quinta-feira, 17 de março de 2011

Manuel Luis Pata, um Covense , com mérito.

Nasceu na Cova Gala, estudou na Escola Industrial da Figueira da Foz, depois trabalhou nos Estaleiros Navais do Mondego. Ainda jovem e como ajudante de motorista de um bacalhoeiro, fez duas viagens à pesca do fiel amigo, o que chegou para verificar que aqueles sacrifícios não eram para continuar. Conhece o mar por baixo e por cima. Fala das correntes de areia e das tempestades como coisa sua. Em 1948 o seu destino ficou marcado, ao viajar para Inglaterra
para trazer para Lourenço Marques, um barco comercial, no qual viveu e trabalhou com a sua esposa, mais de 20 anos. Conversa sobre África com saudades desse tempo, recorda os 800 trabalhadores negros que orientava. Diz que nunca teve problemas de relacionamento, afirmando que hoje estão piores em condições de vida do que nesse distante contacto.
Por cá escreveu 3 livros sobre a pesca do bacalhau e tem um livro organizado sobre os Estaleiros Navais do Mondego, desde o seu início, mas a Câmara actual só lhe compra 10 livros, numa produção de 500, de resto não está motivada para este trabalho de história e pesquisa sobre uma actividade que foi de enorme interesse social na Figueira da foz. Recorda grandes figueirenses como Dr. Ernesto Tomé, Jaime Viana, Severo Biscaia entre outros, que amavam a sua cidade e muito trabalharam para o seu prestígio, sem outro interesse que não fosse o serviço público. Hoje o dinheiro nunca chega para nada, afirmou Luis Pata. Recorda a sua Cova Gala com saudade e nota-se que a sente .A sua vida dava um filme com as suas vivências, mas neste curto retrato fica só a ideia deste homem que deixa história com a sua cidadania. E quando lhe perguntava-mos com vai este país, disse com graça:”Olhe um dia perguntaram ao cantor Júlio Iglesias, como ia de amores e ele respondeu...uma mierda, uma mierda.”

terça-feira, 15 de março de 2011

Vem aí o apagão.

Venho de um longo tempo em que pouco mais de nada se passava na minha vida, no país e no mundo.Talvez a guerra fria entre a Rússia e a América, pois o comunismo foi nessa época uma psicose para o regime de Salazar, o reviralho no quartel nas Caldas da Rainha e o assalto ao Santa Maria. Grave e preocupante foi o princípio nos anos sessenta com a trágica guerra em África, para saber dela tal como dos discursos de Salazar, se escutava a rádio.Já e em força para defender as colónias, tendo sido como se provou um desastre total. De resto a minha vida resumia-me à luta intensa de valorização profissional e à esperança de ver cair o regime que acabou por cair e deu lugar a esta democracia, vilmente maltratada por uns tantos e falsos patriotas. Hoje penso e vejo à minha volta as mais delicadas situações políticas e sociais no país e no mundo, sendo certo que me chegam imformações a todo o instante, naquele tempo para se levar uma carta ao destino, foram necessários alguns dias.
Hoje, o país e o mundo são um verdadeiro vulcão de inquietação, a cada passo com as suas incertezas. Mas cuida-se do nosso planeta, ou pelo menos existe a consciência dessa necessidade.
Por isso o apagão que vem aí a 26 de Março, entre as 20h3o e as 21h3o, no Castelo de São Jorge, Cristo Rei, ponte 25 de Abril e mais de 30 Municipios de norte a sul do país,que pretendem desligar as suas iluminações para que as estrelas nos iluminem uma hora de meditação sobre o actual e o futuro da terra.
Como recordo as noites de luar por terras de Montemor, parecia dia, e até esse esplendor perdi para ter hoje o que nunca imaginei, um país e o mundo às escuras, sempre a chafurdar no ódio e nas matanças humanas. Uma vida que vai longa e por isso mesmo a fazer contas à sua limitação, mas sempre atento aos preocupantes movimentos e gritos de alerta como este do Fundo Mundial para a Vida Selvagem.

domingo, 13 de março de 2011

O Sr.Presidente Cavaco Silva ,igual aos políticos que a Pátria tem.

Se a minha cidadania tem a arma do voto, porque sentir-me quase envergonhado em falar-vos dos que deviam possuir o verdadeiro sentido de Estado, e por isso mesmo o carácter de liderança das suas funções, orientadas nas melhores propostas de crescimento e evolução social, e dizer ao país o que mais convém para aquelas melhorias? É por estas e por outras que não acredito nestes discursos e vou até à minha indignação com estes mercenários do poder político, caladinhos enquanto não atingem os seus objectivos e depois de conseguidos, eis o cair de uma máscara a condizer com a estratégia para os calculados fins há muito em banho maria.
Daí que o discurso do Sr. Presidente da Repúbica não me tenha desiludido, o povo, do qual diz ter peninhas que se lixe. O importante foi conquistar o mandato e as suas mordomias, vindo agora patrioticamente citar o que se deve ou não fazer para alterar este ruinoso défice. Só agora é que justifica no seu discurso as suas competencias de alertar para o T.G.V , que somos uns tesos, que as clientelas nos partidos é uma vergonha nacional e mais do mesmo, mas só agora depois de conquistar o poder e um último mandato!
Estou pois caros amigos numa fase de grande indignação com tanta hipocrisia e não é a minha inveja por os ver trilhar os caminhos da prosperidade que me preocupa, é antes ver os cidadãos que, ao fim de sete anos e quando lhes fiz um aumentozito no corte de cabelo procuram nos bolsos as moedas e para ficar tudo como antes.
Estou cansado e quase podre de velho com os maus exemplos dos políticos, e ao contrário do apelo aos jovens do Sr. Presidente Cavaco Silva, que os pretende sóbrios e lutadores pelo país, o meu apelo justifica-se de outro modo aos mesmos jovens: venham é para as praças e ruas e, com o respeito que devemos aos outros e á democracia, dizer a estes senhores que o Salazarismo não fazia pior à arraia miúda, e eu venho de lá e ainda estou por cá no mesmo tecido social. Este discurso do Sr. Cavaco Silva cheirou-me a estratégia dentro do sistema, isto é calar, o que devia ter dito há muitos anos, pois só assim um Chefe de Estado, me faz acreditar em boas intenções. Seria, juro, incapaz de escrever o que vou publicar, do Jornalista António Ribeiro Ferreira, C.M., pois o Sr. Presidente da República não é um bandido ou um ladrão, é seguramente uma velha raposa da política, com muita pena dos pobrezinhos, mas o jornalista, severamente crítico nos seus artigos,escreveu, decerto genericamente, o seguinte:”Todos os bandidos e ladrões da Pátria deviam rever quanto antes o filme que deu um Óscar a John Wayne.” Este texto foi escrito antes das manifestações.

quarta-feira, 9 de março de 2011

O Zé, a Salomé e eu.

Confesso que sou demasiado tristonho para festejar o carnaval, nunca o fiz ao longo da minha vida, mas aprecio verdadeiramente a alegria das pessoas que se divertem com ele,julgo- as até superiores em relação à minha casmurrice, quando as vejo disponiveis fazendo a sua festa de entrudo e gosto de as ver contentes.
Porém, ser avô é um sentimento que me faz regredir à criança que ainda existe em mim, povoa-me de pura ingenuidade ao comunicar com o meu neto Gabriel,é uma riqueza sentir-me ao seu nível como que de novo criança e feliz.
Sou como a maioria dos avós, assim frágeis, face aos netos que nos conquistam, mesmo sem nada fazerem com intenção, a sua ingenuidade é a força a que não resistimos,e somos felizes.
Tinha trazido de Marraqueche uma vestimenta árabe para o Gabriel e outra para mim, e sonhei ver-me com ele a desfilar no cortejo carnavalesco nesta terça-feira de Entrudo na Cova Gala.
Agora é que eu vou dar um forte chuto nesta parva casmurrice, pensava eu!
Pretendia levar nas costas um dístico: não à violência entre os povos! Sentia-me virado do avesso, agora é que ia acontecer com o Gabriel, a minha vitória sobre os complexos inibidores, voltaria a ser criança por umas horas, e isso deu- me vida e entusiasmo: ia com a companhia do meu neto!
Quando comuniquei o meu desejo aos pais do menino, o Gabriel entrou em alvoroço, e eu já o tinha por dentro de mim à muito tempo,aliado a uma tranquila alegria, já me sentia um herói, e via-me no cortejo a saudar as pessoas, vaidoso a dizer-lhes: é o meu neto, é o meu neto! Quando lhe telefonava para combinarmos a hora da partida, a criança dizia: fixe avô, fixe avô!!!
Mas na terça feira,quando começava a almoçar com a família, o telefone tocou e a Dília Maria minha mulher foi atender; ouvi da parte dela um há de espanto,depois silêncio, e só, obrigada: fiquei em suspense... tinha falecido a Salomé, a mulher do nosso amigo de infância o Zé, como eu nascido no Casal Novo do Rio em Montemor-o-Velho. Esqueci o carnaval, ambos na mocidade frequentámos os bailes em Maiorca,a terra onde veio a conhecer a Salomé, e onde veio a acontecer a festa do casamento de ambos, prelúdio duma felicidade duradoura que agora foi interrompida.
Vivemos um tanto iludidos, quanto à duração da nossa existência, e não somos suficientemente fortes para encarar o desencanto que a todos está prometido. Embora este desfecho se aproximásse, a noticia fez-me doêr... Quis ir depressa, estar presente como nas horas boas,e muitas foram. Os homens também choram,e ambos chorámos num profundo abraço, contra o inevitável: somos tão pequenos... é só um espaço de tempo entre o nascer e o morrer, pelo meio vivemos em sonhos que nos alimentam e factos que nos alegram e realizam,mas também a tristeza tem o seu lugar. E assim a alegria que eu iria viver com o meu neto,se dissipou,com a amarga tristeza da perda da Salomé.

