quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Já não tenho esperança nos valores politicos e em melhores dias.

Venho de uma geração em que não havia dinheiro para nada, ou o suficiente para vivermos sem dívidas e penhoras, como hoje acontece com o Estado e as famílias. Faltaram as regras de orientação económicas de sucessivos governos que chutaram para a frente, gastando, gastando, sem se preocuparem  em disciplinar as contas correntes do Estado, inclusivé, do gamanço.
Venho de uma geração em que se solidificaram grandes caráteres, porque sabiam que ninguém dava nada , as próprias familias não tinham para dar e por isso mesmo conhecedoras da pobreza, só tinham o caminho do trabalho e da superação das dificuldades do dia a dia.
Venho de uma geração que não fazia carreira nos partidos políticos, apesar de, em democracia , os partidos serem a causa e o efeito, julgando eu que o novo sistema em liberdade  justificava por si o respeito que se deve aos mais desfavorecidos e com inteiras responsabilidades dos governos democráticos, mas volvidos tantos anos e desenganos , já não tenho tempo para esperar pela esperança de melhores dias!

Venho, (por fim) de uma geração que escutou de um ditador...Para Angola rapidamente e em força, e foi o que se viu na tragédia da guerra, mas este povo, que tem culpas no cartório, porque continua a acreditar nos Varas, Loureiros , um dia destes desperta de um pesadelo e assumirá as responsabilidades das suas convições, votando contra um sistema politico e económico que deixou o povo à deriva como no tempo do fascismo.

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