quinta-feira, 3 de julho de 2014

Por favor demita-se Tó Samuel.

Vão” lixar-se sem ofenda” se julgam que venho á procura de protagonismo, ou se politicamente, me move algum sentimento partidário, com o intuito de um tachinho na Junta de freguesia de S.. Pedro
para me acomodar nas mordomias da politica ( suja e porca ) cujo ódio está no cume do egoismo e da sua desumanização.
Tão simples como aquele individuo que detesta cobardias, porque no meu juízo e preocupação não está no homem  politico, tenho necessidade por amor á minha transparência e á amizade que nunca deixarei de a ter para o amigo de 30 anos, pedir ao To Samuel que se demita da presidência da Junta de freguesia da Vila de São Pedro, procurando aí o perdido estatuto do cidadão impoluto que voltará assumir-se na sua comunidade.
Os jornais de ontem faziam do Tó Samuel a figura principal de um caso terrível para um homem de bem como ele é, no pior cenário que um individuo pode suportar, esgotando-se os jornais nos quiosques, não para salvar o homem da humilhação, mas para o crucificar na praça publica, não para o ajudar a levantar-se de uma queda brutal na sua dignidade e seriedade, que se tivesse sido colocada( como sempre esteve  na sua comunidade) ao serviço do bem comum, o Tó Samuel, teria conquistado as continuadas montanhas de respeito dos seus conterrâneos. Assim não deu e só tem uma saída, por favor demita-se meu caro e sempre estimado Tó Samuel..
A manhã vai rompendo no horizonte não tarda nada que não esteja em contacto com toda a especie de comentários sobre a sua chocante atitude e os amigos são aqueles que gostam de ver os amigos bem de saúde respeitados e o momento que passa não é fácil para si e para os seus verdadeiros companheiros, por isso  não vamos virar-lhe as costas, decerto como eu, pedem que volte á vida com o mesmo caracter de antigamente, leal , frontal, fraterno, que fazem os homens de uma só cara, porque a mais na tal desumanização da politica, sem que deixe de reconhecer que a sua brincadeira com o fogo, foi um" incêndio de imensas labaredas."

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Recordamos o anti-fascista, Joaquim Namorado, filiado no partido comunista português.

SOB AS MORDAÇAS
CALAM_SE AS PALAVRAS
MAS NINGUEM CALA O
PENSAMENTO.

MEU NOME NÃO INTERESSA
SOU APENAS UM HOMEM.

Joaquim Namorado veio para Coimbra em 1929. Trouxe do seu Alentejo natal o sentimento de que uma profunda injustiça marcada na  vida dos homens.
Aproximou-se dp Partido Comunista Português, ganho pelo sentimento da fraterna camaradagem, ao contactar homens como José Gregório, ou Militão que lhe indica um sentido e um destino para a vida.
E, irá lembrá-lo mais tarde, na manhã de Outubro em que recebeu a medalha de ouro da cidade, em Coimbra.
Ficará a vender lições como quem vende tremoços, obrigado a professor particular, longe de escolas e Instituições, á maneira do seu amigo Afonso Duarte.

Do livro prémio Joaquim Namorado.

É por estas palavras e por outras que admiro e respeito este Papa Francisco, Da Ana Machado, com amizade.

GostoGosto ·  · 

Vá lá um homem entender...Por cá é um desnorte a divulgação dos crimes, só falta mostrarem o sangue.. Não sei onde está o razoável



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Violação é notícia em Cuba pela primeira vez em 50 anos

Publicado em 2014-06-30

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Pela primeira vez em meio século, a Imprensa cubana noticiou uma detenção, de um presumível violador, quando os assuntos de segurança e criminalidade eram habitualmente omitidos pelos meios de comunicação, todos controlados pelo Estado.
O semanário "Trabajadores", o sítio oficial na internet Cubadebate e a rádio cubana anunciaram a detenção de um jovem cubano, com 23 anos, empregado de restaurante, acusado de três agressões sexuais contra mulheres, em Santa Clara, a 250 quilómetros a leste de Havana.
O jovem "aproveitou-se da vulnerabilidade das suas vítimas, mulheres que iam para o seu trabalho ou dele regressavam, para, sob a ameaça de uma faca, as violar", indicou o delegado do Ministério do Interior no local à imprensa.
Durante décadas, a Imprensa cubana absteve-se de publicar informações sobre a criminalidade, mas nas últimas semanas foram noticiados pelo menos dois homicídios.
FICHA DE PAÍS

Já posso levar o meu neto a roubar e a traficar droga !!!