terça-feira, 8 de março de 2011

A propósito dos valores éticos das Instituções

Escrever por escrever sobre este tema e o imenso voluntariado que ainda resiste com as alterações sociais que surgiram nos últimos anos, é recordar os cidadãos, que interpretam por aí as melhores causas colectivas, e dentro das próprias Instituições, proporcionam excelentes movimentos colectivos e de solidariedade.
Há que separar o trigo do joio, como em tudo afinal de contas, e não medir todos pela mesma medida. De boa fé, acredito ainda na consciência do serviço público, dos que tudo fazem e sem receber nada em troca das instituições; recusam benesses e sentem-se orgulhosos dessas entidades os terem aceite para vincar o seu carácter solidário e crescer com a dignidade das suas cidadanias nos serviços que prestaram ou ainda por aí se justificam, felizmente.
Esta é a parte ética dos que a sentem e praticam no dia a dia com os seus serviços construindo a sua história longa e brilhante na verdadeira fraternidade de terra em terra, foi assim a carolice crescente nos projectos e nas as suas realizações que chegaram aos nossos dias, o quadro nobre do associativismo.
Depois temos a parte feia de outros sem escrúpulos que só pelo cheiro mesquinho do interesse se envolveram e não tiveram vergonha de retirar escandalosos resultados! Tenho que vos dizer que os conheci por terras de Montemor. Surgiam caladinhos pé ante pé, para ver o que dava, pelas Festas de Natal, surgiam a beijocar os idosos na Santa Casa da Misericórdia, depois desapareciam e surgiam noutro local, como que aves de rapina. Mas foram os outros, esses outros de fecunda escola associativa que ainda recordo nos exemplos tantos foram que me suavisa no que tem de belo a solidariedade aquela que não engana ninguém. Quanto aos outros de má memória, e que acabaram por saltar para a política e para outras tarefas proveitosas, não os invejo, mas também não me animam e nem sequer os glorifico, isto pelo facto de que os valores éticos das Instituições, são mesmo de consciência cívica e pública, de regras e procedimentos que muitos aproveitam para desenvolver integralmente valores de boas práticas dentro das Instituições, e outros não, porque mercenários que são tem o seu preço, que é o meu e o teu repúdio.
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segunda-feira, 7 de março de 2011

Peço-vos políticos da Suiça, venham cá, venham cá.

Parodiando o interessante anúncio do Pingo Doce, na T.V. ao convidarem os clientes a fazer compras, achei graça propor-vos aquele título, mas fiquei azedo com o nosso sistema de reformas que para muitos são douradas e para outros é a indignidade social e humana. Um dia destes na T.V. e nos blogues, a notícia que na Suiça o tecto máximo das reformas não vai além dos 1.700 euros, para evitar a ruina da Segurança Social, e sobretudo para apoiar as reformas mais baixas, coisa que desconhecia, deixou-me a pensar o que estes gajos fizeram aos reformados e ao povo, que dizem sentir, mas que o tramaram de todo. Mas é este mesmo povo que tem nas mãos, não as armas carregadas de ódio para matar, mas o voto que deve castigar os pançudos do sistema, reformando-os e para evitar que eles façam mais leis que foram para os proteger.
A verdade Sr. Presidente Cavaco Silva, eu não tenho vergonha de existirem pobres em Portugal, lamento e com autenticidade, mas os que a devem sentir, a vergonha, quem são ?
Aqueles que á custa da democracia manipularam os tachos e as clientelas que se apoderaram, por enquanto e sem sentimentos pelas dificuldades dos que menos tem, uma realidade por mim nunca imaginada com os valores de Abril, porque os senhores até vão ser culpados das convulções sociais que aí vem e eu quero lá estar.

sábado, 5 de março de 2011

O Povo real.


A cadeira do barbeiro, cabeleireiro, tem algo de confissionário, apesar de não possuir o divino das complexidades da vida. Os profissionais desta actividade para transmitir confiança aos seus clientes (convém referir que a comunicação com as mulheres é mais delicada do que com os homens ) devem estabelecer para si o “sepulcro” dos diálogos esquecendo-os logo a seguir e sem outros comentários. Neste caso do Sr. José Calhau, 72 anos de idade e 40 a trabalhar no mar agitado, das traineiras à difícil pesca do bacalhau, vive hoje a sua revolta por tantos sacrifícios e por tão pouco ser agora a retribuição da sua reforma.
Sentado enquanto eu tesourava o seu cabelo, o Sr Calhau deixou-me agarrado aos cabelos, já que economista caseiro, fez contas e mais contas, da água, gáz, alimentação, e depois perguntou-me: “Já viu como vivo com cinquenta contos e estes ladrões em meia dúzia de anos ficam chapados de dinheiro? “ Chapados foi o termo do Sr.Calhau, e tem razão, porque cobertos de chapa, ou se entendermos o lugar-comum, o povo real sabe o que diz e o que quer das suas lamentações e para bom entendedor..

sexta-feira, 4 de março de 2011

Fotografias em exposição

Podem ver-se e com agrado dezenas de fotografias dos covagalenses, expostas
na Junta e que fazem já as memórias de um povo que as não deve esquecer, graças a uma iniciativa muito interessante dos autarcas locais. As fotografias marcam sempre o tempo e a sua mensagem e são conteudos que se valorizam com o próprio tempo que passa.
Um dia destes um amigo meu, com o qual confronto ideias diferentes, mas na elevação do respeito mútuo, dizia-me que na juventude, temos a ilusão que somos eternos, e é verdade, vá lá , desta vez estou de acordo com o respeitado companheiro e quase sempre no contraditório!
E nesta caminhada das ilusões, as fotografias são por si concludentes imagens do
traço continuado de vivermos hoje, mas amanhã outro tempo virá no limite para entendermos que somos imagens em fotografias e sem a ilusão que somos eternos.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Dois mil e quatrocentos euros de ordenado para ajudar os pobres.

A notícia aí está fria e nojenta. Li num jornal de grande tiragem, a golpada política do Presidente da Câmara de Arganil, P.S.D. Para mim poderia ser de outro partido, mas hoje malho naquele que pretendia colocar numa parceria com a Misericórdia, também de Arganil, o seu compadre de partido e número um da Assembleia Municipal, o que quer dizer que são todos da mesma família e de igual fornada.
A notícia é longa e detalhada e não cabe neste lamento Só serve para que os inimigos da democracia se divirtam com estes exemplos que nada tem em comum com os verdadeiros valores da solidariedade e do respeito que devemos aos outros e em liberdade .Existem por aí uns gajos que deveriam viver sob o chicote e a polícia a levantá-los da cama a qualquer hora da noite, para depois serem julgados sem culpa formada. Há que dizer que neste procedimento do Presidente da Câmara, que pretendia um tacho para o amigo, a Misericórdia não partilhou e denunciou publicamente os objectivos desta malandragem que nunca se dá bem com a pança cheia, procurando nas Instituições e a todo o custo o alimento das suas ganâncias.
Resta dizer que o projecto de desenvolvimeto em Arganil, se dirigia às classes menos favorecidas, por isso lá esteve a Misericórdia, a impor a sua ética e o seu serviço voluntário à comunidade, não deixando que os sangue-sugas do costume se aproveitassem de causas colectivas e sociais, tendo em conta o projecto de desenvolvimento para a localidade e em parceria com as duas entidades, onde surgiram os gatos com o rabo de fora, prontinhos para a chulice.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A Maria Mandele ainda sorri.

