quarta-feira, 8 de junho de 2011

Uma no cravo e outra na ferradura.E quem é o ferreiro?

Só os burros é que não mudam, por isso são burros e nem por isso deixam de ser uns animais simpáticos e que muito ajudaram as populações das nossas aldeias.
Como tal sou um animal que me adapto a novas realidades, não sendo assimo mesmo de antes,convergindo no que entendo aplicável e transformador nas minhas opções cívicas e votações no quadro eleitoral.Tudo isto porque uma tarde destas e no melhor que as cavaqueiras me podem incutir, ou seja a frontalidade das ideias e da cordialidade, dei por mim entre dois amigos que professam e bem, os estímulos sociais de esquerda, gente que aprecio pelas suas convicções marxistas, às quais me aproximo mas não tanto como estes honrados cidadãos. Claro que a nossa conversa se desenvolveu no quadro financeiro e falido do país.E se houvesse justiça muitos coveiros estariam agora a prestar contas do mal que fizeram aos que sempre viveram do seu trabalho, sendo certo que toda essa rapaziada não vai sentir a crise que se abate em muitas famílias portuguesas.
Por tudo isso e em traços gerais,não estou muito longe dos meus amigos de esquerda e das suas noções em que a riqueza do trabalho deve ser religiosamentedistribuida, que o capital selvagem é de má consciência social,estamos de acordo.
Mas na política e em ideologias ,eu não tenho meios de sobreviver co m os meus interlocutores, pois se me pronuncio sobre um determinado tipo social, logo o mais justiceiro do grupo ,me aterroriza com a velha dúvida,que sou daqueles que dou uma no cravo e outra na ferradura, mas não é assim tão linear, pois só os burros é que não mudam de ideias.
O que ficou foi a elevação da conversa entre pessoas que se respeitam e sabem que em democracia as minorias também tem voz.

Aquele abraço

Olimpio Fernandes

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