Se não tenho idade para educar filhos jovens, um netinho  entre os 12 -13 anos, sempre se arranja para um assalto na calada da noite!!!
Pai ou avô, os legisladores já perceberam que os crimes compensam para os ladrões, se no quadro do código penal, ladrão que leva o seu filho para roubar e no caso de ter a fatalidade de ser abatido por um tiro do agente da autoridade, ainda recebe uns milhares de euros pelo gesto heróico ao instruir o seu filho na ladroagem.
Longe de mim insinuar, ( menos sentimentos,) no sofrimento de uma família que perde um filho nesta tragedia de assaltos, mas o pai que se aventurou no roubo com um filho de 13 anos, que acabou por morrer com o tiro do agente, provando-se nas investigações que a intenção era imobilizar a viatura, acabou por cair~lhe em cima toda a responsabilidade, numa história triste da nossa justiça, sem atenuantes para quem nos protege dos constantes assaltos e crimes de toda a natureza.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Martelinhos de São João 2014

Primeiro lugar, martelinhos do S. João do Porto, veio para a Figueira da Foz.


Festejamos com agrado este interessante prémio da nossa filha Isabel fernandes,
na terceira edição do concurso da Fundação da Juventude, Porto.







"Primeiro lugar, Categoria 3D, na 3ª edição do Concurso da Fundação da Juventude, Porto. Trabalho realizado em quilling (filigrana de papel). Na sua construção foram cortadas, enroladas e coladas cerca de 650 fitas de papel. O martelo incorpora os símbolos do São João - manjericos, um fogareiro com sardinhas a assar, o alho porro, um pequeno martelo e um balão, além do santo popular. As cores dominantes são verde-manjerico e azul-douro por razões óbvias! Escolhi esta técnica porque queria obter um produto final popular. O martelo remete claramente para as decorações sanjoaninas, muitas delas feitas em papel, e ainda para o floreado do ferro que adorna tantas varandas e portas da cidade do Porto, sem esquecer, também que a filigrana (mas em metais nobres) é uma arte tradicional no norte do país. Uma semana de trabalho, que incluiu aprendizagem, desenho e finalização."



O seu a seu dono...Estes penteados não são da autoria do meu colega Fernando Nunes ,Porto,Foram trabalhados no festival da Figueira da Foz, por outros nossos colegas, as minhas desculpas pelo engano.


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Joaquim Namorado. 100 anos.Recordados na Biblioteca Municipal, da Figueira da Foz.

Antônio  Augusto Menano,( ladeado por Antônio Tavares,Pelouro da Cultura, da Câmara da Figueira da Foz,) traçou o perfil do homem generoso, escritor anti-fascista, perseguido pelo regime, envolvendo a sua figura integra, numa época difícil do pensamento livre, numa fácil compreensão do que foi a personalidade do escritor.Joaquim Namorado
Recordou-o com a leveza dos que tratam com nobreza os espíritos superiores, por vezes com a hilariedade que contagiou a sala," rindo-se" em homenagem ao escritor,muito teimoso, disse. Filiado no partido comunista, numa altura em que só o faziam os homens que acreditavam.nas suas convições sociais e politicas e que não tinham medo das prisões, conhecendo-as na sua humilhação..
Escutado com prazer porque estes homens não morrem nunca,porque nos deixaram exemplos de solidariedade, recordados volvidos os 100 anos do seu nascimento, lembrou também que da sua passagem como vereador do município figueirense, foi votada uma proposta por unanimidade, para que o nome de Joaquim Namorado, fosse perpetuado numa praça da Figueira, o que nunca aconteceu e já lá vão 7 anos,
acentuou...
António Tavares, prometeu repor a justiça da homenagem, não naquela praça indicada na proposta, já que outro homenageado, foi lá colocado!!!
Teresa Namorado, filha de Joaquim Namorado, agradeceu a homenagem a seu paí, focando a necessidade
de que o espólio fosse organizado e concentrado apenas num local.

domingo, 29 de junho de 2014

Leiam, leiam já. Da Marcha do Vapor, com abraço para o Rogério.