Frente ao Pingo Doce, lendo e relendo o que tinha á mão para matar aquele periodo de espera, enquanto a mulher Dília Fernandes sem as minhas pressões do já está, o que é que falta, vamos embora... sózinha fazia as compras no Pingo Doce, reparei na Maria que tentava vender o Almanaque de Santa Zita.
Fora do carro estava uma temperatura fria, mas dentro nem por isso e acabei por tranquilizar- me (não gosto de esperar) mas ao olhar em redor reparei no sorriso duma sra. de baixa estatura e pele ligeiramente escura. Fiquei depois a saber o seu nome Maria Mandele de 67 anos de idade e natural de Angola. Disse-me que desde a sua vinda para a Figueira da Foz em 1975, nunca mais voltou á sua terra, tão pouco sabe se a sua família vive ou não. Antes de falarmos e através dos vidros observei-a durante uns momentos, e vi a forma simples e educada com que abordava as pessoas para que lhe comprassem um livrinho, o Almanaque de Sta. Zita, e notei também pelos lábios que cantarolava baixinho, e sorria depois ao propor o pedido. Algumas compravam, outras nem se informavam do porquê daquele euro que era o valor do referido.E é pena, pois tratava-se dum auxilio para a Obra de Santa Zita que apoia raparigas carenciadas, e naturalmente como Obra de Bem Fazer necessita de fundos que sempre são escassos, e da dedicação de muitas Marias como esta, que sorria mesmo vendo o desprezo dos que passavam a correr sem querer reparar, e muito menos compreender o trabalho deste precioso voluntariado, modésto mas tão rico para com o seu semelhante.
Senti então o desejo de lhe falar, comprar o livro e saber coisas da sua vida, e porque fazia aquele trabalho tão ingrato e bonito, e ela falou, e repetia-me “olhe que não é Mandela” é Mandele. Sorria, sorria sempre, e eu senti-me feliz por a ter conhecido,esta Maria que contra ventos e marés,vai vendendo os pequenos livros para ajudar tão meritória Obra.

No silêncio da madrugada fui folhear o alamanaque, livro simples mas agradável, como são as coisas simples,e decidi transcrever dele estas “afirmações”.

Ser voluntário !

Ser Voluntário é ser Solidário
Ser alguém diferente da massa
Envolvente.
Pedaço de Céu, Astro Planetário
Clarão que ilumina a Alma da Gente.

Vai com passo firme, pois vai de vontade
D'alma e fronte erguida,consciência leve
Vai erguer a alma da humanidade
Dar de si àqueles a quem nada deve

Ao velho, à criança, dá a sua mão.
Ao triste, abatido, cura a solidão
Bom Samaritano, Herói d'amizade.

Por ele, este mundo, onde falta amor,
Converte-se assim num mundo melhor
Onde reina a paz e a fraternidade!

(Maria de Deus)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

São relíquias da Naval Da Figueira da Foz, meus Senhores.

Recordo que ao longo desta vida que vai indo longa e desde que visitasse uma colectividade, um sentimento me acudia ao espírito. Olhava, meditava sobre as fotografias, taças, medalhas e aqueles homens de antigamente com as suas bigodaças. Entendia e ainda hoje esse sentimento se impõe, que deveria pôr-me em sentido pela imensa história e riqueza desses símbolos das instituições e isso aconteceu um pouco por muitas colectividades.
Recordo que foi com esse sentimento de gratidão que um dia na sede do Atlético Montemorense, e durante dois anos, remechi papéis e actas e outros elementos de informação, para publicar um modesto livro com histórias e factos do clube de Montemor-Velho, com o apoio dos meus saudosos amigos Fausto Caniceiro da Costa e Santiago Pinto, entre outros e muitos apoios.
Agora e com o pretexto de falar com o João de Almeida, na foto com José Carvalheiro, duas relíquias e dois cromos, com dizia o João, voltei a esse impacto
emocional ao visitar a sala de trofeus da Naval 1º de Maio, onde restam algumas medalhas calcinadas pelo trágico fogo da rua de República.
O que me impressionou, e tendo por base aquele devastador incêndio, foi que a sala está de novo repleta de símbolismo e memórias que nos dizem da pujança e participação continuada da Naval no desporto. Místicamente aí está a escrever página por página, outras décadas desportivas, que são e apesar das dificuldades, o orgulho para alguns figueirenses que compreendem estes fenómenos colectivos da Figueira da Foz. Ao João e ao Zé, e se mais não faço, ao menos que aceitem o meu reconhecimento pelos vossos exemplos no Clube Navalista.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O cavalo embirrou com a estrada e a malta foi a pé.




Um dia destes a minha mulher colocou duas fotografias no Renda de Birras e quando ali as vi, algo surpreendido,avaliei o tempo que já passou ao recordar aquelas férias e com elas Alcácer do Sal,e Faro.
Neste “olhar para trás” lembrei-me dum episódio ocorrido muitos anos antes, ainda rapaz solteiro,naquela idade em que tudo é alegria e serve de distração. Foi uma viagem de carroça, entre Portimão e a Praia da Rocha,com os meus colegas de trabalho, e outros que também se associavam ao grupo. O meu pesamento parou no baú das recordações e já lá vão 49 anos, quando pela primeira vez cheguei a Armação de Pêra, indo de Lisboa para trabalhar como cabeleireiro de senhoras no Hotel Garbe, situado frente ao mar num plano mais elevado, frequentado por turistas especialmente estrangeiras. Local de luxo e novidade para mim.
Hoje tudo é diferente, mas naquela altura circulavam as carroças turísticas que faziam o percurso entre Portimão e a praia da Rocha,com o alarido dos chocalhos e o bater ritmado das patas dos cavalos no asfalto,convidando as pessoas a um passeio feliz e descontraido. No tal grupo de jovens a que eu aderi, um deles tinha uma carripana a desfazer-se aos bocados, mas a malta aos domingos e à noite, mesmo assim, vagueava de Sagres a Vila Real de Santo António por entre estradas caminhos e bêcos. A concentração fazia-se no unico café que existia, e num domingo, alguém do grupo deu ordens para rumarmos a Portimão, por uma estrada que hoje nada tem a ver com a actual. Depois das voltinhas do costume, orientados por um que se dizia experiente, e acatado por todos para as maluqueiras, embarcámos na carroça entre risadas, (apertados) porque o espaço era pouco, com destino à Praia da Rocha. Poucos metros andados o animal, talvez pelo barulho provocado por nós, recusou prosseguir. Fincou as patas, empinou, até se aliviou sem pudor ou preconceito,mas retomar a marcha decididamente não, e não. Nem a autoridade do chicote exercida pelo cocheiro, deu efeito para o cumprimento do contrato com os clientes. Então toca a marchar ! Foi o prolongamento da risada, e a pé lá fomos até ao nosso destino. Passados vários anos contagiei a familia com Armação, e sempre ali fazemos as nossas férias. As carroças agora já não circulam, nem se vêm por lá. Mas à alguns anos atrás estava uma, decorando um espaço da Avenida frente ao mar.Fizemos uma fotografia por dois motivos; um como recordação, o outro para guardarmos o pormenor da altura das rodas. E como é natural,também coloquei aqui a referida fotografia.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011


Grandes obras, grandes exemplos


São Bento Menni, nasceu em Milão a 11 de Março de 1841. A fé em casa de seus familiares era vivida sem ostentação, mais do que palavras as atitudes significavam a prática do bem e do cristianismo que acreditavam, numa prole de 15 filhos. Ninguém batia á porta daquela familia e era repelido, pois tinham sempre apoios para os mais necessitados.
A vida de São Bento Menni é riquissíma de exemlos, por isso sofreu as consequências dos anticlericais, pois ultrapassava brilhantemente em resultados sociais o que as administrações públicas não conseguim fazer, daí as perseguições e até prisão, onde não faltou a miserável inquisição. Volvidos 125 anos ,estes ideais de hospitalidade continuam a servir os doentes mentais e idosos, com centenas de casas em todo o mundo, tendo sido pioneiro da psiquiatria moderna e sempre no conforto da sua fé. Em Condeixa as irmãs da hospitalidade cuidam mais de 3oo utentes, numa Instituição de amplas salas e corredores e que em função do seu serviço de apoio aos doentes, alguns lares deste país, pagos a peso de ouro, teriam muito que aprender com esta casa gerida por dedicadas religiosas.
A foto documenta o meu irmão Joaquim Fernandes a esposa Belmira Fernandes, internada e medicada em psiquiatria e ainda a simpatia de algumas das irmãs de hospitalidade, festando tambem os 50 de casados daquele casal da Ereira .

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Os ditadores não tem futuro.

