quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Luis Moço-1927-2012.. Cova Gala. Figueira da Foz

Luís Moço, completará no próximo dia 1 de Setembro 2012 , 85 anos de idade, dizendo-nos que a sua vida no mar, atingiu mais de 60 anos de actividade, pela
Gronelândia, Terra Nova,Mauritania, Açores, África do Sul,Madagastar, Canal do Suez, Angola, e depois destas viagens, ainda tinha duvidas se ficava alguma por Mencionar nesta interessante conversa.
Foi assim que desde os 14 anos se iniciou na vida marítima , e quando comecei a escutar a sua história por mares imensos, pedi-lhe para que me deixasse contar-vosa riqueza deste pescador laborioso que me habituei a respeitar á alguns anos , não só pelas vincadas rugas,sobretudo pelo trato que manifesta com todas as pessoas na Cova Gala..
Júlia Quarta, o veleiro em que apanhou grandes sustos, numa altura em que não existia comunicação via-rádio, foi em tempo de borrasca, uma  casca de nós, ao sabor do destino, apenas e só por estratégia marítima , com uma vela, que permitia ao veleiro aproar, talvez penso eu, ´conseguir mais equilibrio sobre ondas elevadas e fortes tempestades.
Luís Moço, ao falar da sua longa vida de sacrifícios , quase que nos pára a respiração, tal foi a autenticidade de factos ocorridos em situações de desespero, quando notava,por exemplo, os tubarões a perseguir o bote, tentando o peixe que se acomodava na pequena embarcação, sobre a borda.
Se não existiam meios para prever o mau tempo e fugir dele para portos seguros, existia sempre alguém que olhando o céu, dizia; Olhem as sarapantas, camaradas, amanhã vamos ter tempestade e ventos fortes e era certo e sabido que o inferno era o prato do dia seguinte , que voava das mãos, sem que houvesse tempo de mastigar a comida, tendo em conta a balburdia a bordo com as alterações do tempo.
Se mais não posso ou não não sei fazer sobre a dignificação desta cidadania, ficou
a certeza da minha compreensão por esta e outras vidas marítimas , tão nobres como respeitadas e com reformas que são um insulto a quem tanto trabalhou e sofreu, produzindo riquezas mas só para alguns.

O mastro e o galo, numa velha tradição em Momtemor-o-Velho.

O meu Casal Novo do Rio, onde nasci em 1940, já era conhecido nos fins do século
XIX, pela ponte da Lavandeira, por ali se fazer a passagem do rio numa Barca, chegando aos nossos dias conhecida por isso mesmo, a Barca .Santos Conceição, cita no seu livro que o foral tem data de 1516, mas é do galo no mastro que vos venho contar a sua tradição.
Quanto á Capela do Mártir Santo, recorda um voto feito a S.Sebastião quando da terrível epidemia que assolou as terras de Montemor, nos meados do século XVI
O exterior da capela e o retábulo do altar são um mimo de arquitectura rural e o alpendre de colunas pertence ao século XVII, notando-se no pórtico as armas de S,Sebastião, batido pelo vento e pela vizinhança do rio,escreveu o historiador Santos Conceição.
Uma das fotos mostra ainda hoje se festeja S.Sebastião, que recordo desde a minha infância, pois o meu pai e outros homens da Barca faziam todos os anos a festa ao Santo que terá protegido as populações da epidemia-
A Barca, ou seja o Casal Novo do Rio,tinha em 1940 , cerca de 300 almas, o que quer dizer que os putos davam para fazer alarido junto do mastro que tinha um galo, situado no seu extremo. Claro que não era fácil subir o mastro, com uns bons metros de altura , sem apoios,por ali acima, e quando se estatelavam no chão, era o melhor da festa para alegria dos putos, como eu, desse distante tempo.
Afinal, não sei para que tanta" maldade temos no corpo" se cada homem traz dentro de si a criança que continua a viver tão humildemente.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

È possível ser honesto hoje?

Tive e com prazer as visitas da Manuela e da Noémia, testemunhas de Jeová, que de vez em quando me trazem os livros da sua Congregação. Falamoss da vida e das experiências de cada um, sendo interessante este respeito pelas ideias de cada qual. Estas criaturas de Deus, pela sua autenticidade em ensinar a Bíblia, de rua em rua e de porta em porta, deixam-me a pensar na sua força e vontade de transmitir a sua fé, diga-se, a um homem como eu de pouca fé. Rigorosos na sua prática, tanto quanto eu sei, a Manuela  e a Noémia,perguntaram-me se hoje é possível ser honesto, ficando de todo baralhado, face a uma pergunta que trazia consigo, uma das piores conflitualidades do nosso tempo, a desonestidade em várias áreas da vida portuguesa, onde os políticos foram os piores exemplos
Entre muitos provérbios publicados nestes dois livros, e porque chego a ter"inveja" destas duas senhoras, as quais tem sempre a minha porta franqueada, despeço-me até á próxima visita.
 " O pão ganho mediante falsidade
  é agradável ao homem, mas depois
  a sua boca se encherá de cascalho"

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Os desempregados precisam destes patrões.

Não  julguem que venho fazer o elogio do capitalismo selvagem e da sua brutalidade, que esmaga e   chupa o sangue aos que vivem de um salário ao fim do mês. Nada disso;venho falar-vos dos patrões modernos e sérios, sensíveis aos que apoiam o crescimento das empresas e que fazem a tal riqueza, que depois é dignificada em salários aos que a ajudaram a crescer.Esta reportagem exemplar na revista DOMINGO, que deve ler, é uma lição para aqueles que Zeca Afonsocanta ...que comem tudo e não deixam nada. Mas estes patrões de  capacidade e amor pelo próximo aí estão a ser homenageados pelos seus empregados, os que trabalham por um salário Rui Nabeiro e Santos Silva, da Sicasal, não sofrem os perigos das greves, pois do outro lado está gente igual e com as mesmas necessidades de realização pessoal e familiar. Estes patrões sabem que sem trabalhadores, também sérios, não há empresa que resista com os conflitos laborais.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Esta tarde em Tavarede.

