminheiro errante pela Cova Gala, teve de certo em menino os carinhos de sua Mãe,a qual terá sonhado o melhor destino para o seu Manuel Pinto de Oliveira, nesta altura com 66 anos de idade, mas feita de aventura e álcool e com versos do seu repentismo. Segundo sabemos,o pai e o tio,excelentes musicos de uma banda Filarmónica,terão entusiasmado o nosso Manuel,a percorrer a verdadeira escola musical,mas ele preferiu o mais facil, isto é, pegou numa busina de biciclete,e no marcha que marcha á frente ou atrás da Filarmónica, soprava no seu instrumento de ocasião, propondo à comunidade o ridiculo da sua arte,agora com a chacota e o sorrir de muitos que acham graça onde ela é mais dor do que alegria. De tal jeito que o Zé Povinho, sedento de alcunhas, o batizou para sempre. Serás Popó e acabou-se. Porém, o Manuel de Oliveira, ficou com a paixão da música, apertando-a sobre o peito, de pé ou deitado pelo chão da Cova Gala, pois os rádios tem sido a sua companhia, embalando-o em sono profundo mas o rádio por lá fica em sonoridade e com as musicas da sua preferência. Conta quem testemunhou que numa tarde a desaperecer no horizonte, Manuel de Oliveira, depois de ter acordado da sua soneca no chão ora frio ora quente, deu pela falta do seu rádio roubado e chorou como de uma criança se tratasse, dizendo que era a sua única companhia! Logo as pessoas lhe compraram outro rádio e outros rádios foram roubados, pois os ladrões insensiveis à sina do Manuel de Oliveira, só nos dizem que o Mundo é cão e morde sempre nos mais fracos da sociedade, coisa estúpida porque é nestas pessoas que sentimos o respeito e o pulsar da vida.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Farinas,em sofrimento...

Em parte respigado da Globo

Após 131 dias sem comer,o dissidente cubano Farinas demasiado debilitado estará a um passo da morte,mas firme na sua coragem a exigir a libertação de todos os presos politicos. Com enorme estoicismo afirma estar consciente de que a sua vida está a chegar ao fim,e responsabilisa os irmãos Castro pela sua morte.
Madrid oferece hospital para tratamento e avião para ir buscar Farinas,mas o dissidente diz que só interrompe a greve de fome se o Governo cubano fizer um referendo.Também Cuba Livre,publica uma reportagem com fotografias dos presos politicos,que nesta altura são o numero mais baixo desde há 5o anos,informando ainda que Farinas combateu em Angola em 1980 contra a Unita.

No nosso País,mais própriamente no Minho quando surge um facto inesperado é comum o povo usar esta exclamação: “haja Deus”!
Hoje permito-me adoptá-la também. Pois claro,hája Deus! Pois finalmente parece que Cuba,ou melhor os seus grandes responsáveis começam a querer ser mais humanos.Lí há pouco que Havana vai libertar 52 presos politicos,cinco deles nas próximas horas e os restantes 47 num praso de três a quatro meses, anunciou a Igreja Católica em Cuba.
Também as relações entre Havana e a União Europeia no caso da libertação dos presos politicos ser um facto,poderão encontrar um entendimento,prometeu o chefe da diplomacia espanhola Miguel Moratinos,de visita ao governo de Fidel de Castro.
Hája Deus!... Mas será que esta decisão não peca por tardía? Será que perdurará apenas o relato do sacrificio e a consequente morte de Farinas?

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Custódio Cruz e Companheiros no Mercado...

Todos sabemos e não é necessário pertencermos à classe dos investidores,que o espaço do mercado Engenheiro Silva é um chão apetecido para o grande capital,pouco ou nada preocupado com as frágeis estruturas do comércio tradicional.Há muitos anos uma empresa de construção da Figueira da Foz tentou o seu negócio,do apetecido “chão de ouro”, mas não passou de tentativa,e no presente o mercado jamais será o caldeirão dos euros,mas sim um espaço do povo que labuta desde o amanhecer e pelo dia fora sem pressa do encerrar do portão.
Mas o que se passa no mercado com a nova Associação dos que lá têm os seus negócios,e permitam-me referenciar a liderança do Custódio Cruz (pois o conheço à muitos anos e sei da sua força e determinação) que é sem duvida um exemplo de unidade e coragem,face aos interesses do capital,que nada sentem em relação aos que lá labutam,e quanto a recompensa é aquela já conhecida,dão um chouriço a quem lhe der um porco.
Venho acompanhando pelos jornais as noticias sobre o que se deve fazer ou não no mercado Engenheiro Silva,tendo em conta que a sua requalificação é necessária para fazer frente ás constantes mudanças da oferta e procura,numa área tão sensivel como é a alimentar.Porém o seu aspecto não envergonha ninguém, e no futuro com estes comerciantes assumidos em Associação,é certo e sabido que os projectos de valorização vão surgir em devido tempo e oportunidade.Lamento que o convite para estar presente nas festas no mercado,onde recordaria os distantes bailes da minha mocidade na noite de S.João,tivesse chegado em cima de uma reunião familiar,logo impossível estar presente. Terei mais atenção para a próxima festa,para que nada impesssa a minha presença,mesmo sem convite: não é necessário,admiro a coragem desta gente e quero pessoalmente ir dar o meu abraço a quem de direito.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Campanha de Solidariedade por Terras de Montemor.

Montemor-o-Velho solidário angariou três toneladas de bens alimentares face a uma
Iniciativa promovida pelo poder local,e que vai ajudar cerca de 15 agregados familiares de Montemor e do seu Concelho.A boa nova foi inserida no ano Europeu contra pobreza,e daí ter-me lembrado dos meus tempos de menino,jovem e adulto quando um pouco por todo o lado grupos de necessitados,percorriam as ruas aos sábados e de porta em porta, esmolavam uns míseros tostões.Os tempos mudaram e as Terras de Montemor,são hoje de modernidade urbanística e com excelentes estradas que fazem rápidamente as ligações entre as 14 freguesias,mas como há 6o anos,também hoje lamentavelmente,a pobreza ainda é uma referência local e concelhia,necessitando destas manifestações da triste caridadezinha,quando na esperança de Abril eu pensava que a justiça social ia ser um facto,e seria o melhor para todos, e não só para alguns espertos (como sabemos) que se aproveitaram de sucessivos goverrnos que muito lhes facilitaram “a vidinha”.
É certo que nestas questões de pobreza,há que distinguir os que não querem trabalhar,vivem mal.Também os gastadores e irresponsáveis,mas tudo isto é pouca sorte,pois não têm cabeça... no entanto quero ter cuidado com este tipo de análise,pois ainda existe um quadro social desprotegido nomeadamente por desemprego,doenças,reformas de baixo valor que são a vergonha,ou deviam ser,dos políticos que nos governam,desde a bonita revolução dos cravos.
A partir daí e acalmada a euforía,muitos portugueses tiveram a sorte de serem filhos e outros enteados,por isso a minha memória não é curta e daí este desabafo,face ás ilusões desfeitas neste mar imenso de injustiças sociais, e é para esse povo pobre que eu conheci em Terras de Montemor,que me curvo em sua memória hoje e sempre

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Entre o anónimo e as postas de pescada.

Esta vaga de comentários anónimos,uma espécie de doutrina que nega a realidade
Individual de cada um,é quanto a mim uma falsa atitude de frontalidade.
Atiram a pedra e pouco se importam se a dita vai cair em terreno sêco,ou se pelo contrário o próprio comentarista anónimo se torna ignominioso,diria até infame.
Claro que existem comentários de normais opiniões,mas outros se publicam que são a matriz e a falta de carácter dos que pensando libertar-se dos seus conteúdos afirmativos,justificam apenas a sua desonestidade como que uma doença contagiosa e para a qual eu tenho o melhor dos remédios que é nem mais nem menos,a compreenção da maior pobreza franciscana.Acreditem que não é por mim que venho hoje falar destes comentaristas anónimos, eu suporto bem a sua limitadíssíma frontalidade,mas é sim em defesa do povo com quem convivo à seis anos na Cova Gala.Escrevia o comentarista anónimo,feito de herói das batatas julgando que escrevia uma obra de Saramago o seguinte:(arrotar para os ainda mais brutos com quem convivo e com as postas de pescada de sempre). Não sei se existe Deus mas se ele existir, sabe, que a primeira coisa que eu pensei foi na estúpida insinuação dirigida a um povo trabalhador, que eu admiro pela sua humildade e tanto sofrimento por mares navegados.Reformados com pensões de miséria,homens do mar que o capitalismo do antigamente escravisou,e que o sistema actual votou ao esquecimento. Escuto com respeito as histórias das suas vidas passadas e as queixas sobre a exploração que suportaram; mas este nosso e vosso anónimo sem nenhuma sensibilidade humana,ainda os define como brutos...
esta gente é ruidosa e frontal mas não bebe na pia das fanáticas ideologias políticas,mas no duro trabalho de sobrevivência, por si e pelas suas familias.
Mas este anónimo não valorisa,usa a arma que melhor maneja (o desdém) e escuda-se na cobardia a tempo inteiro,feliz na sua importancia “de mais saber”e não repara como é débil em coragem e dignidade.
Peço-lhe que não ofenda o povo da Cova Gala,qualquer povo merece respeito,e para mim este povo em especial,devo-lhe a maior gratidão pela forma com me tratam e respeitam.
Pode descarregar as suas frustações na minha pessoa,porque eu sei perdoar as vozes que não chegam ao céu, e compreendo o azedume político,é assustador quando vincado e único,até o horizonte fica limitado.Se alguém esteve ao lado das classes populares, contra as injustiças dos poderes políticos e económicos, fui eu,e jamais reneguei as minhas raízes sociais,como também nunca me armei em erudito,sei como sou,mas o que não admito é esta espécie de lição partidária e primária,pois ao longo da minha existência consegui praticar alguns actos de solidariedade e não ódio ao meu semelhante,ou pretende politizar-me como se fazia
com a mocidade portuguesa e nas sociedades comunistas? Aqui é que existiram os tais pastores que insinua,ou duvida?

