quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Esta madrugada choveu e senti o inverno por perto.

Com o tempo que já se foi e que se justifica com a minha idade, de tantas coisas boas e outras péssimas, sinto que finalmente conquistei a minha paz interior, manifestando-a em redor com os que comigo se comunicam, aceitando a complexidade das diferenças com os outros, mas nunca impondo essas diferenças ou animosidades com quem quer que seja, partindo do principio que ninguém, é igual a ninguém e que nos devemos respeitar mutuamente.
Não é por este estado de alma que eu tenha medo da morte, ou  sofra o complexo do arrependimento preparando-me para dar contas dos muitos pecados que cometi, nada disso, porque tenho esperança que a balança do juízo final, não faça batota comigo e que perante o peso de uma vida ,faça  justiça com a respectiva sentença.!
Ma a chuva caiu esta madrugada e eu assisti da minha janela ao amanhecer do dia, com os pássaros chilreando de árvore em árvore,despertando também para o dia que se abriu repentinamente. Senti neste belo silencio, que não tarda aí mais outro inverno para todos e para mim na agradável e grata Cova da Gala, como diz o nosso menino Gabriel.
Se a chuva caiu e me deu a noção que sou pouco de nada nesta natureza constante do anoitecer e amanhecer, sempre com mais um dia para viver, compreendi que tenho pressa de a usufruir com a minha mulher, as férias a partir de 15 de Setembro, (férias que muitos portugueses não podem viver) isto porque a natureza se encarrega de me dar um tempo para esta paz que sei aproveitar, enquanto a outra paz para sempre vive comigo também no anoitecer e amanhecer, esperando a sua vez para me acompanhar na quietude do silêncio  dos que partem antes de mim.
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