O Sr. Ramalho, enfermeiro, trabalhou muitos anos no Centro Médico, na rua Candido dos Reis, com a esposa, que se vê ao longe numa cadeira de rodas. São conhecimentos do Bairro Novo, mas nesta visita fui surpreendido por dois cães de raça inglesa , muitos raros em Portugal. Um deles pesa mais de 6o Kilos, e a pelagem dos animais, jamais tinha visto igual na minha vida. Meigos,estes animais até apetece levar para casa, mas afilha do Sr.Ramalho, na foto , por dinheiro nenhum os deixa partir.

O Mercado da Figueira da Foz - o último reduto do povo.

Já fazia algum tempo que não clicava no blogue do Custódio Cruz, mas aquele título publicado no Voando nas Asas Do Tempo, dizia que no Bairro Novo, fechou os Correios, a Farmácia , o Café Oceano,  tocou -me pela sua intensa realidade. Verificamos que aquela bonita zona da cidade está vazia e com muitas lojas fechadas, a sua decadencia entristece todos os que conheceram no seu fulgor, o Bairro Novo.
E tudo isto porque por motivos profissionais, tenho visitado o Bairro Novo, entrando e saindo de algumas casas comerciais, diga-se com verdade, arejadas e bonitas, mas a contrastar com a falta do elemento humano, tão preocupante e que todos nós conhecemos antigamente. É uma zona da cidade onde apetecia fazer alguma coisa para lhe dar pessoas e a vida necessária ao crescimento comercial, pois é ali que estão excelentes restaurantes e os melhores hoteis da Figueira da Foz.
E quando o Custódio Cruz cita no seu blogue que o mercado é o último reduto do povo, não devemos só por simpatia da sua luta para preservar o tradicional mercado", bater palminhas "mas fazer-lhe justiça e sentir como ele sente esta penúria de verificar que o pequeno comércio vai desaparecendo aos poucos, para sobreviver só o capital das grandes superficies, quem sabe se mal paga aos seus trabalhadores.
E se alguma vez fui verdadeiro ao dizer o que penso, hoje não me perdoava se publicamente não manifestasse ao Custódio Cruz, a minha compreensão
. É também o nosso dever apoiar  este temível lutador, moralizando-o e aos seus colegas para manter o mercado municipal na cidade.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Jesus Cristo não merecia estes vendilhões do templo

Os padres , tenho muita simpatia pelos bons padres, têm agora aos domingos nas suas homilias, suficiente matéria sobre a burla dos 7,8 milhões de euros , que voaram do Vaticano. Contratos com empresas do exterior para a manutenção dos prédios e outras infra-estruturas, foram negociatas em nome de Deus , num escândalo que bradou aos céus e no esplendor do Vaticano.
A noticia de hoje no C.M. deixa qualquer crente de boca aberta , pois é isso que a Igreja deve fazer, abrir a boca para dizer que a mensagem cristã nada tem a ver com estes ratos de sacristia.
Porém,a pedagogia usada em muitos sectores tradicionalistas, é fingir que não se passou nada , que ninguém roubou, isto porque a capa na mão de uns, acaba por cobrir este nojento caso.
Cá por mim não esperem mesuras, pois quem não quer ser lobo ,não lhe veste a pele, e a Igreja de Cristo, tem valores sociais e humanos de imaculada dignidade e fé, que são da intemporalidade e da humanidade.

Que futuro para os velhos deste país?

Fazer política é uma forte razão de viver e de preocupação com o bem colectivo, mas fazer politicagem é outra forma pouco ou nada sensível de sentir e partilhar os problemas sociais dos outros..
Julgo que os governos não são culpados de todas as desgraças.Existem pessoas que não querem ser ajudadas a sair de situações degradantes, infelizmente, sei do que falo, mas não é bonito falar no nome dos" Santos".Agora que essa rapaziada da politica e dos tachos e panelas, tramou os de menos recursos e permitiu uma elite endinheirada, que está aí á frente de quem  se revolta com esta angústia de ser velho num país que não cuidou nestes últimos tempos de quem mais precisava de ajuda. Claro que estas idosas gostavam de viver sós, são feitios, os vizinhos assim o afirmaram, mas quantas famílias idosas há por aí que só uma palavrinha lhes chegava? Fazer politica, não é fazer politicagem, é sentir o outros como seus familiares , é pugnar pela justiça social, é estar contra a hipocrisia dos sentimentos e sentir a franca e efectiva solidariedade.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

António Pereira Abade, Cova Gala , Figueira da Foz.

O Sr. António não foi só um cliente a quem vendi o meu serviço, dizia obrigado, e pronto.Não. O Sr.António foi mais do que isso, foi um cliente, é certo, mas foi uma pessoa que me deixou uma forte lição no gosto de viver e um exemplo para quem como eu, tem outras ideias sobre a existência. Arrastando o membro inferior esquerdo, com o braço e a mão, também com profundas dificuldades em movimentar-se, servia-se de uma bengala que apoiava com firmeza na mão direita, rejeitando ajudas e boleias, pois dizia -me que tinha que vencer a malvada da doença. Caminhava imenso pelas ruas da Cova Gala. Era ver o Sr. António, no Parque das Merendas e no largo, olhando o mar, porque andar vencia a malvada da doença, porque gostava muito de viver,dizia-me e contente por o afirmar.Quantas vezes chegou ao meu salão, com a camisa encharcada de suor, especialmente no verão, e eu propunha dar-lhe boleia até lá baixo á Cova Gala. Não, não, respondia-me; gosto de andar para vencer esta malvada paralisação na minha perna e no meu braço.
O Sr.António foi um valente homem do mar. Contava coisas do diabo, também Sportinguista ferrenho, sabia tudo sobre futebol, inclusive, tinha uma opinião crítica e velada sobre Pinto da Costa.
Em casa e em família falava da sua força e gosto pela vida porque o admirava assim arrastando-se num corpo pesado , obrigando-o com o caminhar, que tivesse melhor movimento. Um dia pedi á minha mulher que comprasse uma prenda com o emblema do Sporting, e fui visitá-lo a Lavos, onde fui muito bem tratado pela família, mas o Sr.António, já não falava , mas sorriu e as lágrimas surgiram, elevando a mão direita, sobre a boca, como que a enviar-me um beijo, num momento de intensa fraternidade.