A NAUSEA

Conhecem aquele tipo de beatas ou ratas de sacristia, essas matronas que se apoderam das igrejas católicas, mudam as dálias do altar, barricam o acesso aos padres e lhes engomam os paramentos em êxtases ambíguos, destratando os humildes e adiantando-se nas naves para serem as primeiras a comungar, de olhos em alvo e estendendo, papudas, as mãos à hóstia? Essas, precisamente! E sabem por que motivo me enervam mais do que qualquer pecador cristão? É simples: porque não pecam na casa delas, mas na de Jesus.
 
 
Ora bem. É seguindo a mesma lógica que certos socialistas me revoltam mais do que qualquer burguesia exploradora, pelas mentiras, falcatruas e conspiratas que fazem, servindo-se dos clichês humanistas para depois se borrifarem nos pobres, aburguesando-se num crescendo assustador e apoderando-se, um a um, de todos os confortos dos ricos ou do que entendem por «alta sociedade»: o carrito de luxo, a casita com piscina, a contita na Suiça - tudo ambições humanas, mas anãs.
Ao contrário, a Direita, sendo egoísta, comodista, diletante, individualista - tudo o que quiserem, reconheço - ao menos não mistifica as suas prioridades!
Em suma: não há partidos, há pessoas, e a ambição é comum às duas margens, já o sabemos. Mas a de alguns socialistas é tão execravelmente hipócrita que acaba por enojar quem, como eu, neta de salazaristas, foi tão pronto a entender a bênção da democracia que chegou a dar-lhes, penitente e escrupuloso, o benefício da dúvida.
O exemplo começou com o mais emblemático dos paladinos da liberdade e da justiça: El Rei Dom Mário Soares e os seus sucessivos citroëns de luxo, personalizados como um monograma, os tailleurs Chanel da Maria Barroso, talhados no Ayer, e as suas casinhas na cidade, serra e praia, para se aquecerem ou refrescarem consoante as estações do ano - e, finalmente, até uma Fundação para se distraírem na reforma; décadas depois, a coisa refinou: temos o Sócrates a vestir-se por estilistas da Rodeo Drive de Los Angeles, a ministrada anti-fascista a rolar em séries 5, e os quadros estratégicos das empresas públicas a ganharem salários que nem os banqueiros ganham - mete nojo!
(Atenção: escreve-vos a sobrinha de um Director Geral do Turismo *, casado e com cinco filhos, de rendimento modestíssimo, que, em Abril de 74, foi enjaulado em Caxias como um vulgar delinquente por alegado crime de peculato, por gastar - segundo a grelha da (in)Justiça Revolucionária - «demasiada água do Luso»! Miseráveis: não lhe arranjaram mais nada! E agora digam-me: visitar um tio na prisão por servir garrafas de água, nas funções representativas que ocupava, e ter de encará-lo atrás das grades prostrado pela desonra, para agora ver esta maltosa arrivista em lugares-chave, alguns deles profundamente desconhecedores de maneiras ou protocolo, a jantarem no Eleven e a regarem-se a Chivas?)
 
 Palavra de honra: antes os políticos comunistas e bloquistas – autistas no seu radicalismo anacrónico e obviamente perigosos num cenário de poder – mas, apesar de tudo, com outra face, outra decência, outra coerência doutrinária!
 
 E digo-vos mais: nem deveria ser gente como eu, apenas crítica ou sangrando sobre os escombros de uma pátria pilhada e demolida, a revoltar-se, mas os próprios socialistas, honestos e convictos da consistência da sua ideologia, a demarcarem-se, exigindo o afastamento de quem tão gravemente os embaraça, compromete e, por associação, os arrasta para este lodo de troça e de descrédito!