Alguns ditadores morrem na praça pública, porque viveram vidas de luxo sempre despresando completamente os povos submetidos à sua ganância de poder. Depois assistimos aos espectáculos de terror com as multidões a glorificaras suas vinganças destruidoras e tudo por culpa dos que cavaram a revolta e a sua própria sepultura. E pelo facto de não ser historiador de nada, apenas atento as leituras e às tragédias que estes mal amados do povo cultivam durante alguns anos com a sua intolerância, aí temos o pior dos problemas da humanidade, ou seja nas ruas e nas praças, a outra ditadura, a do poder popular.
Quem não conhece a história de Bocassa, o ditador africano, que chegou com a sua
loucura a empurrar para sua piscina os seus opositores. Se fosse Verão até talvez fosse um bom banho. Só que a piscina estava cheia de crocodilos!E só mais outra aberração no meio de imensas que o mundo assistiu. Fulgêncio Batista, pró-americano em Cuba, mas este depois do exílio viveu à vara larga e com o apoio da máfia americana, tendo sido convidado pelo Estado Novo, outro consumidor trágico do poder, a passar dias regalados em Cascais. Assim de repente, ditaduras, mesmo que sejam no meu espaço de comunicação, eu digo não, obrigado, mas há mais como a Imelda Marcos, viuva do ditador Marcos, que liderou as Filipinas, essa ganda maluca tinha 2.700 pares de sapatos, foi julgada e absolvida na América, por isso penso e decerto penso bem que as ditaduras não tem futuro.Reperem que os americanos apoiam ainda hoje estes crimes contra o povo, mas gastam a saliva a falar em liberdade.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Finalmente o texto.

É simples e quase pede licença para falar, mas tem ao longo da sua vivênciaexemplos maiores de cidadania. Refiro-me a Inácio Pereira, natural da Cova -Gala, Figueira da Foz. Já lá vão 31 anos quando António Agostinho, jornalista do Barca Nova, o recordou escrevendo sobre o seu passado desportivo, cujo título e conteúdos podemos agora citar,uma das muitas respostas ao citado jornal.
“Se tivesse a 4ª classe chegava a Presidente da República”, -tal eram nessa época as convicções do campeão Inácio Pereira, hoje a viver de memórias e respeitado por todos os covenses. Disse-me que o Pai lhe tinha faltado aos 4 anos, e a Mãe, vendedora de peixe, foi imensa de coragem para sobreviver com os seus 3 filhos, afirmando que a vida foi dura de roer e tem por isso histórias com fome que ainda não esqueceu.Trabalhou em tudo o que surgia mas aos 18 anos iniciou uma aventura no atletismo que o levou a correr no Marítimo da Gala, Quiaios Clube, Desportivo da Arregaça, Coimbra, Ginásio Figueirense. Recorda o Quiaios Clube com gratidão, pois a alimentação tão desejada para o atleta em competição, municiava-o de novas energias. Cita nomes de pessoas que o ajudaram e fala com orgulho das suas 200 medalhas e tantas taças que já não sabe a quantidade.
Nunca foi à escola e quem sabe se a tivesse frequentado se não teria sido Presidente da República! Estes cidadãos, e são assim em todas as terras, deveriam ter o seu espaço de memórias numa sala, ao menos uma sala, porque sendo iguais a nós, a natureza tornou-os diferentes e verdadadeiros campeões, inclusivé, vencendo tambem o seu destino tão cruel mas honrado.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Inácio Pereira, 64 anos de idade, Cova Gala Figueira da Foz


A história do cidadão simples e as suas dúzias de medalhas ganhas no atletismo, brevemente neste blogue, onde se fala ainda do Barca Nova e do ilustre jornalista na Cova Gala, são estes homens que fazem as memórias das suas terras.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cada vez mais revoltado Sr.Presidente Cavaco Silva

Creia que não venho de novo embirrar por ter afirmado que os portugueses deviam ter vergonha por existir pobreza em Portugal, nada disso, tenho mais que fazer durante o dia, com o trabalhito para ganhar o pãozito para mim e para a família.
Mas hoje, Sr Presidente da República, quando li no C.M.,que 25 mil idosos correm o risco de uma injusta precaridade social, senti o tal incomodo por mim acima, e recordei a minha ingenuidade de ter acreditado nos vossos discursos e do tal socialismo democrático que o vento levou.
Afinal Sr. Presidente, se a mentira tem perna curta, são os Senhores que foram poder anos e anos, que devem ter vergonha deste quadro envelhecido e sem recursos sociais, enquanto assistimos a verdadeiros saques e sempre em benefício da nova classe que surgiu com os ideais de Abril. O que me dói não
é a vossa burguesia, mas esta notícia que não tem nenhuma solidariedade para os tais portugueses que diz sentir vergonha de os ver pobres.

Solidariedade precisa-se.

A solidariedade, ao contrário da imensa discussão ideológica e política em que vivemos, é uma manifestação cuidada e que absorve outro tipo de análise sobre os projectos e ambições estabelecidas na conquista do bem comum. Se assim fosse, coisa simples e quase impraticável, poderia ser aplicada nas diferenças ideológicas de cada qual e transmitia-lhes a superior vontade de se baterem pelas nobres causas dos programas de desenvolvimento e nas justas aplicações no tecido social. Mas isso é o mesmo de vermos um burro com chapéu de palha na cabeça e que só cabe na minha imaginação e de sonhos turbulentos e porque não isso mesmo! Mas quem é que consegue desfazer-se do seu eu irredutível e tantas vezes interesseiro, tendo em conta os tentáculos partidários e os favores que se devem por outros favores já aceites? Nesta batalha egoista de se pretender vencer o outro ou os outros que são contrários, a solidariedade porvezes cantada não passa de uma mentira feita à medida dos seus propósitos, porque como acontece na selva entre a bicharada, tambem na ideologia e na política em constante combustão, queima sempre os mais fragilizados, especialmemte no actual quadro social. Nesta circunstância a solidariedade de grupo e sentimentos mais elevados para com os outros é manteiga em nariz de cão.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Moções e cobiça pelo poder.

É certo que em ditaduras não há moções nenhumas, o que existe é chumbo para cima das opções de cada um. Mas isto já não tem pés nem cabeça e com o povo, o genuíno, a ver estes artistas na cobiça pelo poder e na mentalidade destrutiva e consequente perda de tempo para resolver os grandes problemas do país. Eu votava sim, caso fosse possível, na minha total desconfiança sobre esta calamidade e falta de valores partidários, e não sou eu o Zé da esquina, a resolver o que estes mercenários da política deveriam fazer e já, unirem-se no melhor serviço público que a nobre política convida a participar, mas esse sentimento patriótico tem “porras na amarra”, pois para mim existem culpados e razões suficientes para votar num modelo de governação e uma esperança mobilizadora, desde que não venha por aí um ditador, mas tenham cuidado, que é nestas alturas que eles fomentam a sua escalada, rumo ao poder total e porque sou do povo que porra de políticos temos no parlamento?.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Entre a ditadura e a democracia, a velha questão.

É verdade que estou cansado de dizer às pessas que me rodeiam que tenho pavor às ditaduras e eu explico a razão desse pavor em que a dignidade humana é brutalizada e esmagada. Vejamos odrama do Chile, Portugal, onde os americanos meteram sempre o focinho, não para ajudar os países, mas para impôr o seu poder.
Em ditaduras não posso eleger os meus eleitos, nem tão pouco a vontade do povo é respeitada, isto pela razão que no fascismo a sua base está no totalitarismo e o Estado é dono de tudo, inclusivé, das pessoas!
Todos sabem, e não vou fazer citações da tragédia das ditaduras que me repugnam, pois existem rios de sangue e perseguições miseráveis aos que não pensam como os ditadores. Em democracia posso votar sem obedecer a ordens e por consequência sou livre de o fazer.
Agora se o nosso povo vota em manada e apoia este sistema desastroso para as classes trabalhadoras, que abra o olho como eu fiz e faça sua mudança na suprema legalidade do voto. Porque nesta liberdade não há envelhecimento de ideias e podemos mudar o curso do nosso destino político e social o que não acontece nos regimes totalitários.
Tambem é verdade que não foi esta justiça social que esperava com o 25 de Abril e esta falta de patriotismo, onde as golpadas se sucedem, onde o oportunismo de muitos tem sido campeão, isto nada tem com os ideais de Abril.
Reconheço que as democracias têm os seus defeitos, pois têm e muitos, mas as ditaduras não permitem a manifestação contra a indignação e têm os seus lacaios que batem à porta, a qualquer hora, noite ou dia, para levar para a cadeia os que não pensam como eles, são os esbirros do poder. Com o voto que se tranforma na arma da cidadania podemos escolher as alternativas políticas e de governo e se o povo quer esta merda que temos que lhe faça bom proveito, mas eu amo a minha liberdade e a tua, infelizmente no meio de banqueiros ladrões e alguns políticos que deveriam levar do povo o cartão vermelho.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Figueirinhas o poeta pescador



Numa manhã destas, entrei no Bar Beira Rio, na Cova Gala.
Numa mesa estava um grupo de homens do mar, animadíssimos
com as histórias das suas vidas.
-”Bom dia pessoal, “- disse-lhes.
Partilhando o momento, aproximei-me do José Cravo Dias, popularizado por Camões, perguntando-lhe se descendia do grande poeta, e retirando os óculos mostrou-me que tinha um olho de cada cor, daí a alcunha de Camões. Mas este homem do mar vai mais longe na sua alegre disposição, pois quando vai à barbearia, e de voz bastante audível, costuma pedir um corte à Stalone, ou então
uma risca ao meio ou ao lado, só que Camões é amplamente calvo, nem sequer um cabelo para amostra!
O ambiente foi propício á boa disposição fraternalista, daí que Manuel Figueirinhas, 73 anos de idade e com espírito invejável na tertúlia, levantando o braço, quis participar na mesa redonda e em voz audível, diliciou os presentes com a sua veia poética, dizendo:


Camões nasceu poeta
Garrett para escritor
Vasco da Gama para o mar
E Olimpio que é barbeiro
Nasceu para aviador

Pedaços de vida que passam depressa e aproveita quem souber, daí o meu abraço a gentes
que sabem fazer da vida a festa da convivência.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Reflexão entre a teoria e a prática.