O Sr. António Pereira Abade , teve um longo e doloroso sofrimento e esta semana fui despedir-me dele à Igreja de S.Pedro, rezando com os presentes para que tenha paz.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Será que o Festival de Penteados vai regressar ao Casino da Figueira da Foz?

Numa fase de contactos e patrocínios, temos para já uma parceria muito interessante com o Casino, mas a missa ainda vai no adro da igreja, porque não é fácil motivar as empresas para este evento, mas Graça Fernandes, com a minha ajuda, acredita que é capaz de fazer reviver os grandes Festivais que traziam á Figueira da Foz, centenas de profissionais do país e do estrangeiro. Os hotéis esgotavam as suas camas e os restaurantes fervilhavam de clientes nesse mágico encontro dos profissionais da tesoura. Recordo não só este evento, como outros de grande interesse que desapareceram, como por exemplo , o musical com as crianças, o do cinema e várias iniciativas que davam vida ao Bairro Novo, que será sempre uma zona bonita da cidade da Figueira da Foz.
A criança nasceu nestes dias, nem sequer chegou á papinha Celerac, mas nasceu cheia de saúde e com jeito de quem vem para ficar, sorrindo para a vida e para a esperança de ver a realidade no encontro dos Cabeleireiros e Barbeiros, no Casino da Figueira da Foz, um programa que iremos acompamhar de perto, dia a dia, e com entusiasmo de sempre.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Este Jornal O Diabo, traz o diabo no ventre.



O Jornal O Diabo, do qual já manifestei as minhas dúvidas sobre a sua independência, porque Jornal que se prese e jornalista que assuma a sua deontologia , deve usar absoluta tranparência para com o grande público, publicou duas páginas sobre o lendário Ché Guevara. Citou-o como uma máquina de matar pessoas, alimentada por ódio puro, com pormenores de pasmar para os que não conhecem o percurso do revolucionário que libertou Cuba, do ditador Batista. Não quero relembrar a história do Ché Guevara, o que pretendo é levantar a questão : será que o Diabo não traz o  diabo no ventre? Seja também capaz de publicar os crimes do Salazarismo, ou então as atrocidades que os americanos têm feito pelo Globo, já que este Diabo, se tem a felicidade de se publicar num país livre , deve pugnar pela liberdade total...


domingo, 22 de janeiro de 2012

Por cá também temos uns tiranos...

...mas foram legalizados com o voto de alguns portugueses.
Alguém duvida que se têm cometido verdadeiros crimes sociais, empurrando para a miséria famílias inteiras, com estas medidas do socialismo democrático, mas que tombou só para o lado dos mais fortes? Em Cuba os dissidentes fazem greve de fome como protesto  pela perda da liberdade, aqui no nosso cantinho, desgraçadamente, muitas famílias não fazem greve de fome  mas procuram as Insttituições para não morrerem de fome.Falando do país que eu gosto, os crimes citados têm rosto e o povo apadrinhou os criminosos com o voto, mas é tempo de lhes mostrar a nossa revolta. Sabemos que não há perfeição nas sociedades , mas no nosso país perdeu-se uma excelente oportunidade  de se fazer justiça social. Porém, cá e lá, não é o tipo de organização social que mais admiro, porque a mendicidade me envergonha.

O mar e a praia da figueira da Foz.

Henrique Cunha , veio da Marinhas das Ondas, ao nascer do sol, mas perto do meio dia, só tinha um pequeno peixe . Lá ficou a olhar para a linha , na esperança de algum peixe lhe dar o sinal de presença.A praia estava um encanto esta manhã de domingo.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Ajudem o pobrezinho!

Escuteiras da Cova Gala. Figueira da Foz

Estas jovens escuteiras vendem de porta em porta o seu arroz doce para obter receita que reverta na compra de materiais de apoio ás suas actividades. Conversei com a WENDY, 17 anos de idade,  RITA, 16 anos  e a ANA,também 16 anos e fiquei a saber que na Freguesia de S.Pedro, há 65 escuteiras que  fazem parte de actividades de ajuda à comunidade, como por exemplo, limpar a praia. Já agora se as encontrares por aí com a proposta da venda do tal doce, caso não compres, pelo menos uma palavrinha  de apoio a estas jovens que trazem consigo a mensagem da esperança e nós os velhos, como eu, precisamos destes exemplos que nos  dão alegria e boa disposição.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Os que vivem dos salários estão cada vez mais lixados.