E só digo mais isto: coitados dos militares de Abril, analfabetos, que alinharam: foram usados! Cravos, sim, mas foi para lhes pregarem as mãos!

Natureza, praias, sol, um património invejavél em Portugal.

Quando viajam lá por fora e chegam a Portugal, e tudo lhes mete nojo, fico danado com a prosápia, se temos verdadeiros tesouros da natureza, da gastronomia, os costumes do nosso povo, por favor não me lixem o juízo!
Hoje no C.M. uma reportagem que devia ser divulgada no estrangeiro.
De norte a sul, ao longo de 943 quilômetros  de costa, a reportagem encontrou recantos ainda não muito explorados num país que vive do turismo e do apelo que a praia exerce no verão, acentua a interessante
e oportuna reportagem.
Mais de vinte belos recantos da natureza, a indicação dos restaurantes e das estradas que nos podem conduzir até a estas maravilhas que são nossas do Minho ao Algarve.

Missa de S.Pedro, na praia de Buarcos.

Quer aceites ou não a mensagem, vai ter contigo, inclusive, na praia...porque é sempre bom escutar as palavras do bem, desde que na prática sejam o teu e o meu exemplo.

O silêncio da madrugada e a sua frescura fazem-me bem.

Desde os meus tempos antigos de Montemor (1953) os barbeiros trabalhavam até ás duas da manhã, cortando barbas e cabelos, aos meus conterrâneos, trabalhadores rurais, que regressavam já de noite dos campos do Mondego. Depois de tratar dos animais, é que surgiam nas barbearias na Praça da Republica, onde 5 lojas, os atendiam para receberem no fim do ano, alqueires de milho e feijão, ou então dez tostões por uma barba, se cabelo fosse, vinte e cinco tostões.
Qualquer comparação da profissão do barbeiro da atualidade, com esses tempos. é pura ficção, quase diria que presentemente não temos desemprego neste sector de cabeleireiros de homens e se os meus jovens colegas quiserem trabalhar pelas Vilas. e aldeias, tem o futuro garantido.
Os meus sábados de hoje são diferentes.tenho uma ou duas horas para almoçar,( quando quero encerro ás 13h. uma conquista dos tempos modernos ) com um ou outro amigo, para falar-mos de coisas que nos animam ou pelo contrário de outras que nos arrastam para tristezas imensas e inacreditáveis realidades. Falamos nuito da situação do país, recordamos as pessoas conhecidas e outras que já partiram, somos uns contestatários a favor do bem comum, denunciando as chupadeiras que arruinaram o país. Há!!! falamos de Fidel e de Che, mas aqui ninguém se entende, mas ficamos sempre com vontade de novas reuniões e novas conversas de amizade.
Este sábado não teve os sonhos de antigamente! Teve  dor com noticias que ainda por aqui remoem nesta madrugada silenciosa .percorrendo a varanda e recebendo a sua frescura.. Pretende iludir-me a madrugada, ao trazer consigo o seu silencio que me anima, entretanto...

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sábado, 28 de junho de 2014

De madrugada se "rouba" em silêncio na Outra Margem.

Papa Francisco, um dia destes vai de chofre.

Repentinamente o crime pode surgir a um homem de fé e do bem comum. Sem receio que o liquidem, com um tiraço, fará da sua coragem que o mundo  sofra de espanto, porque a Igreja Católica, nunca teve na sua voz e na  verdade do Evangelho, um cristão desta natureza, frontal e divino, porque acredita num CRISTO.VIVO.
Felizmente, em Portugal, não temos  os crimes organizados da Cosa Nostra, a máfia italiana que mata a propria família. O papa Francisco , ao viajar pelo sul de Itália,  denunciou os crimes sangrentos da máfia excomungando-a de viva voz, sujeitando-se a riscos da propria vida, face ás duras palavras contra os mafiosos.
Em Portugal, a Igreja Católica, apesar das excelentes obras sociais e de muitos bons cristãos, continua caladinha com as nossas máfiazinhas, que pervertem regras e continuam a prejudicar os mais fracos economicamente, tem agora o exemplo do papa Francisco, para se libertar em função do bem comum e da justa solidariedade ao próximo, em vez das hóstias proporcionadas a consciências adormecidas e instaladas na soberba, por obra e graça do SENHOR, que os conhece de ginjeira.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Viajei no tempo e recordei colegas