Saudações democráticas.
Uma mulher,um homem,um voto

domingo, 20 de junho de 2010

Propaganda anti-comunista.

Factos são factos e a mentira só subsiste enquanto a verdade não chega,já que o
facciosismo e a parcialidade não liberta o caracter e a sua independência,sobre as questões mais ou menos comesinhas e graves.Neste caso a dimensão da mentira e a sua intensão ultrapassa os limites da casualidade,mas sabemos que em politica tudo serve para alcançar os objectivos da propaganda,fazendo iludir a opinião publica,julgando que as armadilhas ganham supremacia sobre os adversários,inventando histórias e trapalhadas na continuada guerra fria .Longe de mim defender regimes totalitários,nada disso.Um dia destes um cliente da barba e do cabelo,disse-me para que me definisse politicamente:respondi que me admirava por não ter visto ainda de que lado estou,sendo facil perceber que não suporto humilhações e que os fracos como eu têm direito a um palmo de dignidade,sacudindo para longe a besta do poder politico e económico,que continua a esmagar sempre os utentes do pão nosso de cada dia.Mas voltando ao que aqui me motiva neste texto,direi que depois da queda do muro de Berlim são poucos os paises que continuam declarando o socialismo de orientação marxista.China,Vietname,Cuba e Coreia do Norte,mas os dois primeiros já aderiram á economia de mercado,os ultimos dois não mudaram nada nos ultimos 50 anos.O sistema politico na Coreia do Norte ainda se caracteriza pelo culto da personalidade e o chefe de Estado Kim Sung ficou no poder desde 1947 a 1994,uma especie de Salazarismo de má memoria.A verdade é que nestas situações ditatoriais ou não,os americanos põem sempre a sua insidiosa ajuda,pois não basta os problemas que têm em casa,metem o nariz por tudo quanto é sitio.Inclusive,apoiam uma rádio contestatária na Coreia do Sul em desfavor da Coreia do Norte,porque isto de polvora e veneno,nunca estão fartos de incendiar o Mundo.E tudo porquê?Um dia destes em conversa com um amigo que muito estimo,mas que não pensa como eu,dei-lhe a ler uma noticia no jornal em que 4 coreanos tinham desaparecido da equipe de futebol que disputa o campeonato do mundo na Africa do Sul.A noticia
era de todo alarmante em função da liberdade que qualquer cidadão tem direito,mas a montanha pariu um rato,face a fugas que nunca existiram no quadro da equipe de futebol da Coreia do Norte.Claro que o meu caro amigo,me telefonou logo a dizer-me que a reacção não passará,que eu não sei nada de nada,mas quem dá o que tem a mais não é obrigado.Fico com a esperança que no paralelo 38,um dia destes não continue a divisão entre o Norte e o Sul,mas sim a festa conjunta de dois povos que deveriam unir-se na fraternidade e na lição ao Mundo.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Zeca Afonso disse não ao partido comunista como diria a outros partidos



A democracia necessita dos partidos politicos como os jardins necessitam de ter as suas flores,para que a vitalidade e o seu crescimento se justifique nas opções de cada um.Infelizmente ainda existem os que tem receio da democracia e não gostam da poesia do Zeca Afonso,que na minha opinião é um belo património português. Não é de nenhum partido em especial, ou doutra qualquer organização,apenas a mensagem da liberdade,extensiva ao ser humano,digamos como que um franco e amplo abraço de solidariedade.Já escrevi neste blogue que a poesia e musica do Zeca Afonso é única,valorisando o carácter sempre em prol da justiça e da liberdade dos homens. “Tráz um amigo também... dizia ele naquela canção inesquecivel! Sinto-me pequeno ao recordar esta mensagem,porque ele a cantava,mas era o seu pensamento, e a canção o modo único de se expressar,de partilhar as suas convicções.Era um homem muito simples detestava elogios,e amava a liberdade.
Muito novo foi chamado pelo partido comunista,convite que declinou.Seguiu a sua vida nem sempre fácil,tanto no campo familiar,como profissional,e ainda sofreu prisão no tempo do Estado Novo. O povo admirava-o e ele correspondia com simplicidade. A sua obra foi reconhecida ao ponto de o Presidente da Républica,que na altura era o General Ramalho Eanes o homenagiar atribuindo-lhe A Ordem da Liberdade.Porém este acto não chegou a acontecer,porque Zeca Afonso não aceitou tal dignidade.
Dizemos nós ; se ele sempre foi livre,ele já era a própria Liberdade

sábado, 12 de junho de 2010


No auditório da Museu Municipal,foi apresentado o livro de poesia,Embarque em
Sobressalto,da autoria de Aníbal José de Matos,com prefácio de António Augusto Menano.Na mesa de honra encontravam-se o autor da ilustração,o pintor Mário Silva,o poeta e jornalista Anóbal José de Matos,o seu filho,Rui Matos,que representava a Editora, e o Dr.António Jorge Lé,que teceu várias considerações sobre a obra e o autor, salientando que a poesia é um parente pobre das autarquias, face aos apoios pouco solidários para com esta forma de sentir e dizer as palavras.O Dr. Jorge Lé salientou ainda que em Embarque em Sobressalto,temos a poesia séria,onde a saudade,o amor e a morte,constituem a leitura real e viva,recitando,Versos Tristes ,na ocasião da sua apresentação.
Alguém um dia me disse
Que meu versejar é triste
Como pode ser alegre
Sabendo eu que partiste?
No final o autor,que nasceu em 9 de Novembro de 1935,na Figueira da Foz,agradeceu os vários apoios e a cedência da excelente sala do Museu Municipal,recordando os seus filhos ,José Matos,Rui Matos,Vera Matos,os verdadeiros poemas da sua vida.Também seu pai,o saudoso Aníbal Correia de Matos,um homem que marcou épocas culturais na Figueira da Foz,foi recordado nesta agradável manifestação do saber dizer palavras e sentimentos em poesia.

E porque a solidão é um tema actual e discutido na nossa sociedade,aqui fica para a vossa e a minha reflexão.

Ninguém pode viver só,não.
Quem o diz é porque mente,
Que a tristeza é tão somente
A escuridão que adormece
No seu quarto onde arrefece
A cama da solidão.

Os dias passam correndo
Num acelerar que lesto
Fazem adivinhar o resto
Duma vida que perdida
Passa despercebida
E nós vamos esquecendo

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Tributo do Zeca Afonso para recordar aos netos.

Programado para a Praça da Republica,foi transferido devido ao mau tempo,para
a Sociedade Recreativa de Quinhendros a dois passos de Montemor-o-Velho e em boa hora pois a chuva prometeu e não faltou.A poesia e a musica do Zeca Afonso interpretada pelos (Amigos do Zeca) Mário Mata e o Coral Poliyphonico João Rodrigues de Deus,foram magia para mais de 7oo pessoas que cantaram e se sensibilizaram num concerto alongado e particularmente feliz para quem sente que a liberdade é um bem precioso para o povo e porque não para toda a humanidade.Só os “Vampiros” e aqueles que “Comem tudo e não deixam nada”,podem renegar esta poesia do imortal Zeca Afonso,construida na alma das gentes como que um grito contra toda e qualquer opressão do homem contra o homem.Nesta mensagem
que o grande Zeca Afonso nos deixou,não há lugar para “patifes”mas sim para a fraternidade entre os que nascem em berço de ouro e outros nem tanto,os marginalizados e explorados por uns tantos que não são capazes de sentir que a partilha é tambem uma grandeza humana e social.Foi das tais noites que nos ficam por dentro da alma em que apeteceu cantar e bater palmas,porque os homens devem ser livres e fraternos com os seus irmãos sempre,e ainda tendo em conta o exiguo lapso de tempo que vivemos.Tambem a poesia de Ary dos Santos teve a sua oportunidade,recordado o valor do grande poeta,numa sala repleta de fortes emoções e talvez para recordar aos netos,uma noite em que se cantou a liberdade de todos e para todos.Uma palavra de gratidão para os actuais directores do Atético Montemorense a quem pertenceu a organização,agora a movimentar-se no seu crescimento desportivo e cultural com belos espectáculos já realizados em Montemor,mas que neste foi de poesia e musica,em suma, uma grande noite cultural.