As novas leis do trabalho, tramam isso mesmo, os que têm só para vender a sua força para ganhar o dia a dia, trabalhando e desconfiando das novas leis que não auguram estabilidade nenhuma a uma classe que ficou bastante desprotegida.Se os tempos são outros e as comparações não têm jeito de se aplicar, recordo o meu subsídio de Natal, 1965, quando uma garrafa de champanhe, completava uma certificação de capacidade, cujo horário era muitas vezes das 8h, ás 22h, com intervalo para sanduiches ao almoço.
Mas eu não tenho que lamentar-me  porque sem amarras me atirei à vida sem medo. O que lamento é que são sempre os mesmos a sofrer com repressões salariais deste estado desumano e injusto, quando muitos sem vergonha comeram os figos, derretendo à sua volta a riqueza que devia ser partilhada.
Pois;vou ser claro nestas minhas posições que caraterizam o meu engenho solidário, ou seja , que precisamos dos empresários e dos seus capitais , dos seus investimentos e da sua capacidade na engenharia do desenvolvimento, há que fazer-lhes justiça, até porque eu não acredito no estado patrão, que acaba sempre por explorar os que trabalham, reduzindo-os a um espaço sem ambição e cortando-lhes as iniciativas laborais. Mas porra para estas medidas que põem a nu a fragilidade dos bons e maus trabalhadores,onde não há democracia nem leis que bastem para travar a ganância de muitos abutres que só sentem o que lhes toca em constantes benefícios do lucro, espezinhando os que laboram por uns tantos euros.
O que está aí é de novo é o poderio de alguns patrões e empresários , mesmo na crise , chorando ranho de caracol, lixando os que só vivem dos ordenados ao fim do mês, sem dó nem piedade . 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O Castelo de Montemor-o-Velho, vai ter ascensor.

Vila morta que o poeta Afonso Duarte, escreveu nos seus poemas, ainda hoje se vive na parte histórica de Montemor-o-Velho. Nos últimos anos o problema da desertificação central da vila acentuou-se de modo grave, face aos vários serviços que se deslocaram para outras zonas. Com o ascensor em construção, o que pretende a autarquia é trazer ao centro de Montemor, os milhares de visitantes ao castelo, já que e desde sempre aproveitam a Estrada Nacional 111, a dois passos, deixando de circular por outras ruas e becos , que têm a carga milenar e histórica da terra Montemorense.
O D.C. divulgou uma pormenorizada notícia, dando conta que Siza Vieira , vai ter 225 dias para apresentar um projecto envolvente daquela antiquíssima parte de Montemor-o-Velho, propondo assim outros percursos aos que visitam o castelo, mas como ponto de subida e descida, a rua central da Vila.

A ideia da Autarquia é que o ascensor possa alterar por completo os hábitos dos visitantes, propondo-lhes outras artérias e apoiando o comércio e os restaurantes , na zona antiga da vila, deixando de ser"morta", para dar lugar á presença das pessoas e ao calor das suas vidas.

Para José Contente, o Dr. Maló, aquele abraço de boa amizade..

Agradeço imenso o convite para essa grande festa do teu aniversário, mas como sabes, e apesar de" ter ganho muito dinheiro com as minhas colaborações na Rádio Maiorca e por Terras de Montemor "pois é a tua desastrada opinião, tenho que trabalhar das 8h30, sei lá até quando.De qualquer modo sinto inveja dos muitos amigos que hoje vais ter ao teu lado neste aniversário que desejo por muitos mais anos , em companhia da tua família .No dia 4 de Fevereiro, estaremos na Quinta do Outeiro, se a vida continuar vida...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Justifico a segunda publicação dos 21 milhões aos deputados.

José Contente, o popular Dr. Maló, que tem a arte de fazer bons amigos, faz bem em ler e divulgar o jornal O Diabo. Não sendo um jornal da minha simpatia, reconheço sem favor, a sua coragem em fazer notícias verdadeiras, denunciando o descalabro da organização política e social do país.
Um dia destes,e porque julga o meu bom companheiro da Rádio Maiorca, que não tive a oportunidade de publicar a notícia dos 21 milhões, mas que foi mencionada neste blogue, entrou pelo salão, e acenou-me com o recorte, dizendo-me que os pasquins que eu leio, não têm a coragem de escrever o que o seu Jornal, publica todas as semanas, alertando o país para verdadadeiros crimes sociais .

Pois bem meu caro Dr. Maló, se alguma coisa detesto é a parcialidade noticiosa , sendo certo que no quadro das convicções , a cada um a sua ...Mas neste cantinho e na minha humilde casinha, tenho lugar para todos,desde que se justifique com honra e proveito, caldeado nos valores do respeito mútuo e na liberdade que é a base do carácter. Somos diferentes mas sempre homens solidários.

domingo, 15 de janeiro de 2012

De braço ao peito

Este menino, o Luis, é socio do Benfica e da Casa do Benfica , em Montemor, e foi de braço ao peito, por lesão de ultima hora. Micos e Eusébio, é necessário fila para termos uma foto, tal a paixão por estes ídolos.

Casa do Benfica em Montemor-o-Velho, fez parte dos 58 mil adeptos presentes na onda vermelha.

Dando de barato esta minha comparação,( porque desporto é uma coisa e política é outra), mas dizia eu ao meu companheiro Zé Neves, da Carapinheira, está corvado no foto, e que foi convidado pelo Benfica  para treinar no seu tempo de jogador no Carapinheirense, alguém não o deixou, que se os políticos desta triste revolução tivessem motivado os portugueses para termos um país para todos, fraterno e justo, como faz o Benfica aos seus adeptos, todos seríamos mais felizes. A verdade, e sem fantasias, esta multidão não fez esquecer-me aqueles outros maltrados por tantas injustiças, mas eu só tive culpa por ter acreditado no socialismo democrático. Quanto à Catedral, onde devia ter ido o meu neto Gabriel, mas que adoeceu à última hora , sabe bem de vez em quando perceber a grandeza de um clube de Portugal, numa fase tão dramática para muitas famílias.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Museu do barbeiro e cabeleireiro completou 50.000 visitas.