Tenho escutado diversas opiniões dos que apoiam na rua os sem abrigo, especialmente o imenso voluntariado que pelas cidades manifesta a sua Solidariedade. Com a prática do seu contacto com as situações daqueles marginalizados dizem-nos que muitos preferam o chão frio do empedrado, recusando melhores condições de higiene e alimentação.
Deste modo foram sempre para mim um estranho paradoxo aquelas experimentadas
opiniões. Só depois de ter ultrapassada a teoria e experimentada a prática é que reconheço como é difícil arrancar aquelas apetências aos que preferem viver constantemente a opção das suas vidas.
Agora na Cova Gala, e não pretendendo agrupar-me ao meritório trabalho das imensas equipas de voluntários, um pouco por todo o país, posso dizer, e em função de alguns contactos com estes cidadãos da rua, que é uma “guerra” perdida e frustante também. Face a hábitos profundamete enraizados no desleixo e liberdade total e nada responsável no dia a dia das suas vidas, essa tornou-se a sua única opção, não reconhecem outro modo de vida.
A foto documenta o sono profundo do Sr .Manuel Oliveira, mesmo ao chamar alto pelo seu nome, ou abanado pelo braço, era uma verdadeira pedra sobre a pedra do passeio. Mas conheço mais dois casos de indigência, em que a minha teoria foi amplamente informada pela prática. Esta é a realidade destas pessoas que gostam desta humilhação social. Sendo pessoas, perderam valores e estímulos de vivência mais confortável, e quem sabe se não serão felizes assim pelas ruas, ao Deus dará, fustigadas pelo desprezo do mundo que os rodeia, mas mais fortes na sua resistência ao frio e à chuva.

domingo, 6 de fevereiro de 2011


Não à intolerância, digo eu.

Não venho trazer-vos polémica sobre a diversidade e a religião de cada um, pois quer no cristianismo, judaísmo, e por aí fora, o universo é imenso nas suas opções e formatos de sentir a fé, e nestas questões pessoais só existe um caminho, o do respeito mútuo e a compreenção da sua extraordinária riqueza, quando de todo promove a paz e o bem da sua função. Sabemos que nunca foi assim em muitas e graves situações ao longo da sua longa história, pois a violência entre religiões foi sempre uma parvoíce do diabo!
Mas venho falar-vos de duas testemunhas de Jeová que recebo no meu Salão, de vez em quando, e para vos dizer a verdade não faço mais do que o meu dever de cidadania, escutando-as e partilhando ideias com estas criaturas de Deus, sempre apostadas em manifestar-me que o seu caminho é o melhor para a humanidade e para mim também.
Trago-as aqui porque as admiro e sei respeitá-las. Leio os livros que me deixam e se não tenho aquela força criativa das testemunhas de Jeová, não tenho nenhuma razão para as tratar mal ou recebê-las com duas pedras na mão, como infelizmente acontece em muitos locais onde vão propor a sua mensagem Bíblica e no Deus que acreditam e com imensa serenidade.
Também é verdade que se não fossem estas duas senhoras, peregrinas de porta em porta, com a Bíblia nas mãos, jamais teria conhecido o percurso destas crentes e testemunhas de Jeová, que suportando más educações com a sua abordagem deste grande tema que é o amor e a esperança de vivermos em paz, seguem os ensinamentos de Jesus e o homem como filho de Deus e não acreditam num inferno de fogo para onde as pessoas más vão depois de morrer.
Só me falta assumir o que já prometi e farei, assistir a uma palestra na Igreja Jeová e depois cada um de nós vai seguir o seu caminho, mas sempre com o pensamento que apesar de sermos diferentes somos sempre iguais, porque a intolerãncia sendo odiosa também é agressiva. .
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Os sinos em Montemor-o-Velho tem a saudade do passado.

“Tocam os sinos da Torre da Igreja, há rosmaninho e alecrim pelo chão...”é assim o belo poema escrito por António Lopes Ribeiro, ao qual João Vilarett transmitiu o seu enorme talento para a declamação. O prior, os bombeiros e os anjinhos na procissão, quantas foram as vezes que nas rádios locais se escutava este poema e se propunha aos ouvintes o belo quadro e a simplicidade das nossas gentes?

Na Torre do relógio que se avista em redor da vila e pelos campos do Mondego, já em 1851, o relógio lá no alto, badalava e ordenava o tempo e horas das populações, enquanto José Thomé recebia por triméstre 2$163 reis, pois foi o responsável pela corda da sua manutenção.
Mas existe um sino em Montemor, o da Igreja de S.Martinho, choroso e nem sempre grave, conforme a sua mensagem feita de constantes badaladas, e que sensibiliza pela circunstância e oportunidade do que pretende lembrar.
Se nas badaladas religiosas, os montemorenses compreendem as suas fortes pancadas e daí o apressar para aqueles serviços, já o mesmo não acontece com a procissão do Senhor dos Passos.
No Sábado de Ramos, da Igreja dos Anjos, passando pela rua principal e subindo a encosta do castelo, até à Igreja de Alcáçova, onde se sentenciou a morte de Inês de Castro, é naquela longa subida que a recriação do sofrimento da cruz, nos interroga o porquê da morte do Homem Santo. Mas o sino em cima das nossas cabeças, pungente de som e ainda com a música fúnebre da Filarmónica 25 de Setembro, sempre me reduziu à minha insignificância do comum dos mortais, face a uma representação litúrgica e profundamente sentida no seu drama de morte e ressurreição.
Naqueles dias o sino em Montemor sempre fez parte da minha saudade e alguma fé, quando recordo o meu pai que me levava às cavalitas e coçava a sua barba na minha cara de menino inocente, e o sino nunca se cançou de nos fazer a sua companhia, como que partihando também o sentimento da vida e ainda hoje o sino bate, bate e transforma aqueles dias em boas recordações, mas o longo histórico da Igreja está cheio de sangue com o seu fervor religioso e de conflitos imensos, mas eu não a vejo assim, sinto-a á minha maneira e isso basta.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Parabéns ao Ricardo Simão


Completa no dia 3 de Fevereiro 2011, onze anos e por isso aqui vão as minhas felicitações, igualmente para os pais e irmãos, residentes no Paião, Figueira da Foz.
Por outro lado estas motivações e proximidade para com estes clientes ainda meninos, claro que os mais velhos tem o seu espaço da melhor atenção, justifica-se porque me obrigam profissionalmente a propor novos trabalhos, quer seja com as revistas e vídeos, que pedem com frequência para visualizar, valorizando-me imenso com as suas exigências nos cortes actuais e menos clássicos.Por isso fico sempre
muito grato a estes empenhamentos tranformadores por parte da “malta da pesada”, que me torna atento e menos envelhecido no meu trabalho de todos os dias.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A vida depois da morte.