sábado, 5 de junho de 2010

Jornal dos Profissionais de Cabeleireiro


Número de Junho de 2010 nº 73 www.cabelosonline.com

O Grupo Rui Romano festeja este ano 40 anos de intensa actividade no sector dos cabeleireiros,feito de inovação e criatividade promovendo campanhas imbatíveis nas suas 60 lojas espalhadas pelo país.Mas a vida de cabeleireiro profissional é tambem feita de constantes formações e a empresa Rui Romano valoriza esse espaço na classe e apoia todas as iniciativas dos Salões em Portugal,não esquecendo os eventos sociais que se realizam um pouco por todo o lado e relacionados com a magia dos cabelos.Mas a empresa também fundou um Jornal,tipo revista mensal, com a informação dos eventos,cursos de formação,e a legislação laboral devidamente coordenada pela Dra.Susana Tavares.Neste numero do Jornal fui privilegiado com apontamentos do meu passado profissional,o que me deixou grato e a olhar para o fenómeno do tempo,já numa fase de existencia em que estas gentilezas são a justificação do muito que percorri na profissão, e do pouco que me falta percorrer.Lá está o inicio na Figueira,enquanto barbeiro, e depois Cabeleireiro em Lisboa recebendo formação de grandes mestres daquela época. Outras actividades me ocuparam desta vez o espírito,recordo o Figueira Spor,de Anibal de Matos,a Rádio e os Jornais,o meu Montemor e o Casal Novo do Rio,os festivais de penteados da Figueira e noutros locais.Enfim,uma vida cheia de entusiasmo e paixão pelo trabalho, pela profissão e agora sem ganâncias (em banho maria).À directora Dra.Isabel Romano,assim como na redacção, Margarida Carvalho e na arte João Pedro Rato, ao Director Geral,Rui Afonso Romano,não sei bem o que dizer-vos desta deferência que agradeço e para ficar bem com a minha consciência,pretendia englobar todos aqueles que foram às dezenas,que me acompanharam e apoiaram nas iniciativas,quer na Rádio,Jornais ,festivais de penteados,pois sem esses apoios, nunca teria chegado a lado nenhum.Mas existe a Dília,a minha mulher hà 44 anos que nunca me deixou a falar sozinho,nos bons e maus momentos,tambem fortalecida com as filhas Isabel e Clara,com o “Rei” Gabriel,já chamar-me cota! Uma saudação para o Manuel da Stilcoup e Queirós,no Porto,que me apoiaram no último festival na Cova Gala,e ainda para Lisboa,Joaquim Pinto,Museu do barbeiro e cabeleireiro,onde mantenho apontamentos profissionais,dos colegas da Figueira da Foz. Que sejam felizes e que realizem os vossos sonhos,tanto quanto possivel, foi ter realizado os meus,agora em fim de carreira na Cova Gala,mas ainda motivado e grato ao povo simples e do mar imenso da freguesia de S.Pedro.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Embarque em Sobressalto

Vem aí mais um livro de poesia,do Sr.Anibal José de Matos cuja apresentação está marcada para o proximo dia 12 de Junho 2010 pelas 18 h.no
Auditório Municipal da Figueira da Foz.Porque estou convidado e fazendo questão
de uma visita ao saber da poesia,nunca é demais recordar que escrevi umas larachas o seu Jornal no ano de 1959/60.O Figueira Spor,o jornal dirigido pelo jornalista Anibal José de Matos,onde eu acabei por não passar da cepa torta,ainda hoje volvida uma vida de escrevinhar no amadorismo.Mais tarde no Correio da Figueira de Santiago Pinto,outra vez no meu caminho o poeta e jornalista,mas retenho na memória uma frase que sempre me animou,dita na Caçarola,entre um copo e dois dedos de conversa...Se eu um dia publicar um Jornal,conto consigo! São agora pedaços de memórias que nos ajudam a humanizar as nosas vidas,quando me preparo para o Embarque em Sobressalto com apresentação na data já indicada.Porém,e com a devida vénia aqui fica publicado um poema do Sr.Anibal José de Matos,como que antecipando a grande festa da poesia.

Declive

Atropelos,
Atropelantes,
Atropelados
Vida de mil falhas
Caminhos distorcidos,
Percursos sinuosos.
Onde força vale mais
Do que a razão

Desapego,
Desaforo,
Desafio.
Contra a corrente proliferam
Vontades sem vontade
De alterar o curso das mentiras.

Ver mais além
Cega quem privilegia
A escuridão!

ANIBAL JOSÈ DE MATOS
26/ Maio/2010


segunda-feira, 31 de maio de 2010

TRIBUTO A ZECA AFONSO

Dia 9 de Junho, em Montemor-o-Velho, na Praça da República, pelas 21.30 horas, assista a um grande concerto com Os amigos do Zeca, Mário Mata, Encerrado para obras e o Choral Polyphonico João Rodrigues Deus. A Organização é do ACM e conta com o apoio da Junta de Freguesia e Câmara de Montemor-o-Velho. Os bilhetes estão à venda na Junta, na Escola de Condução Mondego e na Fermor.

"Traz outro amigo também!"

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A força do Associativismo

Atlético Montemorense vai ter a sua sede.
Depois de uma inactividade de três anos,o Montemorense aí está a dar resposta e a lembrar a todos que já tem 72 anos de história. Para já são as escolinhas de futebol,a oficializar em Setembro na A.F.de Coimbra,por forma a competir nos diferentes escalões.
Na Assembleia Geral,orientada pelo seu Presidente Jorge Camarneiro,foram discutidas algumas propostas, e depois votadas por cerca de 15 sócios,e uma delas foi a autorização da venda da antiga sede,à Câmara Municipal,uma casa que serve
os propósitos do poder local, e que vai ajudar o clube a comprar um novo espaço para sua sede.
O Presidente do A.C.M., Fernando Pardal, elucidou os sócios sobre os contactos já encetados para a aquisição de um terreno junto ao parque de campismo, que pode servir para instalação e construção da sede do Clube. Por sua vez a jovem Susana Grou,a secretária do A.C. M., imformou que o tributo a Zeca Afonso,uma festa programada para 9 de Junho,na Praça de República, vai levar àquele espaço público muitas centenas de pessoas,já que a venda dos bilhetes(5 euros) se tem processado a um ritmo bastante animador.

Olímpio Fernandes

sábado, 22 de maio de 2010

João Medina: barbeiro, cabeleireiro e actor


Nasceu em 1932 em Tavarede e aos 11 anos já cortava cabelo e fazia barbas na barbearia do seu tio; e assim continuou dia a dia a trabalhar e a aperfeiçoar-se na profissão de barbeiro,sempre na Figueira da Foz.
Eramos jovens e fomos colegas na Barbearia Silva na Praça Nova em 1960,já lá
vão 50 anos! O nosso patrão,que o Senhor o tenha em paz,de seu nome Manuel Silva,ficou conhecido por Manelzinho do arroz.Nesse tempo os empregados usufruiam de cama e mesa, e vencimento (300 escudos mensais) e o Manelzinho devia ter algum contrato com o merceeiro vizinho,pois o arroz era o prato certo de todos os dias...ainda hoje falâmos nisso!
Posteriormente parti para a vida militar,segui outros rumos,vivi em Lisboa e em Braga e só passados muitos anos voltei,enquanto o João ficou por cá e fez obra na profissão e no teatro.Mas falamos do João,o meu colega e amigo de há tantos anos.No próximo dia 2 de Julho completará 78 anos.
Há dias fui visitá-lo; lá estava na sua barbearia em Tavarede onde mantém um horário de trabalho a seu gosto. Abre ás 8 horas,fecha para almoço às 12,30,e reabre às 14,30. Retoma a actividade,e encerra quando o ultimo cliente se despede.
Mantém preços baratinhos como ele próprio afirma (preços fora de moda) digo eu... Constactei que o meu colega e amigo não estava muito bem de saude,e por isso não prolonguei a visita,mas foi agradável verificar que a estima recíproca que existia entre nós se mantém, e que o tempo não matou as nossas recordações.
Ainda falámos da arte de representar,arte que o cativou,e que ele abraçou de alma e coração,tendo por mestre o inesquecível José Ribeiro,e o palco da Sociedade Instrução Tavaredense( O Teatro de Tavarede) escola de excelentes actores.
A Câmara da Figueira,no mandato de Santana Lopes,prestou-lhe homenagem e também outras entidades o distinguiram pelo seu talento e dedicação,sempre alheia a outro lucro que não fôsse a arte de dizer e representar.
É com muito prazer que recordo algumas das suas representações,nas fotografias que aqui coloquei.
Tambem no blogue museu do barbeiro e cabeleireiro,deixei um apontamento sobre a obra do João Medina,um barbeiro e actor.

(No meu blogue se clicar em Joaquim Pinto,encontra de imediato o museu do barbeiro e cabeleireiro)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

E não vai ninguem preso?



Alguns pensamentos são mais nefástos do que as moscas.Estas poisam e depois
de sacudidas vão zumbir nos ouvidos do visinho,mas os pensamentos não.Instalam-se e moem,enquanto a sua materialização não nos transmite a tranquilidade da ideia feita,como que a comfirmar que não há nada que corte a sua raiz,como acontece com este texto preocupado e contestatário.As minhas raizes da Barca Montemor-o-Velho,como acentua o meu amigo Agostinho um contestatário a tempo inteiro,são ainda o suporte social e agora interrogativo,face ao descalabro das contas publicas deste pais e pergunto ao vento que passa,onde estão os culpados deste fartar vilanagem,deixando o povo entregue aos seus eurozitos e que não tem nenhuma culpa deste miserável cinismo dos que nos governaram durante estes anos depois de Abril. Foram dourados para muitos,alguns sem vergonha esquecendo-se que os dinheiros publicos eram e são sagrados e intocáveis.Como prevaricadores só havia uma via,o julgamento e em caso de culpabilização a cadeia.O que se viu e vê por aí de norte a sul de Portugal,outra vez dividido em classes poderosas e outras a caminho do pau e do saco,foram verdadeiros roubos de Igreja.Muitos comeram os maduros figos,falando do povo como coisa sua,mas os que estão a ficar com a boca salpicada de ardor,vão ter ainda força para gritar por cantos e esquinas,se não vai ninguem preso?
Dou por mim e ainda bem,motivado de novo como no tempo do Salazarismo,mas o homem de Santa Comba,cometendo os crimes que todos sabemos,acabou por ser mais sério do que estes encantadores de serpentes,tipo anaconda que engole sempre os mais fracos,e isso para o meu feitio põe-me os cabelos em pé.