Joaquim Pinto, cabeleireiro de homens, o mais premiado dos cabeleireiros portugueses, com salão no Centro Comercial Apolo , em Lisboa, é o profissional preferido dos empresários, embaixadores, políticos e artistas, reunindo no seu grupo de trabalho uma larga equipa de colaboradores.
Este colega que teve a gentileza de me abrir o espaço no seu museu, para que eu pudesse apresentar com alguns trabalhos da minha profissão, tem a particularidade de ter construído ali um espaço para preservar e mostrar objetos de barbearias e dos cabeleireiros, com longos anos de história, e de equipamentos de apoio das nossas profissões.São hoje verdadeiras relíquias, a justificar as constantes visitas ao museu do barbeiro e cabeleireiro.
Além deste valioso espólio,de muito trabalho e dedicação à classe , Joaquim Pinto, não olha só para o seu umbigo, pois faz questão de promover exposições em Lisboa, e um pouco por todo o país, quem sabe se um dia não a vamos mostrar no Casino da Figueira da Foz.
Com a humildade que caracteriza os criadores e artistas da profissão, não apoiando os que fazem da inveja o patamar da mediocridade, Joaquim Pinto com o seu museu deu-me mais uma razão para me motivar a nível profissional pois estou já numa  idade em que o meu entusiasmo necessitava  destes privilegiados contactos , já que partilhar conhecimentos é estar atento à evolução constante de uma profissão que não admite estagnação, nem a ideia triste de que já se aprendeu todos os pormenores da arte, o que é para mim um puro e medonho engano.A propósito recordo o grande mestre Casimiro, em Lisboa, que se aproximou do meu colega Luís , e quis saber como é que ele, o Luís , tinha manejado um trabalho no salão, trocando depois impressões com os calaboradoes, que eram uns 15 a 18 jovens cabeleireiros.O Luís ainda é cabeleireiro em Lisboa, e se ler isto, o confirmará.
Joaquim Pinto, é natural de S.Martinho dos Mouros, Resende, levando a sério o seu coleccionismo há mais de vinte anos, sendo por isso uma montra de antiguidades e uma escola de reflexão, tendo em conta a velocidade com que se processam as substituições dos materiais dos barbeiros e cabeleireiros.

Ao meu colega Joaquim Pinto, a quem fico a dever excelentes contactos profissionais , no museu e em conversas de interesse mútuo, o meu abraço. Procurem ali ao lado o link para o museu do barbeiro e cabeleireiro.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Pouco barulho; o deputado está na sua soneca.

Quem é que não gosta de uma soneca ,caso aconteça no parlamento, tanto melhor, porque o patrão,(o povo) é sereno e de brandos costumes.
Prolongando as minhas "dentadas" no sistema ,estas sonecas estão protegidas por milhões  de euros, os quais fazem falta aos que vivem protegidos pelas sopas das Intituições de Solidariedade; são os contrastes da revolução envenenada por gentes que não a compreenderam, tão pouco a sentiram.
É certo que em democracia os partidos não podem ser negados, chegou o único Salazarista, mas aquele parlamento é um viveiro de interesses que nada tem com os interesses do povo, veja os montantes que dá para pensar e já numa reforma acelerada.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O Doce Apitinho, um projecto provocador.

Não pretendo dar razão a quem quer que seja , por perceber que nos bastidores da noite e do dinheiro fácil, coexistem a realidade e a ilusão, mas estas quantas vezes penosamente vagas de valores e a resvalar no absurdo dos comportamentos, mas a noite e o dia, enfim, são a vida é de cada um.
Se assim penso, achei muita graça à oportunidade de Carolina Salgado, a nova empresária da doçaria , ao propor naquele mercado o Doce Apitinho, numa jogada à sua maneira e fortemente conhecedora de que os jogos só se podem ganhar se os avançados marcarem o seu golito.
O facto é que os apresentadores Manuel Goucha e Cristina Ferreira, jogando em casa , logo souberam retirar o melhor resultado da entrevista da Carolina Salgado, já que são estas personagens que dão a novidade e o sumo às audiências televisivas. Não é todos os dias que se abastece o mercado com um doce que traz na sua feitura umas boas gramas de azedume e variadíssimas fornadas de coisas indigestas.
É caso para dizer que os que não têm cão caçam com gato, e a Carolina Salgado vai à luta com a sua concorrência. Quem quiser vingar-se do Sr Pinto da Costa  pode agora fazê-lo à dentada...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ainda a Exposição na Galeria Municipal, em Montemor-o-Velho.

Na primeira fotografia , o autor do calendário2012, Memória e Território, Mário Silva, Luis Barbosa, Presidente da Cãmara de Montemor, António Pardal, Presidente da Junta de Freguesia, na segunda fotografia, uma imagem da Galeria  e da assistencia  na apresentação daquelas oportunas memórias de Montemor-o-Velho

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Barcaça ou barca de passagem. 1950

Foi construida com o ojectivo de possibilitar a travessia  do rio Mondego, por não existir qualquer ponte para a outra margem, já que familias inteiras em Montemor, tinham os campos para trabalhar na outra margem. A barcaça tinha capacidade para transportar animais , juntas de bois ,atrelados ao carro e ainda as alfaias agricolas Existe naquela zona um monumento que é uma réplica  da barcaça dessa época , que simboliza as gentes dos campos que tinham o sol como relógio e a vida para vencer com dignidade e imensos sacrificios.

domingo, 8 de janeiro de 2012

As cheias na Praça da Republica.1950

Ao contrário do que acontece hoje , naquele tempo a Praça Republica ,era uma Praça com intenso movimento. Naquela zona existiam 3 mercerias, 4 barbearias, 2 cafés, que ao sabado fechavam pelas duas da manhã,duas bombas de gasolina , 1 latoaria, tabernas, o posto da G-N-R, enfim, a Praça era
um centro activo de trabalho, em que os Paços do Concelho, com diversos serviços,completavam uma comunidade laboriosa .As cheias inumdavam a praça e a rua principal, durante muitos dias, e os barcos navegavam , apoiando os montemorenses no pouco que restava fazer.Hoje a Praça está triste e vazia, porque alguns serviços se deslocaram para outras zonas, já não tem comercio e falta-lhe pessoas
para lhe dar a vida de antigamente.

Alves barbosa, 60 anos depois!