Devo muito aos meus colegas o pouco que aprendi na profissão, pois sempre  admiti que a evolução se deve alimentar nos contatos e nas formações da classe, sem as raivinhas e invejas, mordendo a arte e a sua criatividade, minando-a com alguma ignorância, se por aqui tambem passa alguma liberdade de sermos uteis no colectivo da nossa profissão.
Sempre ajuizei que é no espaço dos nossos salões, que devemos vencer pela dedicação, o todo do serviço prestado, partindo daí para a disponibilidade dos contatos e da cordialidade entre os colegas, nem sempre fácil, porque alguns caminharam e ainda o fazem nos seus percursos com a fantasia dos reis que vão despojados de bens essenciais, o respeito por si e pelos outros no espaço profissional.
Não estou arrependido de ter sido um”pinga amor na profissão "de ter levado com a porta na cara, como aconteceu no ultimo festival da Figueira da Foz, mas o que ficou foi o grande exito da nossa classe, vindos do Minho ao Algarve, enquanto os meus colegas da Figueira,( felizmente para eles) já sabem tudo e projectaram o estatuto da indiferença que nunca me alimentou sobrancerias.
Tenho dado e sem retorno a minha disponibilidade pela profissão, garantindo-vos que o Festival da Figueira, não morrerá nos próximos anos, mas  não me peçam para promover as roupagens dos trezentos e as figurações só para comover o olho, porque este sentimento pelas causas não se compram, continuam a nascer por dentro dos que são felizes com elas.
Sem lisonja e a medriçe  da hipocrisia, recordei hoje o Fernando e o Joaquim, entre tantos outros espalhados pelo país, que de vez em quando ao tocar o telemóvel, fico a pensar o que fiz eu para merecer estas mensagens de amizade

Peças do museu do meu colega J.P. Recordam-se delas nas barbearias?

Mudam-se os tempos e mudam-se os utensílios nos cabeleireiros de homens.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Fernando Nunes, um colega e um artista do Porto, com os seus trabalhos.

Foto

Centenário de Joaquim Namorado, com a devida vénia da OUTRA MARGEM.



Difícil é arranjar bons fascistas!

Acompanhei o Leandro á sua ultima morada no cemitério de Montemor-o-Velho, sem  me ter explicado o que pretendia dizer com aquela máxima do fascismo, entre outras insinuações do trabalhador rural.
Nasceu na Carapinheira, uma das 14 freguesias de Montemor. Ainda rapaz, veio para o meu lugar do Casal Novo do Rio, trabalhando com o estatuto de moço, para todo o serviço na agricultura. Assim se fez homem e acabou por constituir família, radicando-se no lugar que foi dele e com a  rudeza da sua palavrosa autoridade.
Percebia-se que ao falarmos com o Leandro, tudo se misturava em cólera e um saber que alardeava, inútil. Manifestava-se altivo e sábio de todas as ideias mas no lugar os que falavam mais alto, tinham a ilusão de possuir a razão justa nas conversas de ocasião e o Leandro, fazia escola nesse sentido.
O Leandro tinha o vicio da bebida e logo pela manhã, na taberna do Ti João, o seu pequeno almoço, satisfazia-se com um ou dois copos de cachaça.
Não sei se alguma vez se preocupou em saber o sentido do termo ateísta, mas a verdade é que não tinha papas na língua, sobre o Santuário de Fátima, fazendo palestras destruidoras e gratuitas  sobre a Cova da Iria. Então os padres, nem o padre Américo escapava na sua desmedida opinião, mas o Leandro, foi assim mesmo,"queimou tudo á sua volta".
Foi um bate fundo nos grandes mistérios. Para o Leandro não existiam duvidas nenhumas em nada o que dizia, muito menos aceitava o contraditório nas suas despojadas conversas, um herói  ter-se-á julgado no meio de tanta expressiva  ignorância e a liberdade de a manifestar..
Mas esta dos bons fascistas, fez escola   durante muito tempo. O Leandro detestava os políticos e os partidos, se incapaz de analizar os mecanismos da democracia, vociferava alto para quem o quisesse escutar..(.Difícil é arranjar bons fascistas.)´Dizia ainda  que os fascistas eram diferentes , que deviam tomar conta do país, nunca tendo escondido a sua simpatia por Salazar.A pobre criatura que foi uma vitima daquela época, mas carregava com ele a cruel subserviencia de tudo saber e pouco compreender os  efeitos do fascismo.
Estávamos ainda distantes da nova vaga dos neoliberais neste país Se vivesse hoje o Leandro, estou certo que os citava como fascistazinhos, mas partiu sem me explicar os seus princípios e regras, destas correntes de pensamento, porque pensava curto e na esperança que surgissem os bons fascistas. Paz á sua alma