ESPALHEM MAIS ESTE ESCÂNDALO

Ana Maria Fernandes vai receber um ordenado multi-milionário 220.000 contos,
como presidente da EDP Renováveis após a entrada da empresa na bolsa,comenta Julia Brito.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O Benfica é uma paixão,mas o povo tem que abrir a pestana.



Estava ás voltas com as tesouras e os pentes e eis que o nosso colega Joaquim Pinto,queria duas palavrinhas.A primeira era dizer- me que tinha colocado
na conta da Mariana uma imporância (que considero simpática), mas não posso divulgar o respectivo valor,porque o nosso colega insistiu no segredo; a outra era dar-me os parabéns pela vitória do Benfica.Ficámos de nos encontrar junto da estátua do Eusébio antes do jogo,mas o diacho da camionete em que eu viajava avariou,e incapaz de seguir viagem,ficou na área de serviço de Óbidos.Aguardámos a chegada doutro autocarro,já com a paciência a esgotar-se,e a má disposição a sobrepôr-se ao anterior entusiasmo,com a prespectiva da chegada em cima da hora ao estádio,o que aconteceu,facto que ficará na memória de todos nós.Claro que já não parei na estátua nem vi o meu amigo,daí as felicitações “telefónicas”.
Eu gosto de futebol,sobretudo do espectáculo quando o jogo é bem jogado,e admiro esta multidão que o futebol reune à sua volta,mas o povo devia unir-se do mesmo modo mas contra os escandalos politicos e sociais, que têm feito e fazem sofrer muitos portugueses,os que trabalham e auferem ordenados deminutos. E outros,os idosos,os doentes incapacitados,creanças necessitadas de cuidados especiais... Já a sair do Estádio naquele mar de gente (passe o termo) achei-me com estes pensamentos,e fazendo paralelo com a situação politica actual,apeteceu-me gritar e que todos gritássemos em uníssono não ali,mas no local especifico da cidade, fóra o árbitro! Fóra o árbitro! Fóra o árbitro! Fóra o árbitro do GOVERNO!!!....
Influência do ambiente? Não,eu vinha tão contente com o Benfica ! Mas as coisas andam tão desastrosas no nosso torrão,se é que ainda é nosso (eu ás vezes até já duvído) e assim, mesmo no meio da alegria veio a preocupação,e de seguida a prespectiva acalentadora do desabafo,mas logo passou

domingo, 9 de maio de 2010

O Manel da Stilcoup vai ajudar a Mariana?...



Esta manhã bem cedo ouço o telefone... era o Manuel dos Santos, um colega do Porto,uma amizade que dura há mais de 40 anos.Ele é aquele tipo sincero, tipicamente portuense na sua linguagem sem preconceitos,sempre bem disposto, falador,e assim de rajada num misto de reparo e curiosidade “atira-me”a pergunta
- em que estava eu metido? E também que eu nunca mais apanhava juíso...
referia-se aos meus pedidos (via blogue) relativamente à menina, à Mariana, do Cartaxo. Eu respondi-lhe de igual, rematando, mande mas é para ela, e sugerí uma importância,ao que ele afirmou, eu até mando mais do que isso... Queria saber pormenores.Eu recordo com gratidão que a Stilcoup,Empresa que ele dirige, nos apoiou no Festival Regional da Cova Gala no ano passado,e lá no norte é solidária com a nossa classe profissional em muitas actividades do sector,e acredito que também vai ajudar a Mariana.
Mas não é só a Emprêsa,o Manel é solidário por carácter...
“Em troca” só o nosso abraço,da Dília e do Olímpio.


O nosso amigo Sr.Rogério Neves no seu blogue Marcha do Vapor colocou o nosso apelo de apoio à Mariana.Como é um blogue muito visitado,pode ser que mais alguém queira ajudar.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A gratidão da Mãe da Mariana

Uma mãe angustiada veio ao meu blogue,agradecer antecipadamente a ajuda que poderá vir ou não a ter, por parte de quem leu um apelo breve que fiz no sentido de ajudarmos a Mariana, para uma 2ª ida a Cuba para tratamento médico que aqui não conseguiu.A menina tem 29 meses,é uma ternura como são todas as creanças.
Esta mãe fala em bondade da nossa parte... não é a bondade que me move,é a raiva pela falta de justiça pela Mariana,pelos que sofrem acidentes vasculares e ficam presos a uma cama, sem condições de nenhuma ordem,nem dinheiro,pois são sempre os humildes que a isto estão sugeitos.Eu não posso nada em relação ao que está mal,mas posso manifestar o meu desencanto e a minha raiva (repito).
Nenhum cidadão neste país devia precisar do amigo ou do desconhecido, para atender num caso tão importante como este, e tantos iguais que sabemos e outros que ignoramos.Os politicos no activo fizeram e fazem as leis que lhes convém,algumas em proveito próprio,mas para estas situações tão delicadas,tão carregadas de sofrimento para os familiares,e que se vêem de mãos atadas,porque sem o maldito dinheiro nada feito,e não há uma lei que institua uma verba para acudir a quem procura a saúde,principalmente sendo esse alguém uma creança,uma flor a abrir para a vida.Pagamos impostos não nos dizem para onde vão esses valores,mas nós adivinhamos...fazem-se fortunas à custa dos dinheiros publicos,reformas tão grandiosas quanto escandalosas,(ouvem-se os moralistas que nada fazem) e os politiqueiros de ocasião,estes actualmente só falam na crise para dizer que veio de fora... e não vem por aí um raio de uma revolução que acabe com tanta impunidade,que ponha ordem nos gastos,e acabe com tão acentuadas diferenças entre os portugueses.
Uns tão angustiados,outros bem de mais,e a prosperar com a infelicidade dos outros.Bem sabemos que tem sempre de existir a diferença,mas que essa diferença não seja tão flagrante,tão desumana.Dirão que esse querer é utopia, talvez, mas estou saturado com a hipocrisia,fala-se muito, são palavras soltas, e sobretudo vindas dos que bem instalados na vida debitam os seus falsos sentimentos,por vezes escudando-se no Cristianismo,longe da sensibilidade inerente à doutrina e ao ser humano.
(então companheiros bloguistas já madaram uns euritos? Vá lá não se esqueçam da Mariana)
(eu repito o nº 003602909910002096214 -Mãe Fátima Caría)



ULTIMA HORA.
Gestores da saude esbanjaram 3,1 milhões.
A inspecção já investigou os rendimentos e regalias,que incluem frotas de automóveis,combustiveis e gastos de telémovel.

E não vai ninguem preso?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ajudemos a Mariana........

Deve haver um mês que apelei a todos os que nos lêem,no sentido de ajudar a pequena Mariana uma menina de 29 meses,residente no Cartaxo.
Sofre dum caso de paralisia,a familia não tem descurado esforços em hospitais nacionais,e por ultimo foram a Cuba. Voltaram animados,a Mariana teve algumas melhoras,trouxeram a esperança de que ela virá a andar,mas para que assim seja,terão de voltar aquele país para mais tratamentos.
Falta dinheiro,o Estado não ajuda,e são os amigos e os desconhecidos que tentam ajudar esta familia em prol da Mariana.
Digo que apelei no mesmo sentido,mas o nº de conta que então deixei,onde pode ser colocada a nossa oferta estava incompleto. Hoje corrijo,e peço desculpas pelo lapso.
Conta no Montepio 003602909910002096214 (nome da Mãe,Fátima Caría )

No próximo dia 8 haverá um almoço cuja finalidade é angariar algo para a mesma causa.

As creanças são o melhor do mundo,tudo merecem de bom!
Vamos ajudar a Mariana!

terça-feira, 27 de abril de 2010

25 de Abril 36 anos depois

Era domingo e seguia da Figueira para Leça da Palmeira onde iriia decorrer a Expocosmética,certame ligado à minha profissão,e ao qual gosto de comparecer.De igual modo é do meu agrado viajar bastante cêdo,se possível assistir ao alvorecer pelo caminho, conduzindo sem pressa e devagar. Neste socêgo liguei o rádio, a voz que ouvi falava do 25 de Abril e de imediato recordei as emoções vividas há 36 anos.
Direi exultantes para mim e para os que entendiam que o Salazarismo,tinha chegado ao fim.Volvidos todos estes anos,mal fora se não vissemos alguns progressos
sociais e técnicos;muito de positivo se fêz,e muito está por fazer. As desigualdades continuam a ser um facto,e o povo que trabalha continua sacrificado. O povo que eu conhecia nessa altura, que vivia do seu magro salário já tinha igual sina,e durante este lapso de tempo se ouve mudança, não foi notória. Criou-se emprego,e actualmente cresce o desemprego; as reformas foram alargadas a um maior numero de pensionistas; mas dum valor tão limitado que velhice com dignidade,não pode acontecer com tão mísera importância. Criaram-se lares para a terceira idade mas nem para aqueles chamados da Misericórdia,estas reformas teem valor suficiente para saldar a respectiva estadia.A juntar a isto gráça a falta de escrupulos de figuras de prôa, a receber do Estado grandes ordenados,indiferentes à “críse”... há falta de muita coisa,de justiça,de respeito até de honra e vergonha...
E recordei os Capitães de Abril, o Salgueiro Maia,que correu o risco de ser morto por um tiro traiçoeiro vindo dos capangas desse malfadado regime,(Salazar já cá não estava mas o regime ainda estrebuxava) recordei-os com respeito e pensei com interrogações - foi para isto que agora temos, que se correram tantos riscos? Não!
A alma do 25 de Abril,é intocável,a Liberdade um bem incalculável e foi conquistada!
Mas os abutres pairavam recolhidos,e no momento próprio, lentamente, avançaram...e como “ontem” Zeca Afonso lembrou aludindo a uns,dizemos nós “hoje” em relação a estes - ELES COMEM TUDO!!! ELES COMEM TUDO!!!
Até quando?.....................