A minha mulher Dília Fernandes escreveu no seu blogue Renda de Birras a sua opinião sobre a morte. O Marcha do Vapor, do Sr.Rogério Neves, publicou o texto que mereceu alguns comentários de algumas pessoas. O que acho interessante é que ninguém é igual a ninguém, nem todos são tocados pela bela e extraordinária alegria que Jesus Cristo nos convida a partilhar. E mais valorizada é quando temos o dom de a partilhar com os outros, e sobretudo com os que não gostam de nós por motivos que só a eles respeitam, ou em virtude dos nossos defeitos. Uma mensagem vos deixo, esperando que a respeitem, como faço com a vossa. Se acredito na divindade da vida humana, logo acredito que as almas falam e que não têm pátria e não necessitam de fazer cursos de linguagem. Muita gente morre e só deixa doçura de si e leva um pouco de nós e isto é já um estado de alma. Por exemplo. Quando visito em Momtemor-o-Velho, a campa da minha Mãe Olívia, e rezo com convicção as minhas orações, sinto que me escuta e fico intensamente tranquilo, parecendo ouvir as suas boas palavras que me deixou enquanto viveu e estas emoções são tão íntimas que não tenho palavras!
O que está mal, e as pessoas devem ser francas em manifestar-se, porque nestas situações não há lugar para falsos profetas, é por vezes os comentários jocosos que não dignificam quem os escreve. Mas eu também não gosto de dar-vos lições no que quer que seja. Por isso vamos caminhar juntos e merecer a misericórdia de recebermos a luz e a paz eterna para as nossas almas, construindo-a no dia a dia com ajuda do SENHOR, porque amor e alma trilham o mesmo caminho. Em Mateus 10,28 Jesus diz:não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma, após a destruição do corpo da pessoa.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Cheias em Montemor-o-Velho

Já passaram 10 anos sobre as cheias em Montemor-o-Velho, situação que causou uma inesperada tragédia desalojando famílias entre Montemor e Ereira, num Domingo de intensa aflição. Hoje, ao ler o Diário de Coimbra, recordei com a distância dos anos a minorar aqueles dias de tormento, o acontecimento.
Manifesto-vos a minha experiência no local, o meu Salão de cabeleireiro com a água a entrar e a subir constantemente sem que eu e outras pessoas amigas pudessemos fazer o que quer que fosse, procurando colocar os materiais em sítios mais elevados, mas nada disso resultou face ao elevado caudal que subia sempre para níveis tão elevados que só nos restou abandonar o Salão e já com as 4 companheiras de trabalho, tão desesperadas quanto eu. Quando as águas baixaram e as pessoas foram verificar os estragos, muitas lágrimas se verteram com a imensa destruição causada pela inesperada cheia que deixou como cartão de visita lama imensa e prejuizos avultados na modesto comércio que nunca mais foi equlibrado. Tendo ruido a ponte da Barca, que ainda hoje liga Montemor a Alfarelos e Soure, também isso ajudou e muito ao afastamento dos que estavam habituados a convergir para Montemor para se abastecerem e fazerem algumas compras. Montemor é hoje uma vila agradável no seu aspecto moderno e limpo, mas continua a valer-se dos serviços que presta às populações, sendo a fixação das pessoas o eterno e grave problema da terra histórica de Montemor-o-Velho.

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ilusões perdidas.

Acordei depois de um sonho de esperança. Nessa expectativa de um bem que se espera, sempre acreditei que se se modificasse o sistema social e político pré-25 de Abril, e já lá vão 35 anos, um país novo surgiria. Parece-me que essa alegria ainda mora dentro de mim. Ou uma parte, pelo menos.
Fizeram-me promessas para que acreditasse numa porta que se abria para uma sociedade, não direi perfeita, pelo menos sensata e equilibrada, mas acabei por acordar com pesadelos que se devem às injustas consequências actuais do poder político e económico, brutalmente penalizador para os cidadãos de menos recursos, como acontecia no tempo do fascismo. Agora, e apesar de ser um homem livre, sou confrontado com as tiranias dos que se serviram de uma liberdade que nada fizeram para conquistar, esquecendo-se da fraternidade que cantaram e agora não sentem, cavando leis sobre leis que fazem sempre os mesmos pagar a factura, ou não fosse o povinho o burro de carga.
Ao escutar o discurso de Cavaco Silva, na legítima vitória do último Domingo, tive a sensação que já tinha escutado aquelas palavras há muitos anos atrás, e se não for ofensa, no tempo em que encostava as orelhas ao rádio para ouvir os discursos dos donos do regime Salazarista, passados com palavras feitas e medonhamente velhas.Vivo pois, com 70 anos de idade, e a minha angustia é igual à da minha juventude. Já sem tempo e esperança, muito menos sonhos, outro empolgamento e outra alegria, penso ainda numa data que também fizesse história, enquanto no mínimo da minha contestação vou votando contra as teias do novo sistema.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Apoio para Carlos Paiva: resumo dos acontecimentos

Não sou dos que preferem ficar ao portal da vinha, esperando que os outros façam
a apanha das uvas. Assumo no grupo as minhas responsabilidades e correndo o mesmo risco, quanto eles. E se volto hoje com este esclarecimento sobre a situação do Carlos Paiva, não é minha intenção publicitar uma vida complicada e que nos preocupa, mas sim dar a cara aos que neste blogue tiveram os seus comentários, dando as suas opiniões sobre tão delicado problema social, deste modo passo a imformar-vos.
A reuinião realizou-se no dia 4 de Dezembro de 2010, no Diário de Coimbra, Figueira da Foz. Estiveram presentes as seguintes pessoas:
José Santos, Lucas Santos, Marques Cabete e Dr.Maló, ex-companheiros da rádio Maiorca. Dr.ª Tânia, assistente social, tesoureira da Junta de Freguesia de Tavarede, Sandra e sua mãe, vizinhas do Carlos Paiva, a quem foram pagos cinquenta euros pela limpeza da casa do Carlos, Luis Pinto, Rui Brochado, Fátima Trigo, Drª.Assunção, assistente social. Magda e Sónia, em Coimbra e Alentejo, telefonaram, dizendo-me da impossibilidade em estarem presentes, também aquelas senhoras da rádio Maiorca. Todos foram de opinião que o melhor para o Carlos Paiva, seria o seu internamento num lar ou num centro de dia, tendo em conta as condições em casa, encontra-se sózinho e é invisual.
Ficou decidido que as senhoras da assistência social o visitariam propondo-lhe o ingresso naquelas instituições, dizendo-lhe que na reunião se tratou do seu caso com interesse e que gostariam de saber a sua opinião sobre essa ideia do lar ou centro de dia e se ele estaria de acordo com esse apoio, para que o grupo desenvolvesse os necessários contactos com as instituições.
Os resultados da visita foram o redondo não. Carlos Paiva não deseja deixar a sua casa. Aqui fica em traços gerais alguma informação sobre esta situação complicada, reservando-me o direito e por respeito ao Carlos Paiva, de não mencionar outros pormenores da sua teimosia, numa situação que acompanho quase diáriamente e que não tenho meios de resolver. Os contactos das assistentes sociais irão ser certamente retomados e daremos notícia do que acontecer.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Conheci pessoas que nunca mudaram.


Entre os camaleões das conversas e das atitudes e a virtude de boa memória da amizade, conheci de tudo um pouco ao longo de uma vida de contactos, alguns ainda os recordo, outros ainda foram apenas contactos do dia a dia.
Mas não devo fazer disso uma azeda crítica isso não. A vida é como é no seu percurso de comunicação. E, desses efeitos em constante rotação, cada pessoa é uma pessoa e só por isso devemos manifestar-lhe a compreenção de também sermos igualmente pessoa.
Agora que todos nós temos contactos que nos marcam pela sua franquesa e estimulos de convivência, face a critérios de carácter, isso é já outra questão de afirmação, como acontece com este ex-director da rádio Maiorca. Foi dos poucos que valorizou a Voz de Montemor, naquela rádio, quando com a minha mulher por lá andamos anos e anos a falar das nossas gentes num programa de três horas.
Depois, este velho companheiro marcou-nos também porque não sujou as suas mãos no lamaçal da conspurcação, serviu uma causa, a da comunicação, de um projecto de grande repurcussão naquele tempo, mas de mim diz por amizade que tenho sempre percentagem nos ganhos, onde quer que esteja a minha solidariedade.
E, já agora, foi o único que um dia entrou nos estúdios com duas lembranças para festejar o aniversário do programa. E ainda hoje eu e a minha mulher estamos gratos por uma atitude que justifica a nossa boa memória. Dr Maló como é conhecido, é um cidadão do saber saber, pois recorda com saudade a sua
vivência no Parque Mayer, onde fez amizade com o Raul Solnado, e mais tarde participou no filme” A Promessa “ rodado na Tocha , não esquecendo a sua actividade em Maiorca, com a sua esposa, empenhados na cultura local.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O povo canta as Janeiras na Cova Gala.

É uma tradição portuguesa que consiste na reunião de grupos de pessoas cantando de porta em porta, utilizando a pandeireta, a flauta,a viola, o acordeão e o bombo; e aí vão eles na sua simplicidade espalhando alegria por onde passam. Cantam as Janeiras ao sabor dos seus corações. É a solidariedade do povo em marcha, projectando-se em causas para melhoramentos nas suas terras, como foi este movimento dos covenses, cuja receita vai reverter para pintar a Igreja da freguesia de S. Pedro. De ano para ano a tradição fica no tempo. Espero que outros se deixem contagiar pela tradição e que caras novas apareçam para cantar as Janeiras na Cova Gala. Ouçam e reconheçam esta gente generosa que se dá aos outros por encantamento e do gosto de partilhar a poesia que é nossa e nos torna mais próximos. Para o bem das vossas vidas, aqui fica o meu agradecimento pela vossa visita com os nomes e a respectiva fotografia.
Germano Pais,Madalena Dias, Amélia Raia, Lurdes Rolinho, Armindo Rico e a sua esposa Manuela Rico e Rosa Estrela.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

As mamas da Maya e os excessos da fama.