Os êxitos de Alves Barbosa  foram ruidosamente festejados em Montmor-o-Velho Esta foto refere-se a uma chegada em 1951, e os putos tem um história que só a sua idade permite Eu tinha 11anos e fazia parte  daqueles miudos , que estavam senpre junto do nosso ídolo, e sabem porquê? Quer na praça ou dep+ois no Salão Nobre, na Cãmara, os putos não tinham regras furavam pelo meio de toda a gente para chegarem á frente de todos os outros. Alves Barbosa .esteve presente na apresentação do Calendário, sempre simples e fraterno; Olá cabeleireiro, disse-me; não ,não barbeiro, porque desci de categoria , com os habituais risos dos seus 81 anos de idade.

sábado, 7 de janeiro de 2012

A história do barbeiro

O florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo.
Após o corte perguntou ao barbeiro o valor do serviço e o barbeiro respondeu:
- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O florista ficou feliz e foi embora.
No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista.
Mais tarde no mesmo dia veio um padeiro para cortar o cabelo. Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse:
- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O padeiro ficou feliz e foi embora.
No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro.
Naquele terceiro dia veio um deputado para um corte de cabelo. Novamente, ao pedir para pagar, o barbeiro disse:
- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O deputado ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir sua barbearia, havia uma dúzia de deputados fazendo fila para cortar cabelo.
Essa é a diferença entre os 
cidadãos e os políticos. 


"Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão." 
(Eça de Queiróz) 

Galeria Municipal em Montemor - exposição de fotografias para ver

A exposição hoje inaugurada na Galeria Municipal de Montemor-o-Velho pode ser visitada até  3 de Fevereiro 2012. Imagens de muitos montemorenses entre as 248 fotografias que mostram Montemor antigo e que muito nos orgulham, um inestimável valor social, de gerações em gerações, que chegou até aos nossos dias.A par da exposição também foi publicado um calendário e a minha mulhere participou com uma fotografia. Um documento histórico que foi coordenado por António Alves e Mário Silva e a colaboração foi de Pedro Oliveira e Sandra Lopes. Edição da Cãmara Munipal de Montemor-o-Velho.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Recordamos 52 anos depois, António Manuel e José Rolinho Sopas

A homenagem que o Ginásio Figueirense vai prestar ao Sr. José Sopas,devolveu-me a memória da sua presença  em Montemor, no funeral do saudoso António Manuel. A notícia foi publicada no Figueira Sport, um jornal dessa época, dirigido por Aníbal de Matos. A notícia e o triste fim do António Manuel, está aí, caso faça  a sua leitura.O livro do Atlético, foi uma das muitas aventuras em que me envolvi em nome  do meu A.C.M. O Sr. José Sopas, que esteve presente no funeral, vai decerto ter uma surpresa quando descobrir esta notícia com 52 anos.Que a sua homenagem seja a justiça para os homens que exemplarmente procuram o bem da comunidade.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

António Agostinho, 58 anos de idade, festejados na Capelinha, Cova Gala

O Agostinho, o covagalense da Outra Margem, deu-nos o prazer de um convite  para festejarmos os seus 58 anos, batidos contra ventos e marés, com a presença do Sr. Alex Campos, Aldeia Olímpica, e o sobrinho e fotógrafo profissional Pedro Cruz.. A frase vinculada a Napoleão, que os homens se prendiam pelo estômago, sem outro motivo que não fosse encher a pança, ficou reduzida á insignificância, pois neste convívio o que mais se salientou, foi o gosto da amizade e de encontros que se vão realizando de tempos a tempos.Uma das fotografias, teve o toque do Pedro, o tal "puto", que deixou de o ser.Ao Agostinho, aquele abraço de hoje e do futuro, e que eu esteja presente no aniversário dos seus 71 anos de idade.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Vilas do Concelho de Montemor-o-velho.




No próximo sábado,em Montemor-o-Velho, na Galeria Municipal, pelas16h30, vai ser apresentado o Calendário de 2012, Memória e Território e inaugurada uma Exposição fotográfica de Montemor a preto e branco.Contará com a actuação do Cancioneiro da Lacam. A Igreja da Misericórdia e o Convento das Carmelitas, nas imagens pertencem à Vila de Tentúgal, foral que lhe foi concedido em 1108.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Venham daí umas migalhas para estes velhos.

Estas imagens retiradas do C.M. não me chocaram pelo natural envelhecimento dos nossos respeitados idosos.O que me magoa e me revolta de todo, é perceber hoje esta democracia liderada por monstros da hipocrisia social, que permitiram a escalada das diferenças entre ricos e pobres, continuem a passear a sua inocência, fornicando sempre quem menos tem.
Compreendo que existem algumas desigualdades, algumas delas provocadas por menos ambição no trabalho, boémios e desorganizados familiarmente, Mas esta imagem no lar, são decerto pessoas que trabalharam uma vida e que descontaram para a Segurança Social, sabe-se lá com que sacrifícios, e foram sempre nesta democracia, a democracia dos vigários, olhados como parentes pobres de uma revolução que não devia permitir esta ofenda miserável de um aumento, 7 euros. E sem pretender ofender os que pensam o melhor da sua natureza , o que nasce do verdadeiro sentimento do irmão para irmão, peço-vos desculpas de copiar uma frase que brota no meu sentir, ou seja. PUTA QUE OS PARIU.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Mao Tsé Tung, um ditador que matou pessoas e animais