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Atlético Montemorense venceu a crise




Fundado em 1938,o Atlético Clube Montemorence viveu períodos intensos na área desportiva e cultural.Quem não se recorda dos populares concursos dos vestidos de chita e também das participações nos distritais de futebol,com equipas que prestigiaram Montemor-o-Velho?
A sua inactividade durante alguns anos,foi uma preocupação para os que sabem
que o encerramento de uma colectividade é sempre causa de desmotivação associativa e perda de valores colectivos,que se refletem igualmente no tecido da própria comunidade.O Atlético foi sempre um parente pobre dos glutões da política porque sabiam da sua modéstia e limites,mas reparei neles por lá de vez em quando ao longo dos anos.Acabaram por”zarpar”,mas nem por isso o Atlético deixou de se erguer, talvez com dificuldade,mas ele será sempre o que se viu na Quinta do Taipal no ultimo sábado, com as gentes que o sentem e honram a sua existência,a sua bandeira e o seu passado. Ele será sempre um excelente patamar de convivio, solidariedade, e valores de cidadania a qual não é alheio o sentimento fraterno e respeitoso tão importante nos dias d’hoje e que ali se vive. Gostâmos de recordar
o nascimento do clube,mas hoje vou situar-me no momento actual, mais precisamente nesta festa quase no final, quando o presidente Fernando Pardal foi chamado ao palco; por sua vez ele chamou os companheiros,talvez 15 (ou mais) aqueles que com empenho trabalharam em prol do seu ideal e venceram a crise do Atlético,o qual agora se prepara para novas etapas de actividades desportivas.
Com a voz do Zeca Afonso e as suas palavras como um apelo “Tráz um amigo também”,Fernando Pardal ladeado pelos companheiros comunicou que a sede do Atlético será uma realidade a médio prazo,esperando que eventos e noites como esta lá tenham lugar.Foi com alegria que todos saudaram as suas palavras.
Ali muitos Montemorences e amigos do Atlético,confraternizaram à volta duma óptima refeição,falaram dos seus anseios,e projectos,e ouviram fados; a nossa música, nas vozes de Odete Rocha e Joaquim Matos (fadistas) e Francisco Dias e Victor Morgado respectivamente na guitarra e na viola.Também uma referência a Suzana Grou que na sua graciosidade, iniciou a festa.
Sempre muitos aplausos,porque muitos eram os espectadores (os atléticos),foi uma noite bonita para recordar.

Quero também referir as escolas de futebol,um incentivo à miudagem,muito positivo.
Carlos Pereira,funcionário do poder local em Montemor,dinamiza com entusiasmo novos programas de participação desportiva, junto dos mais pequenos.Eles são a esperança,merecem ser encaminhados para algo bom

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Condicionalismos em Cuba

Àgua lisa,o blogue do Sr.João Tunes,e com a devida vénia ,publicamos o seguinte texto.

Revolução versus capitalismo capilar.

Por culpa do bloqueio,pois tudo em Cuba é culpa do bloqueio,os barbeiros e
Cabeleireiros cubanos são funcionários do Estado,seguindo uma tabela de
preços fixada pelo Estado,servindo a revolução,Fidel e Raul.Agora,se os novos
empresários de barbas e cabelos não ultrapassarem o dominio-em meios de produção.de três cadeiras,a NEP de Raul Castro,permite a privatização deste negocio.Veremos se o socialismo cubano resiste a este recuo,ou se falha pela
Criação de uma classe contra revolucionária de barbeiros e cabeleireiros,pois a culpa não será de Raul oude Fidel,muito menos de poderá considerar uma herança de Che.Como para tudo o que corre mal em Cuba a culpa será...do bloqueio.


Nota. Vou já para Cuba,organizar o meu negocio,tendo por certo que a minha cadeira,a unica,vai ter lugar na economia daquele bonito País.Não são rosas
Senhores,são factos de processos sociais ,á muito a justificar aberturas de mercado,para acompanhar o que o regime tem de excelente,a saude e o ensino
para todos os cubanos

terça-feira, 13 de abril de 2010

As ideologias e os seus parcos exemplos

.

Julgo que estamos “iluminados” por tantas e apaixonantes ideologias,que depois do 25 de Abril de 1974,irromperam ao desbarato em discussão de matérias envolventes
no Pais político.Mas eu que prefiro ser do que parecer,entendo que a falsa consciência apresentada de boa aparencia ao colectivo,desvanece-se quando alcançada a vitória, acabando num engano fatal para um povo que teima em não querer ver, e vai acreditando nesta solidariedade fantasiosa,que não oferece soluções,antes prefere continuar a usufruir das mordomias politicas para si.
De novo aí temos a classe politica do P.S.D. a impôr ideias, e novas regras
necessárias,dizem, para o país que temos,mas a meu ver o que vai acontecer é pouco mais de nada,os anos passados são disso exemplo,discurso nunca falta, os políticos são fluentes,e os povos pasmados,bons ouvidores.
A carruagem começou agora a andar, e nos apeadeiros é vê-los a subir cheios de pressa,para ocuparem os melhores lugares,para daí fazerem as promessas habituais,que nunca passam disso mesmo,de promessas nunca cumpridas.
De ilusões vive o pobre Zé,que vai suportando este mísero viver social e económico.
Se defendo a democracia,valoriso os partidos que representam o povo,são uma via importante para atingir objectivos,mas o que lamento é o despudor político de alguns
que me fazem recordar as velhas frases populares,”olha para o que eu digo e não olhes para o que eu faço” - “ Para nós o sol todo neste inverno,e o povo que se vá para o inferno!” Há muito já que o povo se aquece só com o inferno...”enquanto os políticos...
Veja-se o caso de Mário Soares.Acredito que terá sofrido quando esteve no exilio,mas de regresso a Portugal,encontrou o paraíso monetário,e depressa.
A senhora Odete Santos,passou uma vida “a dar” a ideologia do comunismo ao povo! Parece-me se não estou mal informado que ela só dava isso,eram só discursos inflamados...
As fortunas dos outros, nomeadamente dos politicos, não me imcomodam,ser rico é bom,antes isso que miséria; o que me pertubra é o facto das desigualdades tão acentuadas.Tantos são os que vivem dum trabalho mal pago,cheios de carências, e aqueles que recebem uma pensão de reforma tão reduzida,que nem sequer chega para se instalarem num modesto lar,onde possam acabar os seus dias com algum apoio. Paralelamente existe a tal camada cheia de massa para proveito próprio...
e de conversa, para distribuir com ampla generosidade!
Também existem excepções,conheço poucas,mas há uma que sempre recordo,o Sr. Dr.Alvaro Cunhal,que ao longo de uma vida de luta e grandes sofrimentos pelos seus ideais,lhes foi sempre fiel.Não lhe interessaram pompas de circunstância,nem aproveitamentos monetários,por isso não enriqueceu. Faleceu,mas vive ainda no coração de muitos dos humildes deste país.
E entretanto,falando dos nossos dias,resta-me e resta-nos, esperar para ver

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O racismo acabará...

A vergonha do racismo,
e do ódio que o alimenta!