Se algum sentimento motiva a minha energia e a vontade de a defender sempre, é
minha liberdade e o modo de respeitar a dos outros também. E, para início de circunstâncias, se alguma natureza me anima, é apreciar uma mulher esculturalmente brilhante e eleita pelos bens de boa presença. Mas esta reportagem na SIC, quando eu tinha os outros canais avariados, informando ao pormenor a operação transformadora dos seios da Maya, para outros de maior dimensão, deixou-me a pensar como um velho do Restelo. É certo que eu não tenho nada com estes excessos da senhora e que faça das suas mamas o que bem entender, mas o que me preocupa, e isso é já um problema de sensibilidade, são estas notícias ao pormenor, não sendo com estes métodos que se
eleva o grau de conhecimento do povo. É que, da minha análise televisiva, isto ultrapassa os limites do razoável e tem muito a ver com a psicose do fascínio da fama.
Por outro lado, então sim, seria um excelente serviço de informação e para vergonha do Sr. Cavaco Silva, que lhe chegou agora a peninha dos pobrezinhos, ver uma reportagem sobre a Rosa Maria, 68 anos de idade, que invisual de uma vista, sem meios para se tratar da outra que ainda vê, e vê o quê? Esta democracia de filhos e enteados criando cada vez mais diferenças sociais.
O lamento de Ti Rosa, a um candidato à presidência da República, no Alentejo, é o país verdadeiro que temos. Infelizmente o que temos mais são rosas e espinhos e agora para melhorar a vida de muitos portugueses temos as melhores mamas da Maya, logo em directo na SIC.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O silêncio é de ouro.


O silêncio pode deve ser interpretado como positivo ou negativo e depende por isso de várias circunstâncias de cada um de nós. Tenho alturas na vida que o aceito e sinto-me bem com ele, faz-me bem e como foi o caso um dia destes na barragem da Aguieira,em Senhora da Ribeira. Fiz questão de levar a minha mulher para conhecer aquele belo recanto da natureza. A manhã estava friorenta e silenciosa, e nós, ali rodeados pelo grande lago e por um arvoredo que fazia também jus a um ambiente sereno e que só ali se podia sentir. Gostei imenso daquele silêncio, enquanto a minha insignificância se acentuava, face à natureza viva e comovente, diriamajestosa, recordando com a Dília 45 anos de vida em comum. Lá está a capela da Senhora da Ribeira, que no verão concentra milhares de pessoas em romaria, sendo um local de intenso turismo naquela época do ano. Depois dos momentos em quietude e espiritualmente tão próximos da tranquilidade, subimos ao Restaurante Panorâmico para almoçar, mas sobretudo para visitar os proprietários que foram meus companheiros de viagem a Marrocos, não faltando as fotos de ocasião para mais tarde recordar.

sábado, 15 de janeiro de 2011

A lei não favorece os que ganham o pãozito de cada dia.

Estão ainda fora de si e apatetados, os que construiram a sua vida nas limitações e verbas controladas ao pormenor, face à petição do enriquecimento ílicito, que valeu num dia quatro mil assinaturas. Com esta lei que pode vir a ser discutida na Assembleia da República, a preocupação maior é como vão agora sobreviver com esta perseguição e crueldade alguns milhões de portugueses habituados às negociatas do ferro velho e dos modelos bancários, que podem ficar de mãos atadas e emagrecer perigosamente com uma lei que muito os preocupa. Coitados...Passaram uma vida a correr para casa com os salários mínimos e outros produtos remuneradores e agora, záz, mais este entrave nos propósitos do seu enriquecimento ílicito e isto não se faz à prima,carago!
Falando a sério, meus caros leitores, isto porque a alegria natural do zé povinho já não é o que foi, estou farto desta democracia e dos discursos de uns tantos comedores do sistema que ao longo dos anos se cagaram de todo para as classes desfavorecidas, veja-se os setecentos mil individuos que não tem nada para fazer.
Falando a sério outra vez, e por último, é hora de constante oposição. Votando contra o quadro estabelecido ao longo dos anos, ficaremos com a certeza de que os imensos cavalos, digo políticos, por onde passarem já crescerá a relva ?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Terras de Montemor-o-velho


Augusto Santos Conceição, não sabemos a sua origem, escreveu em 1943 a história de Montemor-o-Velho e do seu Concelho, cuja monografia é uma obra riquíssima, indespensável a quem pretende conhecer o passado glorioso a Vila histórica do Baixo Mondego.
Como deixou escrito o autor, um trabalho monografico é como a ressureição das almas e uma ressurreição de cenários e de ambientes.
E acrescenta A.Santos Conceição...Montemor-o-Velho é sem duvida uma das povoações mais antigas da Península Ibérica, que existia no tempo dos árabes com topónimo de Munt Malur.
De página em página, transcrevemos hoje um texto de José de Oliveira da Fonseca Nápoles, 1892, natural de Abrunheira , uma das 13 freguesias de Montemor.
Entre os habitantes de Montemor e de Maiorca havia profunda rivalidade, por cada um dos grupos considerar a sua terra situada no sítio mais elevado.
Dai os de Montemor , para irritar os maiorquinos, gritarem de alto duma das torres do Castelo
-Monte...mor! Monte...mor! Monte... mor!

Ao que os naturais de Maiorca repostavam, com igual intenção:
-Nunca! Maior...cá! Maior cá! Maior...cá!

Era um monte agreste e inculto,
Que a natureza engastou,
Para um altar do seu culto,
No que mais belo encontrou!
E mais tarde povo adulto,
Olhando, ufano a planice
do Mondego, aos outros disse:
Olhais para esta limdeza !
Prestai culto á natureza!
Qualquer de vós é menor!

Fica Verride calado...
Reveles teme o soldado...
E só Maiorca , assomado
Contestou Monte-maior.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011


Para onde vou é certo que recolho jornais das localidades, parecendo-me sempre que depois da sua leitura me identifico com as pessoas e os seus hábitos e a sua maneira de viver em comunidade.
Vou poucas vezes à Igreja apesar do respeito imenso que tenho pela fé dos outros. A minha fé vai dando para compreender que a mensagem cristã, absorvida e praticada com verdade, é ainda um precioso alimento espiritual, porque não se deve fazer aos outros o que não queremos para nós, este é apenas um dos variadíssimos
ensinamentos da mensagem, mas é já um bom motivo.
Mas voltando aos jornais, e desta vez é um jornal de paróquia, entendos-os úteis e agradávelmente motivadores para a leitura dos crentes ou não, levando ainda pelo país e para o estrangeiro, como é este o caso, as notícias aos que partiram em busca de melhores condições de vida.
Na Marinha das Ondas, onde me desloquei à sua Igreja para manifestar compreenção pela morte da mãe de um amigo, lá estavam espalhados pelos bancos, vários Cavaleiro da Imaculada, e eu com a velha mania, não perdi a oportunidade de fazer nova colecção e trazer-vos um pouco de nada, com a certeza que é obrigatório que haja lugar para todos com fé ou sem ela, como diz o recorte do jornal:” Sê como a fruta, o importante é seres são por dentro.” Mas para essa particularidade talvez não seja necessário ir à Igreja, pois muitos são os chamados e poucos são escolhidos.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A propósito dos anónimos que são pessoas também.

Anônimo disse...
Não sei o que anda o grupo de amigos a fazer mas acho que se querem ajudar o Carlos e tendo ele sido da comunicação social, os jornais e radio da Figueira podiam fazer alguma coisa na divulgação. Porque não os contactam? Afinal ele não era desse meio? Eu nem sei quem é o tipo, mas se é dinheiro que é preciso para o ajudar, abra-se uma conta, divulgue-se nos jornais a história e dê-se ao dinheiro a utilidade mais certa. Não é preciso fazer propaganda a quem dá, a não ser que essas pessoas estejam interessadas em concorrer a Presidente de alguma merda é que vão querer créditos! Já sabe como é.A segurança social deve ser envolvida. È ela que deve cuidar destes casos. Nós pagámos todos para isso! O Carlos pagou os seus impostos! O grupo que faça pressão. É claro que o homem precisa de ajuda: cego e sem apoio?É um perigo para ele e para os outros.Os jantares são momentos de facilidade: o vinho e a comida agregam facilmente as pessoas.É o calor do momento, da emoção fácil, da palavra fácil. À porta do restaurante a vida e o frio da rua separa as pessoas.Acha mesmo que essa gente quer saber desse tal Carlos?Ah!Até pagavam para não ter de se preocupar com isso. Hoje toda a gente tem OS SEUS problemas, estão-se a cagar para os outros.

7 de janeiro de 2011 11:18
Anônimo disse...
Este anónimo corta a direito e usa os adjectivos adequados. Ele tem razão.Numa época em que o egoísmo impera,quem é que se importa de como está o vizinho que mora ao lado?
Até chegam a estar mortos em casa vários dias, porque o visinho mora ali a 2 metros de
distância mas está a milhas....
Triste de quem se vê na necessidade...