Vamos lá ver se me entendem. Fui na inocência dos meus 15-20 anos , cheios de verdura e musgo das terras de Montemor, simpatizante do poeta, filósofo e visionário Tsé Tung. Possuía uma foto que ilustrava a sua real simplicidade de vida , numa cama de ferro, tal e qual igual aquelas que eu conhecia no meu lugar do Casal Novo do Rio, e que tinha na minha humilde casa; talvez por isso, eu achava que estava ali o salvador da Pátria, isto é , com Tsé Tung, a pobreza e a miséria iam desaparecer da face da terra, mas depois a maluqueira passou, tal como aconteceu ao Sr.Barroso, e tantos outros políticos que fizeram carreira e fortuna na chafurdice da política.A minha carreira,Benza-.Deus, foi a cortar  cabelos a mulheres e a homens  Cheguei a interessar-me em conhecer a sua vida politica e social na China, lendo alguns dados da sua revolução,que dizem os historiadores mandou matar os do contra, aos milhares , mas também transformou algo de bom para o povo, nessa distante época. Os que não se safaram da morte foram os cães Shar rpeis, que o ditador considerava de luxo, por isso foi uma razia total, vejam só a chinesice do Sr. Mao Tsé Tung, quando eu julgava que estava ali um ser humano fora de série, amigo do povo e dos cães, mas não foi assim, ordem para matar porque o cheiro do sangue dá prazer a estes doidos varridos. O número de pobres chineses que morreram ás mãos do ditador que não lavava os dentes nem tomava banho, e que dormia com várias jovens na mesma cama, é enorme. Também muitos cães, como este animal que vêem na foto, que é de um afecto familiar, que me comove, pois sendo da minha filha Clara e do Gabriel, o animal também me inclui na sua simpatia e atenção. Gosto do animal , no limite de como se pode respeitar os animais, mas esta raça não merecia a sorte que teve com o parvo do Mao, já para não falar nas pessoas, pois isso é outra vergonhosa história, que a história ainda recorda.Mas o que me levou a estas recordações , foi ter visitado o conceituado blogue, Aldeia Olímpica, do Sr. Alex Campos. Vão lá e leiam com atenção, pois a história, nas brumas da memória, dá para saber que os políticos dessa época, talvez com receio dos ventos frios  da Rússia ,reuniram-se todos á volta das comemorações , ou não fosse, a Associação de Amizade Portugal China, um secreto desejo com estratégias pelo meio e da suas carreiras no Estado, que vieram a dar-lhes os melhores resultados pessoais, enquanto que o povo está aí a receber sete euros de aumento nas suas pensões .A mim ninguém me cala, como diz o poeta de Águeda, mas tenho que arranjar alguém, ou eu já percebi? Os motivos de tanta amizade com a China em 1976, pois com os comunistas russos, de lá e de cá, iam á vida e poderiam ter feito uma viagem à Sibéria, e foi pena que muitos deles não tivessem tiritado de frio, para saberem o que o povo sofre com a sua , deles, falta de escrúpulos sociais.

1749-1832 Goethe, uma vida e um legado para a humanidade.

Escritor e pensador alemão, GOETHE, li pouco mas o suficiente para o trazer com a sua mensagem, pois o grande mestre não foi só de" tretas".Na vida colocou em prática o seu saber, com uma história riquíssima, e se quis algo, melhor o construiu. O seu exemplo pode servir para retirar as nossas conclusões - a partir de agora no novo ano, vou melhorar a qualidade do querer e fazer a seguir...

domingo, 1 de janeiro de 2012

Música nova do Fausto

Esta manhã em Buarcos.

O mar com frio ou sem ele, é sempre o encanto para muita gente. Também eu sinto a tranquilidade imensa, mesmo com o frio deste primeiro domingo de 2012.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Boas entradas caros amigos .

JOAQUIM PINTO - PINTO'S CABELEIREIROS

JOAQUIM PINTO - PINTO'S CABELEIREIROS

Vim agradecer-lhe o que tem feito com este trabalho do museu, ao qual todos os colegas deviam estar muito gratos. Este museu representa a nossa história profissional. o passado que só nos anima a ter consciência de onde vimos e onde estamos e por enquanto.São estes projectos que fazem a nossa capacidade mental de compreender a modesta passagem pela vida, deixando a nossa, digo sua, mensagem. Creia no meu abraço fraterno de colega e do colega colectivo que olha para o colega como olha para si mesmo

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Esta noticia não pode ser verdadeira!

Foi a primeira vez que comprei o jornal i, ou lá o que é. Os jornais fazem nos titulos a chamada de atenção para que o leitor vá na compra do dito, e foi isso que me aconteceu hoje ao ler que os velhos e
deficientes , vão levar com  a" tabua no rabo",nesta nova reforma do arendamento Não acredito nesta noticia cruel e desumana, não pode ser verdadeira, porque nem o ditador Salazar fazia uma lei destas, porque se assim for, puta que pariu isto, como costuma dizer o Sr.Alex Campos

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Oportunidade unica em Alcaçova, na passagem do ano .

Com abertura das festividades ás 20.30h, e só vão terminar quando o sol surgir por Terras de Montemor, vá com a familia ou amigos a Alcaçova, e junte-se aos cento e trinta foliões já inscritos
para a grande noite da passagem do ano.Jantar e muita animação por apenas 45 euros , pode ainda
informar-se se tem entrada e uma cadeira para si. 963678852--963678825. Nestes contactos terá a resposta do sim ou do não.

Cova Gala recorda as festas a poucos dias do seu fim.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O Castelo de Montemor-o-Velho visto do ar...

...e também um aspeto da vila!

Não tenho o complexo do anti-comunismo, tenho sim o sentido da vida e o respeito por ela.