Na América existiu e existe uma seita sinistra,que funciona ainda com o brutal sentimento de espalhar o terror,e a incapacidade de compreender o outro como seu companheiro de raça,pois desde que não seja branco é para perseguir e matar.Unem-se em desfiles silenciosos e linguagem misteriosa entre comandos,e
assumem o despreso pela vida dos outros. Trata-se do temido ku klux klan que jamais teve a minha simpatia.
Ainda hoje fáz das suas na América,convencido de que a sua estupida supremacía por ser de pele branca,é uma atitude heróica e racional,mas como todas as iniquidades terá o seu fim mais tarde ou mais cêdo.
Quem não se recorda da fascinante personalidade de Luter King?Um cidadão negro admirável e um protestante digno do seu pensamento a favor da paz,que dizia que o que o preocupava não era o grito dos maus,mas sim o silêncio dos bons!
Preferiu ser feliz de forma arriscada, talvez louco,em deterimento do pactuar com tanta injustiça que o rodeava,afirmando que os seus filhos deveriam ser julgados pela sua personalidade e não pela cor da sua pele!
Tudo isto vem a propósito do que aconteceu na África do Sul à poucos dias com o racista EugéneTerrblanche morto selváticamente,porque como líder da extrema direita sul-africana tinha o poder de suprimir todo aquele que ele detestásse,mesmo que esse outro não tivesse prevaricado,bastava ser diferente.Viveu envolvido em ódio,transmitindo-o e instalando-o,vindo a ser afinal vitima do ódio por ele criado.
E não terá sido uma morte súbita e feliz,se é que na morte pode existir felicidade, mas morrer espancado com machados,foi de facto um crime barbaro e horroroso. Foi, e é assim, que de certo se iniciaram as guerras entre brancos e negros,para fazer contas no fim e saber quem mais liquidou,e tudo porque não escutam os discursos moderados e importantes de Mandela,um negro que suportou o apartheid durante tantos anos,e depois ainda deu uma bela lição de paz ao mundo.Estes racistas não aprenderam nada,porque não quiseram,preferem a maldade e o ódio do racismo,que os levará sempre ao desespero e à morte.Não se trata de evidenciar moralidades, mas a verdade é que ninguém de bom senso pode estar de acordo com estes ódios racistas que só fazem a diferença no terror.
A humanidade já conquistou alguns progressos em diversas áreas do conhecimento e do entendimento entre os povos,porém ainda vive paredes meias com a tiranía e a prepotência de mãos dadas,numa de que prevaleça o sofrimento,a desumanidade,e até a morte programada em silêncio,como se o ser humano não valêsse mais do que essas convicções bárbaras...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Mariana á vossa espera.

Nesta Páscoa e sempre sejamos solidários com a Mariana.


Estamos na semana da Ressurreição,para alguns será apenas uma data
de férias e de amêndoas,mas não é meu desejo atacar seja quem for,pois
cada um tem a”cruz” que tem.Porém,a esperança e o significado da renova-
ção está aí em muita gente,não é só meu privilégio,porque a morte do
Senhor diz respeito a todos os mortais,na festa viva de sermos uma massa
Nova, homem novo como sói dizer-se.Não tenho a virtude especial de ser amigo incondicional do outro,mas compreender o drama do meu inimigo,é uma grande vitória no meu pensar.
Felismente não sou daqueles que espero por estas datas para me renovar,ou que vou ás Igrejas para que o Senhor me acompanhe,sendo certo sentir que me dá compreensão sobre a minha precária existencia.
Por acaso tomei conhecimento dum assunto que envolve a Mariana Caria,uma menina do Cartaxo de 28 meses de idade,que nasceu com uma paralisia cerebral,tendo regressado com progressos assinaláveis,de Cuba.
Os relatórios indicam que a menina tem hipoteses de vir a andar,o melhor sonho dos
pais,que sem apoios do estado(o povo que se lixe)tem tido uma enorme onda de
Solidariedade a apoiá-los no Cartaxo,onde residem,cuja receita atingiu já os 17 mil euros.A Mariana vai voltar a Cuba e a esperança de todos(também nossa e vossa) é de que a menina tenha acentuadas e progressivas melhoras.
Está em si e em muitos no segredo dos nossos corações,o sentimento da nossa ajuda monetária modesta que seja,mas que exista,pois dar, retribui sempre em
alegrias,e é uma forma de nos sentirmos felizes...

Este é o número onde pode colocar a sua ajuda para a causa da Mariana.
N.C.0036o29099100020

domingo, 28 de março de 2010

As Rádios e a Politica

A Rádio local de Montemor 21 anos depois.

A 24 de Março de 1989,o Governo Cavaquista concedeu 79 alvarás para a legalização das rádios,até então piratas.Montemor,Arazede e a Carapinheira disputaram a candidatura,enviando para o Palácio Foz em
Lisboa,os seus projectos para uma frequência que veio a ser ganha pela freguesia
de Arazede.Nessa altura Santiago Pinto publicava o Jornal de Montemor,mas
acabou por o vender à candidatura de Arazede,já que em Montemor apesar do
excelente projecto feito pelos montemorenses,não houve quem assumisse a compra
do jornal,que aumentava as hipoteses da concessão da citada frequência.Mas
nessa época a polémica foi de mais,face aos interesses politicos e aos boatos tambem,pois dizia-se que um politico de Montemor que sonhava com o poder local,
(o qual conseguiu) apoiava a candidatura de Arazede,tendo em conta e em vista
“a clientela” eleitoral daquela freguesia em proveito próprio. Todos sabiam e provou-se que a candidatura de Montemor,reunia as melhores condições nomeadamente auditivas,face ao elevado monte de São Gens,que só por si era já uma garantia,enquanto que a rádio beira litoral,autorizada a funcionar quando ganhou a frequência,não era audivel em muitas das 14 freguesias do Concelho de Montemor.No livro do Atlético Clube Montemorence publicado por nós,transcrevemos uma carta enviada á Comissão consultiva das Rádios Locais em 1989,documento este inerente ao processo polémico da referida candidatura,que não passou,e que a seguir recordo.


Montemor-o-Velho--Março de 1989.
Exmos Srs.Comissão Consultiva das Rádios Locais,Palácio Foz.

Não pretendemos ultrapassar por via ilegal,os nossos concorrentes á unica frequência da rádio local de Montemor-o-Velho,ou sejam as freguesias de Arazede e
Carapinheira.Pretendemos apenas que se faça justiça ao nosso processo de candidatura,rigorosamente integrado na lei.A nossa preocupação baseia-se no facto
da candidatura de Arazede,possuir já e junto dessa comissão os apoios politicos em desfavor da sede do Concelho de Montemor-oVelho.
Sem pretendermos beliscar a vossa dignidade e a correta análise nos processos de
candidaturas,apelamos à vossa imparcialidade,já que por estas terras do mondego,o que consta é que estamos derrotados,muito antes das consultas aos processos de
candidatura à unica frequência da rádio local para Montemor-oVelho.
Se tivermos que perder a frequência,que o seja por factos incorretos na preparação
da candidatura e nunca por favores da politica,sendo certo que a Vila histórica de Montemor,sofrerá rude golpe no seu prestigio e que nos obriga a enfrentar nesta altura algumas duvidas sobre as vossas preferências.A “guerra” da frequência para
Montemor-o-velho já todos a afirmam perdida, e ganha para a freguesia de Arazede,cujos interesses politicos são de todo comentados por estas terras da Região Centro do Pais.
Respeitosamente
Olimpio Cavaleiro Fernandes.

Nota.A verdade é que foi Arazede a premiada com a frequência.
Foi assim silênciada a nossa voz,ficámos tristes,eu a Dília e mais elementos que ali colaboravam.Tenho de recordar o Henrique Pardal dos Santos,para ele esta perda foi mesmo um desgosto.
Não nos conformámos,entrámos na Rádio Maiorca,e dali se ouviu de novo falar de Montemor. Alterámos o nome do programa,passou a ser como que um grito,era A Voz de Montemor!
E durante alguns anos ali esteve Montemor!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Grandes exemplos.

Moita Flores só aceita flores.

Entre prendas e subornos,o presidente da Câmara de Santarém não brinca com
a sua cidadania e o elevado cargo que ocupa,pois entre os presuntos,leitões, garrafas de vinho caro,bolos-rei e ramos de flores,são elas a única prenda que aceita porque nelas transparece o afecto,sentimento que lhe agrada registar.
Quanto ás outras prendas são distribuidas pelas instituições de solidariedade social.
Teve o cuidado de enviar uma carta a todos os que lhe enviavam as prendas, propondo que enviássem produtos de longa duração, para poderem ser oferecidos em boas condições ao Banco Alimentar Contra a Fome. O pedido foi aceite,e as ofertas aumentaram considerávelmente,tendo recebido nos ultimos Natais cerca de 8 toneladas de alimentos,depois enviadas para as citadas causas de solidariedade.
Mas as flores coadunam-se com a beleza do seu carácter,por isso aceita-as de bom grado e nunca as devolve ao portador.A noticia em geito de crónica que li num jornal de Lisboa encantou-me,daí ter gosto em a divulgar aqui.São Homens com este carácter, exemplar, que não se deixam minar por ganâncias menores,antes se sentem felizes beneficiando os que mais precisam de ajuda,que deveriam estar em todas as Câmaras deste País. Certamente ele considera que tendo já o suficiente para viver em familia,o que vier a mais não é necessário, e então pensa naqueles que não tiveram sorte. Numa altura em que só ouvimos falar de corrupção, praticada pelos grandes do nosso País,aqueles de quem esperavamos exemplos,o velho policia dá o que lhe dão e mostra o caminho da verdadeira fraternidade.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Ultimas imformações

A minha curta militância socialista.