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O poeta do Baixo Mondego e das gentes do povo.

Francisco Salgado Tanoeiro, é natural de Ardazubre, Lamarosa, distrito de Coimbra. No Terras de Montemor, um programa de rádio, tivemos a oportunidade de o conhecer pessoalmente e também as suas poesias e ainda no Jornal de Montemor, no qual foi um destacado opinador. Recordo com saudade o Cantinho do poeta, um espaço da responsabiliade da Dília Fernandes, que trazia todas as noites Salgado Tanoeiro e outros homens de letras para o ar. Claro que, sem falsas modéstias, não serei a pessoa mais indicada para falar deste cidadão enquanto escritor e poeta. Por amizade ele exige sempre a minha presença e da Dília Fernandes nos seus eventos, o que nos honra imenso. Admiramos a sua postura e a sua força criadora de palavras sempre com os homens da rua e as gentes que laboram a terra no Baixo Mondego, pois vive e sente os pequenos nadas do meio rural e a sua simplicidade. Talvez por isso a sua crítica a um certo tipo de sociedade seja inconformista e inquietada. Tanoeiro faz das letras o seu estado de alma, é sagaz contrariando aqueles que têm olhos e não vêem à sua volta as coisas belas do nada. Alguns dos seus títulos são Balada para Uma Aldeia, Campos em Flor, Novos Contos Medievais, Monografia da Freguesia de Lamarosa e Deixai Florir as Giestas, a última publicação apresentada há pouco tempo. Tem já outras 12 obras em espera porque Salgado Tanoeiro é um homem que vive para as palavras e suas emoções.
E porque a modéstia em demasia é de todo fingida, cá em casa e com saudade dos nossos programas de rádio, eu e a Dília, resolvemos fazer-lhe uma surpresa, ao publicar Várzea De Montemor, que nos dedicou, no seu livro Deixai florir as giestas, com muito agrado para nós.


VÁRZEA DE MONTEMOR

A Olímpio Fernandes e D.Dília Fernandes.

Chão que és um tesouro
De milheirais ondulantes
Grãos cintilantes de ouro
Em espigas de diamantes.


Teus resquícios da moirama
São memórias de um sultão
E o teu labor é a chama
Herdada do Alcorão.(a)


Quantas moiras encantadas
Tomaram banho no rio
Várzea de ninfas e fadas
Que mais linda ninguém viu.


Teu cavalo altivo audaz
Pelos tempos perdurou
Descende do alfaraz
Que em Montemor reinou.

Aqui em Monte Maior
Ergueu-se forte baluarte
Que repeliu com vigor
O infiel estandarte.

E o alfageme de outrora
Ganhou nova aptidão
Constrói adagas agora
Mas para ceifar teu pão.

a)Livro sagrado do Islamismo

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Rui Lima,o mestre pescador.

Natural da Praia da Leirosa, 38 anos de idade, muito cedo aos 18 anos, iniciou a sua actividade piscatória e ficou, juntamente com 17 colegas de ofício, a salvo à entrada da barra da Figueira da Foz, quando a traineira Vila de Buarcos se afundou num instante. Depois foi um desafio a bordo do Além Mar,Boa Fé, Nau dos Covos, Atleta, Neptuno e por aí onde houver trabalho.
A verdade é que aquele acidente faz agora parte das conversas entre pescadores que ganham a vida no perigoso mar. Para quem, como eu, que com água pelo joelho já pensa duas vezes se avança ou não mar dentro, os pescadores entre o mar e o céu, dão-me sempre lições de valentia com imensas histórias e aventuras sem fim.Faltava-me viver esta experiência com gentes que desconhecia no labor intenso e arriscado, pois um dia partirei realizado socialmente e com gratas recordações.do povo da Cova Gala .

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Exmo. Sr. Presidente Cavaco Silva , não me trame com a choraminguice da pobreza.

Não vai ler o meu desabafo, eu sei, mas nem por isso vou deixar de lhe manifestar o meu protesto, quando me acusa que devia sentir vergonha pela pobreza de muitos portugueses.
Saiba V.Excelência que tenho uma vida de trabalho com os meus 70 anos de idade, decerto igual a milhões de cidadãos, mas tenho a coragem de lhe franquear a minha conta bancária e o registo das minhas propriedades, para que sinta remorsos dos seus sentimentos de fancaria perante a sua inquietação, quando diz a sete ventos que os níveis de pobreza são intoleráveis. Afirmação de V.Excelência que está repleta de contradições, pois também fez e ainda fáz parte dos políticos que ao longo dos anos se aqueceram junto de uma fogueira, que nunca se aproximou dos tais pobrezinhos do seu desassossego. Não é verdade que o monstro que devorava os dinheiros públicos, teve no Vosso reinado a legitimidade do seu crescimento? Sabe Sr.Presidente, eu venho do tempo da caridadesinha e julgava, e enganei-me redondamente, que a revolução de Abril viesse para acabar com esses discursos de comiseração e fazer justiça aos mais fracos da sociedade. Mas o que tem acontecido é de facto uma grande vergonha.. Muitos têm governado e ajeitaram-se em função de um sistema partidário que serviu amigos e compadres. Hoje já não dou o meu voto, mesmo que me ofereçam canetas e camisolas,pois deixei de acreditar nos vossos projectos de solidariedade e de justiça social.
Não pense Sr. Presidente que o meu desabafo tem justificações na mesquinhice
da inveja da vossa reforma, ou, melhor dizendo, reformas, conquistadas em leis estabelecidas e num sistema de capitalismo selvagem. O que me repugna é verificar que regridimos na caridadezinha e nas choraminguises do tempo da outra senhora. Pois é Sr Presidente...Quando fala da pobreza com níveis intoleráveis, porque não denuncia os culpados seus amigos e compadres? prefere sim a lamechice do enrolado discurso do coitadinho. E o povo que se trame com a conversa do sr. economista, que já pode fazer o programa de uma velhice tranquila no ameno Algarve. Ainda lhe digo Sr. Presidente que, se a ironia me alegrasse com a situação dos desempregados e reformas precárias, estremecia de riso, quando o V. adversário da Madeira, Sr. José Silva, vem dizer na T.V. que V.Excelência é como as Misses Mundo, que são bonitas por dentro e de cabeça vazia, pois nas entrevistas só sabem dizer que têm pena das criancinhas com fome e dos velhos. sem abrigo.
Não vou tão longe nessa caricatura. Não ofende e tem piada num país cada vez mais dividido entre a sopa dos pobres e a opolência de uns tantos.Um país, Sr. Presidente, que por culpa do egoísmo de muitos governos poderia ser hoje mais justo com as classes mais carentes, mas agora é em bicha que os vejo à procura
do caldo quente.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Mulheres e operários ao poder

O que se tem passado neste país com alguns políticos e gestores, levou-me a considerações de competência entre Dilma Roussouff, a primeira presidente eleita democraticamte no Brasil, e estes académicos senhores que deixaram pelo caminho a sua honestidade social e política para com os mais desfavorecidos e beneficiando-se descaradamente do sistema.
Filiada no partido dos trabalhadores e com uma carreira marcada por lutas contra a ditadura militar em 1964, presa e torturada pelos esbirros do poder de então, Dilma acredita no socialismo em liberdade,- querem ver que o Sr. Mário Soares a copia-e progresso do povo brasileiro, sem que seja necessário perseguir os adversários e enviá-los para prisão tiradentes. Por uma feliz procura de canais televisivos, fui encontrar-me na T.V. Record, assistindo com prazer à sua posse e escutando o seu discurso que não deixou de me emocionar pelas suas convicções e naturalidade, jamais recriminando o que quer que fosse, apenas e só com a vontade de erradicar a pobreza no imenso Brasil.
Também Lula , que chora por tudo e por nada, calou a boca a muita gente queensinuava não ter o perfil dos políticos engravatados. O que é certo é que o povo brasileiro o elegeu em dois mandatos e agora apoiou Dilma ao poder máximo do país. Não esqueceu os seus companheiros mortos no combate contra a brutalidade dos militares que cavaram verdadeiros crimes nos que pensavam diferente naquela época de terror. Enfim...Por cá nem mulheres nem operários, sempre mais do mesmo, mas era tempo que os votos fizesem a sua escolha e uma revolução digna desse nome e com a alegria da saudável liberdade.

O meu netinho a fazer teatro de fantoches


Na noite de Ano Novo! As crianças são assim inocentes e fazem da gente, já farta de filmes da vida, as crianças que ainda nos resta. De todas as festas que a família poderia ter, esta foi a mais saborosa de todas as festas, com alarido pelo meio, quando o avô Olimpio, pediu intervalo para poder ir mijar, já feliz e contente em família.