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Mensagem

Do meu colega Fernando Nunes, Porto, de onde foi retirada esta bela e constante mensagem de todas as crianças.

Monumentos com histórias de vidas.

Claro que ao chegar á Vila de São Pedro, o mar não era para mim desconhecido, mas o que desconhecia, era a vida dos homens do mar, os que ganharam o sustento nele e que continuam vencendo ventos e mares, mar dentro e sem ter fim, contando-me cenas por mim desconhecidas.
Hoje em Buarcos, sentei-me em frente desta simbologia.Olhei-a e pensei nestes valentes pescadores que agora conheço melhor os seus sacrificios.

terça-feira, 24 de junho de 2014

O mercado e a cidade, um vídeo a não perder.

Se visitar o blog Cova Gala...Entre o Rio e o Mar, decerto que vai sensibilizar-se com a magnifica promoção-imagens do mercado e da cidade da Figueira da Foz.
Um espaço muito critico ao que nos rodeia, ( não se sabe quem é o seu autor) mas valoriza o belo que temos por cá e o mercado da cidade é hoje o orgulho dos que amam a sua cidade, porque nem tudo é por enquanto"terra queimada".

Alegrai-vos portugueses, nem só de futebol vivemos.


Pois claro...Sr Paulo Bento, o país precisa de exemplos.

Se os políticos trafulhas, que arruinaram o país, tivessem a sua dignidade, outra ética teríamos aplaudido ao logo desta triste história de um país governado por criminosos. Caso venha a  pedir a sua demissão do cargo de selecionador nacional, assume o caracter do que deve ser feito, depois de um fracasso, que  se percebe na distancia de uns dias.
Somos um povo que acredita em milagres, ( uma especie de sonho e esperança ) muito próximo da nossa ingenuidade, mas a situação não deixa margem para preces esfarrapadas, num país em que o futebol, ultrapassa o limite de um jogo entre 22 profissionais, pagos a peso de ouro. Entendo por isso que na quinta feira, logo sobre a derrocada, diga ao país, que ainda temos portugueses de coragem e dignidade, ao demitir-se do seu cargo e assuma as suas culpas se as tiver. Não sei se foi verdade ou sonhei o que aconteceu com uma representação africana, que depois de um fracasso desportivo, ao chegar ao país de origem, foram todos presos!!! Não é caso para tanto, mas a meu ver quem não justifcar as mordomias e privilégios, uma afronta ao salario minimo nacional, deve fazer o mesmo do seu exemplo.
Há...Outra preocupação lhe manifesto Sr Paulo Bento,( no meio de fortunas imensas,)
e sem me arvorar num parvo moralista, apenas e só no respeito que devo á minha cidadania , juntamente com a dos mais. Faz doer as filas de portugueses que caminham com as marmitas em direção ás Instituições, os milhares que abalaram, os ladrões que nos arruinaram, daí que o fracasso do seu projecto, comparado com aqueles problemas, é uma gota de água no mondego.

domingo, 22 de junho de 2014

Recordam-se destes " mágicos" ? Encontrei e trouxe do blog Arrozcatum. Quem nos dera, tê-los hoje na nossa Seleção...