Prometi falar sobre o meu “cadástro” político,e aqui estou pois tenho até algum prazer em exclarecer que a minha passagem pelos ficheiros do partido socialista,não foi um fracasso nem tão pouco a ipotética perda de qualquer tacho ou mordomía de que estivesse à procura.
A minha inquietação social (passe o exagero) já vem de antes do 25 de Abril de 1974,e cada um tem o partido que deseja,eu votei no socialismo democrático do Sr. Dr.Mário Soares,era um grande democrata, mas não só o ideal o movia como se viu depois,outros valores o cativaram de modo que em breve se tornou rico,juntou o util ao agradável,situação bem diferente daqueles democratas doutrora.Isto não é má lingua contra o Dr.Soares,é do dominio público e existem documentos que o comprovam. Os anos passavam e desinteressei-me:sei que foi um erro mas deixei de votar. Tenciono voltar agora a exercer o meu direito de voto nas próximas eleições. A candidatura do Dr.Fernando Nobre trouxe-me algum entusiásmo,mesmo sabendo que as possibilidades dele são reduzidas.É um homem ainda “limpo” um cidadão humanista decerto até mal empregado na politica,é diferente tem andado pelo mundo a salvar as pessoas e não a matá-las.Mas voltando ao meu enfado, fartei-me dos politicos que apregoavam ideais, e nos seus exemplos eram um zero, relegando sempre o povo e seus anseios para plano longínquo,ignorando-os até por comodidade própria:infelismente isto ainda hoje acontece.
Não quero deixar de referir que em Montemor me dedicava às causas associativas e uma espécie de jornalismo,modesto é certo,mas tudo na mais bem intencionada carolice, por causas populares e motivações fortes que me deram alegria,que me era salutar. Ao tempo era presidente da Câmara o Sr Dr.José Maria Antunes,um cavalheiro de boas maneiras e que para todos tinha a sua simpatia.Um dia estive no seu gabinete durante algum tempo para falar dum caso que tinha a ver com o acampamento dos ciganos junto ao Restaurante Moagem,pois o proprietário o Sr.Ferpes vivia amargurado com a diminuição da clientela,porque embora os ciganos se portassem bem,a sua presença, e as muitas creanças,e alguns cães aproximando-se de quem chegava ao local,intimidavam,e por vezes os clientes nem saiam do carro,viravam e partiam. Posteriormente o Sr.Ferpes e o respectivo pessoal que trabalhava no restaurante, foram informados da hora a que seriam recebidos na Câmara para serem ouvidas as suas queixas.... a Dília sem nada dizer (nem a mim) telefona para a T.V.I. e à hora marcada entram os repórteres,e o país fica a conhecer o caso. Tudo decorreu calmamente,expuseram as suas queixas,e regressaram ao restaurante com algumas esperanças,mercê do que lhes foi prometido,embora com reservas.E foi a altura de se perguntarem entre todos como é que a T.V.I. soube? Silêncio,ninguém sabia...
Porém o epílogo desta história não iria ser feliz,os ciganos revoltaram-se e acabaram por agredir fisicamente o Sr.Ferpes,esquecendo ou desvalorisando,o bem que ele apesar dos pesares lhes havia proporcionado,sobretudo ás creanças. Voltando à minha história,nessa altura inscrevi-me no partido socialista,o Sr.Dr. Antunes nunca me havia convidado,mas decerto gostou e foi o padrinho.
Porém a minha militancia socialista foi efémera, não durou mais de dois ou tres meses, assim como entrei logo saí do partido por não sentir qualquer vocação para militancia politica,a minha preferência ia para o associativismo, a rádio,onde entrevistava os politicos locais e das freguesias,onde falava de futebol,e outros temas quase sempre relativos a Montemor.
Este presidente terminou o seu mandato,outro lhe sucedeu,e ainda outro que ainda está em funções.
Foi já durante o primeiro mandato do actual presidente que fundei o Jornal Terras de Montemor.Sabia que corria riscos,porque precisava de apoio financeiro.Fui à Câmara expôr o meu propósito,e saber se poderia contar com algo.Tudo! Foi a resposta.Que fizesse um plano dos valores necessários,pagariam na integra,e posteriormente dariam os editais da Câmara para publicação todos os meses.E assim aconteceu com o 1ºjornal,até haver uma reunião onde alguém se sentiu lesado,e impôs condições.Comparticipação foi cortada de imediato.Sentimo-nos a vacilar...Mudámos para uma tipografia mais modesta e aguentámos o jornal.Mas entre os colaboradores que escreviam para nós apareceu o Dr.Jorge Camarneiro.Logo após,os editais deixaram de aparecer,faziam falta,e eu fui à Câmara,ouvi com todas as letras muito calmamente pronunciadas”vá pedir aos seus amigos”...
Nunca me propuz fazer um jornal afecto ao poder local,fosse de que cor política fosse, o meu jornal era um orgão de informação perfeitamente integro,ali não havia partidos nem politica,existia sim o superior interesse da verdade da noticia,e o pulsar da nossa região.Não estou habituado a vender-me,ainda hoje faria igual.Assim aguentámos sós,e digo no plural, porque a Dília viveu comigo esta aventura.O povo deu-nos publicidade,e o jornal viveu um ano certinho com dignidade, saiu-nos bem caro mas pagámos, e ganhámos saber.
Nenhum politico,nem mesmo quem tinha capacidade financeira para o manter, se interessou pela sua aquisição dando lhe continuidade,se bem que ele nunca tivesse estado à venda... mas ninguém pensou nisso, falta-lhes chama para estas “minudências”... por isso nem eu nem a Dília receberemos lições de nenhum político de Montemor,bastámo-nos a nós próprios,e temos as mãos limpas e nada a agradecer.
Pelo que disse, e fui verdadeiro e sincero, penso que consegui mostrar o que sou.
Vaidoso?isso era na juventude.
Agora sou eu,apenas.

Olimpio Fernandes.

domingo, 14 de março de 2010

A minha opinião.

Estimado Dr.Jorge Camarneiro

Sabia que ao pedir-lhe opinião sobre a CIA e a KGB,só iria beneficiar a minha convicção sobre aquelas organizações, e aumentar a minha discordância sobre a sua retórica com a qual procura convencer-me com a sua perceptivel eloquência.
Creia que o admiro de modo positivo pelo seu êxito intelectual e empresarial,mas para o estimar na totalidade,fico muito feliz por não aceitar a sua teoria sobre o que escreve,quanto aos instrumentos da CIA e KGB,que considera normais relativamente aos sistemas que aqueles paises adoptaram, para dominar e impor a lei do crime e do sangue.Mas que ideia é a sua de que Cuba alterou o meu carácter social,e baralhou as minhas convicções?
Acaso pensa que não tenho noções do bem e do mal no mundo que me rodeia?Diz que acuso os ricos e os pobres, o capital e o comunismo... Ora bem,vamos lá ver se nos entendemos,é para isso que nos maifestamos.Como sabe o capital é necessário como motor produtivo,mas não deveria ser usado para sacrificar,mesmo quase escravizar,retirando até dignidade àqueles e são muitos,que só tem para render a força do seu trabalho. Repare que esta ideia é da sua retórica marxista,até estamos de acordo que os meios produtivos e a sua riquesa devem ser partilhados,mas onde está isso posto em prática?
Quanto ás teorias conservadoras e reaccionárias isso não é comigo,tenho a certeza.
Será consigo Dr.Jorge Camarneiro?uma vez que entende os sistemas comunistas como evoluidos e progressistas,mas em boa verdade eles já cairam de maduros com o seu conservadorismo.Diz- me que não está de acordo comigo,tambem eu em parte não estou consigo,mas barreiras e recalcamentos,são adjectivos que não colecciono. Quando calhar encontramo-nos na Florípes,com um bom copo de permeio e frente a frente eu vou repetir com sinceridade, que sou contra as ditaduras, as injustiças sociais,e que estou sempre ao lado dos mais fracos.Este é o meu partido,respeito opiniões diferentes,mas não abdico do meu modo de pensar. Não sou santo,mas secalhar gostava de ser...
A sua insistência fáz-me lembrar os Salazaristas de ontem e de hoje,omitindo os crimes brutais da Pide,dizendo que eram métodos necessários à sociedade.Mas que métodos! Quantos antifascistas foram mortos no Tarrafal ? Entre 340 condenados porque não eram da cor Salazarista,sabe-se que 32 foram mortos,e aqueles que não foram contabilizados? Pela memória de todos eles, que agora estão em paz,não defenda os fanáticos sanguinários,criminosos sem alma sejam eles daqui ou de além. Dá para perceber que o meu partido e tenho orgulho nisso, não admite em qualquer circunstância este tipo de matanças.Porque o conheço na sua melhor cidadania pelas nossas terras de Montemor,deixe-me dizer que os grandes homens da sociedade nem sempre são aqueles que têm mais dinheiro e mais “canudos”e que só por isso ascendem a altos cargos.Na verdade homens que a história e o povo recordam, foram pessoas que se deram em favor do bem, pela paz,que procuraram trazer alivio a quem estava em sofrimento...daí eu ter ficado chocado quando escreve que não sente as dores dos outros,de facto é mais feliz do que eu,pois não consigo alhear-me com essa facilidade.Feitios... como dizia o grande Solnado!
Quanto á minha fracassada militância socialista em Montemor,isso dá pano para mangas,fica para outro dia,prometo.
Por hoje,apenas as habituais saudações.

Olimpio Fernandes

sexta-feira, 12 de março de 2010

Dr.Fernando Nobre no casino.

Trezentos mil idosos em Portugal,vivem com reformas de trezentos euros!-
afirmou o Dr.Fernando Nobre.no casino da Figueira bda Foz.

