quarta-feira, 30 de março de 2011

A Igreja e a voz dos humilhados.


Venho só separar o trigo do joio e recordar-vos que o povo tem as suas razões quando diz ”se não queres ser lobo não uses a sua pele”,uma metáfora que se justifica preventiva para aqueles que parecem e não são. Não sou maldizente quanto a exemplos de solidariedade e aproximação da Igreja ao seu rebanho, assumindo responsabilidades junto dos crentes ou não, e dos que têm fome de justiça, propondo-lhes a dignidade social e humana, escusando-se em tempos modernos de os atirar para as agruras do inferno. A Igreja tem voz e presença numa mensagem absoluta e nunca devia refugiar-se nas sacristias, como fizeram agora os bispos que vieram dizer que os portugueses deviam saber quanto custa a dívida pública, afirmando que a política sem ética é apenas teatro, perigoso, alternado entre a comédia e a tragédia. Fiquei sensibilizado por isto e pela coragem, fazendo lembrar D. António, o célebre bispo do Porto, que Salazar calou com o exílio e ajudado pelo amigo Cerejeira, porque Deus não criou o diabo, criou sim as pessoas que se tornaram diabos em trajos menores e estes bispos vieram trazer-me esperança com boas noticias, porque a Igreja sendo de todos, deve estar sempre ao lado dos humilhados.

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