Anónimos prestam-se a cobardias, em fim de tarde com trovoada.


Eu sei que o título tem uma grande carga provocatória e quanto á  intenção do insulto  é terapêutico, assumindo a necessidade de o fazer  para o perceberem numa pretensiosa base pedagógica É certo é violento, se   preocupado com os que não são capazes de enfrentarem o que escrevem nas suas mensagens, injuriando a torto e a seu prazer. Talvez  se perceba que os fins , os meus fins, podem fazer que a pedrada  no charco, os limpe de  atitudes onde lhes falta argumentos, se entendermos que a modernidade comunicativa,  veio também com as suas chagas de impunidade, ou seja, os anónimos são reis e viajam na sua ilusão, aproveitando-se da boleia deste tempo em que os anónimatos são uma praga de insensibilidades e cobardia.
Teria outros métodos para abordar este tema das mensagens anónimas.Por exemplo; O silencioso desprezo, mas  vivo sempre na base do contraditório, porque me satisfaz a discussão das ideias e a evolução no debate das questões, quer singulares ou colectivas. Penso e tenho a certeza  que ninguém é proprietário de todas as razões e da liberdade do pensamento, cujo direito o reputo de sagrado, daí a  frontalidade do que escrevemos, são um pedaço de nós, valioso, que não deve justificar -se no desperdício das lixeiras das palavras e o sentimento delas.
È certo que no anónimato se evitam problemas. Os medrosos estão na sua praia, fazendo recordar a minha infância e as suas inocentes guerrilhas.(Quando passares à minha porta, sabes como te vão morder...) O momento de medo reduzia o que devia ser feito. Agora  já todos engolimos o pão que o diabo nos deu a comer e sabemos para onde vamos, essencialmente, neste importante pormenor de assumirmos as nossas opiniões e sem a cobardia e o medo de as manifestarmos  publicamente.
"Mete mais tabaco nessa merda". O ridículo dum  comentário anónimo. É por isso e por esta alma perdida no nevoeiro das mensagens, digno de cuidada compaixão, que ando por aqui pesaroso com a fatalidade  de ajudar um individuo obscuro, quem sabe se amigo de baco, pançudo de álcool, e que se engana a si próprio, o que  lamento. Serve o meu insulto terapêutico e que aproveite (aproveitem ) se eu não tenho vocação para mestre de cerimonias. Garantidamente, o que não tenho é vocação para anónimo e tudo o mais.

O povo vibrou, cantou, mostrou os seus costumes no Mercado da Figueira da Foz.

O capital é necessário para o desenvolvimento social, contribuindo para a melhoria das condições de vida dos que o trabalham, mas fazer do mercado um bloco de cimento, teria sido um desolador crime para aqueles que ontem mostraram a dezenas e dezenas de pessoas, a sua extraordinária força de iniciativa e amor pelas suas atividades.
Numa passagem de costumes das nossas gentes, em que se representou o leiteiro, a vendedora de todos os produtos da terra, a varina,o zelador do mercado, o antigo fotógrafo, só visto o que aconteceu numa noite das  nossas raízes populares, o  viver de um povo. Nunca o"bruta-montes de um cego e desumano capital" poderá destruir,  o mercado da Figueira da Foz, continuando a ser a nossa identidade, desenvolvida nos negócios familiares, que desapareceram na voragem desta desastrada economia em que só os grandes tem direito a organizar-se. O mercado da Figueira, a meu ver é uma bela lição de resistência aos glutões dos que
só sentem e dormem com o dinheiro, pois o que  vi ontem no mercado, tem muito mais para nos sensibilizar.
Uma noite bonita  e uma forte passagem de dignidade, para se repetir no próximo ano, porque o mercado é
garantidamente( juntando-se a tudo o que vimos)  um espaço turístico para a Figueira da Foz.
A jovem orquestra de Lavos, com as suas apropriadas musicas, a Marcha do Vapor, é sempre um momento alto em festas do gênero, animou um bonito projecto de animação.