Antes de responder ao meu estimado companheiro Dr.Jorge Camarneiro,
apresso-me a dizer-vos que o salão do Casino,registou uma assistencia
alargada de pessoas ,interessadas em escutar do candidáto á presidencia
da Republica,as suas motivações para tão elevado cargo.
Entrevistado por Fátima Campos Ferreira ,na tertúlia 125 minutos com...o
humanista Dr.Fernando Nobre,deliciou os presentes com as suas variadissímas
propostas e considerações sobre a actual situação do pais,chegando ao ponto de dizer que a democracia corre perigo,face ao descalabro da justiça e de outras
Imoralidades na sociedade portuguesa.Optando pela medicina humanitária,tem
viajado pelo mundo,em missões de ajuda da Ami,usufruindo por isso de uma
cidadania exemplar,cujo discurso social e dos problemas do pais,não tiveram naquela conversa,a demagogia politica que já terá cansado uma grande faixa de
Portugueses.Antes pelo contrario,franco e transparente nas suas afirmações,ao
dizer que há uma justiça para os poderosos e outra para o povo,recebendo por isso
um caloroso aplauso dos presentes.Sobre a hipotese da sua desistencia a Belém,disse que iria “até ao fim”só desistindo no caso de uma doença grave ,mas
Isso os portugueses teriam conhecimento na altura devida, e que não recomendava
o voto a ninguem,porque o voto não é dele mas sim dos portugueses.
De forma generalizada mostrou-se fluente e sabedor sobre todas as matérias e perguntas de Fátima Campos Ferreira,revelando simplicidade e confiança numa vitória que julga poder alcançar nas proximas eleições presidenciais,dentro de um ano.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Não vou por ai,porque sei para onde quero ir.

Entre a Cia e a KGB,venha o diabo e escolha.

Venho do tempo do” bacalhau barato”e talvez por isso a vida ensinou-me
a povoar nas minhas ideias o respeito pelas manifestações dos outros,aceitando-as como são, seus projectos e opções políticas,embora não me identifique com elas.
É dessa “porca” matéria que vos quero falar sem resvalar para o fanatismo,onde o insulto é corrente nos dias de hoje.Existe um dado que rejeito;por exemplo a mentira e a calunia,o ódio que gera o ódio e que transforma as pessoas,criando-lhe a sua própria inquietação,julgando sempre nos outros “a besta humana”, implacáveis porque a ideologia os aprisiona e endurece,em deterimento do sentir fraterno e solidário.Mas,caros bloguistas permitam-me a pergunta, e se poderem agradeço o esclarecimento - será que os argumentos e a prática dos extremos que levam à destruição do outro,é o caminho certo na valorização social e humana dos povos?- será que o capitalismo e a sua ganância,tambem o comunismo,que já nos déram as piores condenações (para quem as sofreu na carne)são métodos razoáveis? Não,não vou por aí,pois costumo dizer que nada tenho a ver com essas formas de pensar e de agir,e não é para fugir á minha responsabilidade,mas sobretudo porque condeno todo o tipo de violência,aqui ou além onde ele exista,pois o caldeirão do sofrimento não me anima a sustentar argumentações neste quadro de perseguições politicas e sociais. Compreendo necessária a segurança dos Estados,face ao terror de hoje,em que ao virar a esquina há uma bomba pronta a semear a destruição e a morte,daí existirem as estruturas de proteção e as necessárias imformações anti-crime.Porém aquelas organizações como foram a Cia e a KGB,centros de perseguições e assassinatos em nome de causas (desconhecidas) foram afinal uma imensa tragédia.Mas a história da humanidade está repleta de insencíveis e criminosos,os quais devem ser denunciados, não os desejamos para nós nem para o nosso semelhante.Infelismente ainda hoje apesar de se ouvir com frequência falar nos direitos do homem, sabe-se que continuam os ultrages à sua dignidade, talvez em menor escala, mas seguindo o mesmo teor das organizações sinistras nomeadamente a Cia e a KGB, ninho de viboras (gosto deste epíteto) mataram sem dó,mas ainda tem por aí alguns defensores.Esta época negra,todos sabemos que se refere ao tempo da guerra fria entre a América e a Russia.Quem não se
recorda de Stalin,enviando os seus adversários e não só, para os campos de concentração da Sibéria?Quem não se recorda da caça ás bruxas de Mac Cartehy ?
Foram nesse tempo diabólicas estratégias de dominio e maldade do homem sobre o homem, e a história deixou-nos os ensinamentos de que tudo foi errado e destruidor,quer na América como na Russia.
Deste modo eu penso e digo, que entre o fascismo do capital e o comunismo,venha o diabo e escolha... o barbeiro não vai por aí! mesm.o que me julguem ingénuo e ultrapassado, não importa,eu sei para onde quero ir

domingo, 7 de março de 2010

E...Tem a América a Estátua da Liberdade.

Prisioneiros politicos na América.

Enquanto Carter aponta um dedo acusador para as violações dos direitos
Humanos em paises estrangeiros,estima-se que existem pelo menos 200
Presos politicos em prisões americanas.
Estes prisioneiros politicos,como todos os presos politicos estão na prisão por causa das suas crenças,raça,ou origem religiosa.

Fontes; Amnistia Internacional

sábado, 6 de março de 2010

Não ás ditaduras seja onde for.

”

Dissidente Cubano é sepultado sob forte vigilancia e repressão.

O preso político Orlando Zapata que morreu após uma greve de fome
de 85 dias,foi sepultado na quinta feira em Banes,850 km a leste de Havana,
sob vigilancia de agentes de segurança e algumas detenções,denunciaram os opositores;muitos foram presos antes do enterro, por isso fizeram o velório simbólico em casa.
Ao lado de Lula,Raul Castro lamentou a morte do preso político.
(Esta noticia foi retirada do blogue Mundo.)

quinta-feira, 4 de março de 2010

Ainda Fernando Nobre

Sabemos que Belém está longe para o Dr.Fernando Nobre... Apesar de nunca associarmos o seu nome às causa politicas,ele interessava-se,tendo até
apoiado alguns partidos políticos,inclusive o Dr. Barroso (que mandou os problemas do País “às malvas”) e segundo disseram as más linguas, o Dr.Fernando Nobre arrependeu-se de o apoiar e lá teve as suas razões. Compreende-se,é uma personalidade diferente em todos os aspectos,jamais renunciaria a algo em que tivesse comprometido a sua palavra,e as suas promessas baseadas no seu ideal. No caso do Dr Barroso,ele abdicou de imediato,até se esqueceu da habitual jura no acto de posse,esqueceu que o povo se recorda... Mas isto é passado.
O Dr.FernandoNobre com a sua candidatura,vem moralizar grandes faixas de portugueses, que desiludidos deixaram de acreditar neste sistema ruidoso de palavreado, sempre com os mesmos partidos politicos,e respectivos chefes de fila,como que sendo as estrelas duma companhia! Entendo pois que cada eleitor,dado que vivemos em democracia,possa fazer a sua escolha,e que para isso haja candidatos,que não aconteça ouvir-se dizer “ votei em fulano,não havia outro”...
Fazia falta uma candidatura deste genero,diferente,pois o País politico julgava, já acomodado como convém,que só Cavaco Silva e Manuel Alegre,seriam candidatos a Belém, como se em Portugal não existissem mais valores...Parecem resquicios do antigamente,vira o disco e toca a mesma: não pode ser,e não vai ser assim.Apareceu o Dr.Fernando Nobre,foi uma surpresa, veio trazer uma lufada de esperança,muita gente está entusiasmada com esta candidatura.Ele no seu trabalho não faz promessas,ele aparece e age de imediato, com aquela humildade que faz dele um grande senhor.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Poesia.

Embarque em Sobressalto.

Desde o tempo da minha juventude por Montemor e Figueira da Foz,que conheço o
Sr Anibal José de Matos.Trazia de Montemor uns tais rabiscos para o Figueira Spor,e quando deixei a Figueira aos 20 anos para cumprir a tropa, o Jornal até publicou a noticia,pois o “Reporter Mabor”como me alcunharam nessa altura em Montemor,merecia,dado o interesse ou a mania do jornalismo.Com vista ao presente e futuro,para ganhar a vida era barbeiro,e na paródia o estudante e amigo Costa Alves chamava-me o Coiffeur do Casinó...
Anos mais tarde encontrámo-nos em Lisboa, retomaram-se as noitadas, as conversas e as descobertas politicas;”falava-se baixo” em Marx,aconteciam algumas manifestações no rossio,e as causas do povo eram nessa época matéria fértil para os nossos desabafos inflamados,mas sempre em surdina,não fosse o diabo tecê-las.Foi com muita pena que tive conhecimento que este amigo já partiu para o além,é um facto comum a todos,mas isso não obsta,sente-se sempre algo. Voltando atrás ao meu relato lembro que estavamos em 1960,mas o Figueira Spor,da responsabilidade do Sr Anibal de Matos, já existia sendo bastante anterior a esta data.
Não desisti dos rabiscos,continuo a faze-los agora no meu blogue,e também visito outros blogues,quando a noite vem e com ela o socego que aprecio.
Assim ao visitar o blogue do Sr Anibal de Matos,dei por mim a recordar... mas para além desse facto agradável,tive uma surpresa - vem aí mais um livro de poesia deste jornalista e poeta (Aníbal de Matos).Com capa e ilustração de Mário Silva e prefácio de Augusto Menano,a obra chama-se Embarque em Sobressalto.Felicito desde já este conhecido Figueirense: ele sim jornalista e poeta,mas cada um é para o que nasce,pois eu não passei de um vulgar Reporter Mabor, (assim chamado por brincadeira) em Terras de Montemor.
Nessa época havia um programa na rádio dedicado ao desporto,era aos Domingos,dirigido por Lança Moreira,e os pneus Mabor patrocinavam o dito programa. Fui brindado com a caricatura alusiva, que estava longe de ser animadora,para quem como eu fazia do jornalismo uma “treta dos diabos”.
Coisas da juventude, que por norma é inocente.