Quem acreditou nos ideais de Abril e da sua esperada justiça social, não pode estar feliz com os assaltos que se concretizaram aos seus valores, desde a tanga de Barroso, á falência de muitos políticos que pareciam  responsáveis.Deixaram o povo na merda, pisaram por completo os nobres valores da democracia, esmagando os mais fracos da sociedade, roubando-os descaradamente, como aconteceu com os subsídios, enquanto o regimento se banqueteou nos melhores locais sem indigestões! A solidariedade social só pode ter justiça se for para todos e sobretudo para os menos protegidos da sociedade.
E se hoje falo outra vez de comunismo, de Cuba, e da pulhice de lá, dos barbeiros, carpinteiros, relojoeiros, fotógrafos, eletricistas e amoladores, qeu só agora ganharam direitos, é só para mostrar uma paralelo entre o povo que trabalha por meia dúzia de pesos, e o outro que trabalha por euros. Estão ambos  lixados por bestas sem nome, e que em nome do povo, o esmagam na sua dignidade social e humana. Em Cuba estas  modestas profissões tinham a pata do Estado em cima, reduzindo á pobreza estes trabalhadores da tesoura e pente, agora obrigados a pagar ao governo os custos do espaço.São dois estados sociais opostos, pois são, mas não me parece que os abutres do sistema tenham muita diferença. Em ambos os casos está o homem da rua , sem poder de compra ,restrito a salários de compensação por um qualquer trabalho.Existe uma democracia em Portugal com o dever de partilhar e promover a aproximação à igualdade nos direitos e deveres , mas o resultado também não é melhor.O que temos aí é a glorificação do poder económico, esbanjamento, e irresponsabilidades, porque os abutres são assim...espreitam, esperam que morram, comem, e depois voam para o seu poiso.
Afinal por cá e por lá, Cuba , a mesma tragédia dos mais fracos,em Cuba só agora há liberdade de gerir a sua barbearia, a sua carpintaria , a sua relojoaria, e vejam bem até os amoladores!Eu aos 15 anos já geria a minha barbearia, no Casal Novo do Rio, e não pagava impostos. Ganhava que chegasse para pagar a mercearia à minha mãe Oliva, viúva e sem subsídios de nada e era livre de viver e caminhar nos meus sonhos que se realizaram ao longo da minha vida.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O sorriso da D.Rita

O meu primeiro emprego numa barbearia foi em Buarcos, por volta dos meus 15 anos de idade, rigorosamente em 1955.
A minha patroa dessa época chamava-se Rita de Jesus Reitor e possuía com o Álvaro seu marido, uma barbearia que era frequentada pelos pescadores da Vila e também pelos mineiros do Cabo Mondego. Ainda lá está o prédio agora em ruínas em frente à estátua da Varina.
Cheguei à papelaria Costa no largo do carvão, vindo de Montemor com a minha mala de papelão, onde fui recebido pela D. Rita ( que era empregada nessa papelaria) que com um largo sorriso (que manteve durante a sua vida de mais de 80 anos) me disse que nos iríamos dar bem. E assim aconteceu durante o tempo que trabalhei na sua barbearia, e posteriormente até ao seu falecimento em 27-7-2010.
Eu segui o meu percurso procurando o que me parecia melhor, e estive em outras casas. Na Figueira da Foz fui para a barbearia do Manelzinho, alcunhado de Manelzinho do arroz, que nessa época era frequentada também pelos figueirenses de prestígio, nomeadamente Dr.Tomé, Augusto Silva do Grande Hotel e Piscina,e outros que sempre recordo. O senhor Augusto Silva dava-me boleia no seu Citroen boca-de-sapo para ir ver o Académica-Benfica em Coimbra, assim como o jovem Soto Maior grande ginazista, e também cliente. Dizia-se que tinha fortuna, viajou para o Brasil e ao que parece dissipou esse património (francamente não sei).
Entre os colegas lembro o amigo João Medina, que além de barbeiro também era actor no Teatro de Tavarede.
Mas hoje, o que quis recordar em especial, foi a D. Rita, e a sua estima que nunca se alterou ao longo dos anos, e foram muitos. Eu fui para Lisboa, depois para Braga e voltei para a Figueira em 1978, e também a D. Rita e o marido tinham regressado de África onde tinham vivido alguns anos, mas a descolonisação colocou-lhes a legenda de retornados. Reencontrámo-nos, e reatámos a amizade que só o espaço tinha interrompido. Passei a encontrar-me com o Álvaro todos os Domingos de manhã para um café, até a fatalidade lhe ter batido à porta com uma doença incurável que o vitimou em 2003. Conhecendo bem a verdade, um dia bateu-me no ombro e disse "sei que vai continuar amigo da Rita". Já não sei o que respondi naquele momento, mas sei que ele podia ter a certeza da minha amizade e da minha mulher que passou a considerá-la muito. Algumas vezes a levámos a passear, ela era uma óptima conversadora, para nós era um prazer a sua companhia. Todos somos mortais e actualmente já não está entre nós, só a recordação permanece.


Um dias destes,numa manhã de sol radioso fui ver o mar a Buarcos. Ele batia numa cadência lenta de encontro às rochas. Lembrei-me do Álvaro, lembrei-me da D. Rita, o cemitério estava ali perto, caminhei resoluto e "fui visitá-la". Uma jarra quase tapava a sua fotografia,afastei-a e detive-me a observar o seu sorriso, o tal sorriso que eu guardei e nunca esqueci. Não sou perfeito em orações, mas o meu pensamento elevou-se numa prece simples, e uma lágrima teimosa deslisou. No entanto daí a pouco senti-me calmo, e regressei a casa. Ainda via a D. Rita sorrindo, numa plenitude de tranquilidade e paz, que me envolvia também.

Passeio por Montemor

O Gabriel contiua a viajar pela terra dos avós, em Montemor-o-Velho A primeira foto, uma réplica da barcaça que era usada para fazer a travessia do rio. Depois as muralhas do Castelo. Na terceira foto, á entrada do Castelo, o Gabriel está com a Maria, mulher simples de Montemor-o- Velho. Disse-nos que é sobrinha da esposa de Cavaco, o que é do domínio público. A Sra. Cavaco Silva foi adotada em menina e nunca mais voltou a Montemor, mas a Maria lá sabe o que diz sobre esta circunstância.



segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Presépios em Montemor-o-Velho e na Tocha


O Coreto de Montemor

No castelo

Na Tocha


Visita ao Castelo de Montemor-o-Velho. Os avós Olimpio e Dilia viveram um dia para recordar e mostraram ao seu neto Gabriel, onde nasceram e cresceram.Depois, tempo para visitar o Presépio de Montemor-o-Velho, com figuras móveis, e este na Tocha, à escala humana, encantaram o Gabriel.